Web Radio Jesus Cristo Gospel: 2016-06-12

quarta-feira, 15 de junho de 2016

O GIRO DA NOTICIA

Gongogi: Familiares culpam secretário de saúde por morte de criança recém-nascida


Bebê tinha 45 dias de recém-nascida. (Foto:Arquivo Familiar)
O Secretário Municipal de Saúde da cidade de Gongogi, Vitor Morais, está sendo acusado de omissão de socorro por parte da família de uma criança que faleceu no dia 31 de maio no hospital Manoel Novais em Itabuna. Na manhã desta terça feira (14), a mãe da criança, Fernanda Evangelista dos Santos Santana, acompanhada pela a avó, Joanice Evangelista dos Santos Santana procuraram a redação do site Ubaitaba Urgente para denunciar o caso. Segundo denuncia feita no MP, Vitor Morais, negou liberar para a família da recém-nascida, Isah Evangelista dos Santos Matos, com 45 dias de nascida, uma ambulância da prefeitura para socorrer a criança até o hospital de Itabuna, já que o bebê estava com dificuldades para respirar e tinha acordado com palidez, vomitando muito e com a boca roxa. 

A mãe da criança conta que no dia anterior a menina foi levada ao hospital da cidade de Ubatã e diagnosticada com uma infecção no pulmão pelo médico Dr. Jonathas, já que o hospital de Gongogi vem faltando médico com frequência. Após o não do secretário de saúde em liberar a ambulância, Fernanda e sua mãe dona Joanice, foram com a criançinha até a sala de Vitor Morais para tentar sensibiliza-lo e ele foi taxativo e respondeu: “Eu deixei bem claro que a ambulância só sai daqui com autorização de um médico”.No momento o hospital de Gongogi estava sem médico plantonista. Foi ai que a mãe e a avo da menininha foram à prefeitura falar com a secretária Michele para tentar convencer o secretário de Saúde a líber a ambulância. Após duas horas de negociações a ambulância foi autorizada a levar a criança para Itabuna. Dona Joanice conta que 15 minutos após o bebê dar entrada na emergência no hospital Manoel Novais, foi a óbito. Em contato com o radialista Jackson Cristiano, por telefone, Vitor Morais disse que vai se manifestar após ouvir a entrevista feita pela familia na Ubaitaba FM e logo em seguida emitir uma nota com sua versão. *Do Ubaitaba Urgente

Itabuna: Advogados fazem protesto contra prisão de colega


Protesto aconteceu em frente ao Fórum Ruy Barbosa. (Foto:Divulgação)
Um grupo de advogados protestou contra a prisão de um colega em frente ao Fórum Ruy Barbosa, em Itabuna, nesta terça-feira (14). Anderson Sá de Oliveira, 43 anos, foi preso no último dia 16 de maio, na Operação Capitania, acusado de integrar uma facção criminosa no Rio de Janeiro. Munidos de faixas, cartazes e apitos, os manifestantes pediram a libertação do defensor, informou o Pimenta Blog.
Advogado é acusado de envolvimento com uma facção no RJ. (Foto:TV Bahia)
Por conta da prisão, a subseção da Ordem dos Advogados do Brasil, seção Bahia, OAB-BA, em Itabuna, entrou com uma ação para tentar reverter a transferência dele para o Rio de Janeiro, mas não obteve sucesso. Segundo o presidente da subseção da OAB-BA, Edmilton Carneiro, existe risco à integridade física do advogado, por conta de ele ter denunciado uma juíza e policias do Rio de Janeiro. 


Dilma diz ser favorável a novas eleições caso volte ao governo


Foto: Marlene Bergamo/Folhapress
A presidente afastada Dilma Rousseff disse nesta terça-feira, 14, que seria a favor de novas eleições para ajudar o País a sair da crise política, caso retorne ao gabinete. Em uma entrevista concedida a agências internacionais, Dilma afirmou que primeiro deve sobreviver ao julgamento do Senado e disse que o Brasil está passando por um esgotamento político e que os brasileiros não acreditam mais no processo. “Isso tem de ser superado”, disse a presidente afastada. “Se houver necessidade de novas eleições, eu serei a favor”, completou. A petista foi impedida e suspensa pelo Senado no mês passado por ter usado supostas manobras fiscais para esconder lacunas no Orçamento. Ela tem negado malfeitos repetidamente, insistindo que os procedimentos foram uma “fraude” e um “golpe”.

Aumentam os prejuízos causados pela estiagem no sul da Bahia


Só um produtor de Itapé afirma ter perdido 60 cabeças de gado. (Foto:TV Santa Cruz)
A região cacaueira, no sul da Bahia, tem um conhecido polígono de criação de gado que fica entre os municípios de Itapé e Itororó, Itaju do Colônia e Potiraguá. Toda essa região está em crise devido a um longo período de estiagem. De acordo com o produtor rural Genilson Matos, ele já perdeu dezenas de animais por conta da seca. "Já morreram 60 vacas e 15 bezerros. Morreram também duas éguas e um cavalo", disse. Até o ano passado ele tinha 130 vacas que produziam aproximadamente 950 litros de leite por dia. Hoje tem 14 vacas produzindo 30 litros de leite, ou seja, despencaram tanto a produção quanto a produtividade, e ele ainda tem que dar leite para os bezerros que perderam a mãe. A estiagem também causa danos aos rios e represas da região, que secaram. O agricultor Ednei Soledade Teles conta que não está conseguindo sobreviver. "Quem depende da terra mesmo está passando necessidade", disse. O pecuarista José Evilásio Oliveira cria gado na região há mais de 60 anos e diz que vê com tristeza a situação. "Ou compra água e a ração para o gado, ou do contrário vai morrer. Não tem recurso, não tem água. O pior daqui é água, o gado está morrendo de sede", relatou. *Informações do G1

Ceplac promoverá 2º Encontro de Produtores de Frutas em Ipiaú


Primeiro Encontro aconteceu em novembro de 2014. (Foto:Arquivo/Giro em Ipiaú)
“Organização e Sustentabilidade” é o tema do 2º Encontro dos Produtores de Frutas de Ipiaú, que será realizado no próximo dia 15 de junho, pela Ceplac - Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira/Mapa, Prefeitura Municipal de Ipiaú e o Agropólo do Vale do Rio das Contas, no Centro Comunitário Batista Sete de Setembro, localizado à Rua Jaldo Reis, Ipiaú-Bahia. O Encontro, que integra o calendário de eventos do Agropólo do Vale do Rio das Contas, formado por 15 municípios, é coordenado pelo pesquisador da Ceplac, Antônio Carlos de Araújo e conta na sua organização com o apoio da equipe regional da Ceplac em Ipiaú. De acordo com o superintendente da Ceplac na Bahia, Carlos Alexandre, o evento representa uma oportunidade para que pesquisadores, extensionistas, fornecedores de insumos e produtores rurais, possam trocar experiências e informações, contribuindo para o desenvolvimento sustentável da fruticultura regional. O I Encontro de Produtores de Frutas e Cadeias Produtivas emergentes de Ipiaú aconteceu no mês de novembro de 2014. (Giro em Ipiaú)

Cientistas afirmam que asteroide passou perto da Terra na madrugada desta quarta

Cientistas afirmam que asteroide passou perto da Terra na madrugada desta quarta
Na madrugada desta quarta-feira (15), o asteroide 2007 MK6, com diâmetro de 200 a 600 metros, passou a uma distância relativamente pequena da Terra. De acordo com informações divulgadas pelo Centro de Planetas Pequenos da União Astronômica Internacional, ele passou a uma distância de 15,2 milhões de quilômetros da Terra, por volta das 4h (horário do Brasil). A distância é 40 vezes maior que a existente entre a Terra e a Lua e não representou nenhum perigo ao planeta.
Ainda segundo os cientistas, o asteroide foi descoberto em 2007 por astrônomos do observatório Mount Lemmon, nos Estados Unidos.  O asteroide, de acordo com várias avaliações, pode fazer parte do chamado grupo de asteroides Apollo, assim como ser "parente" de outro grande corpo celeste que continua se aproximando da Terra – o asteroide Ikar. 
Mesmo que o asteroide não represente ameaça à Terra, o planeta Marte pode ficar em perigo: em um mês, ele se aproximará do Planeta Vermelho, passando a uma distância de 1,33 milhão de quilômetros.
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Chuva: árvore cai na Barra e provoca estragos; ninguém ficou ferido

Chuva: árvore cai na Barra e provoca estragos; ninguém ficou ferido
Continua chovendo bastante em Salvador, na manhã desta quarta-feira (15) e já causa alguns estragos na cidade. Por volta das 07h30 uma árvore caiu  na rua presidente Kennedy na Barra, próximo ao YachT Clube da Bahia. Segundo a Transalvador, ninguém ficou ferido. A via foi interditada e o trânsito é bem complicado na região.
A Secretaria de Manutenção (SEMAN), informou que já realiza os reparos no local do incidente e que nas nas próximas horas a árvore deve ser retirada e a via totalmente liberada. 
Outra árvore caiu no bairro de Tancredo Neves, na Rua Betel, em frente a 11ª Delegacia. Também não houve feridos, somente complicações no trânsito. 
Os motoristas precisam ficar atentos ainda à outras complicações no trânsito, nesta manhã por causa de pontos de alagamentos. Os locais mais críticos são no Comércio, na altura da sede da Polícia Federal; na Av. Lafayete Coutinho, a Contorno, na altura da Bahia Marina e da Marinha do Brasil; na entrada da Estação da Lapa, nos dois sentidos e no Vale dos Barris. Outros pontos de trânsito complicado são na Rua Thomáz Gonzaga, em Pernambués; Av. ACM, com retenção nos dois sentidos da via, e na Av. Octávio Mangabeira a Orla. 
De acordo com a Defesa Civil de Salvador (Codesal), nenhuma solicitação de emergência, foi registrada no órgão após às 7h25 da manhã. O órgão informou ainda que permanece com o plantão 24 horas, atendendo às solicitações pelo telefone gratuito 199.

Temer discute detalhes de PEC que limita gasto público

Prestes a enviar ao Congresso a proposta de emenda à Constituição que limita o gasto público, o presidente interino Michel Teme discute na noite de terça-feira (14) com ministros os últimos detalhes da medida. Quarta-feira (15) de manhã, a proposta deve ser apresentada a líderes partidários e, caso seja finalizada, será entregue pessoalmente por Temer ao Congresso.
Participam do encontro os ministros da Fazenda, Henrique Meirelles; da Casa Civil, Eliseu Padilha; e da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima; além do secretário do Programa de Parcerias de Investimentos, Moreira Franco. O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e o líder do PMDB na Casa, senador Eunício Oliveira (CE), também participam das negociações em torno da proposta que pretende controlar despesas primárias do governo.
No final de maio, o presidente interino disse que as despesas do setor público encontram-se em uma trajetória “insustentável”. As medidas de ajuste, conforme antecipou Meirelles, terão como foco o controle das despesas primárias e financeiras, a eliminação de ineficiências do gasto público e a busca pela melhoria do desempenho da prestação de serviços às camadas mais pobres da população.
Segundo o ministro da Fazenda, a ideia é fazer um “plano de voo”, com medidas que tenham efeitos plurianuais e impactos permanentes. A ênfase, portanto, será menos em uma melhora pontual do resultado primário e mais na tentativa de colocar a dívida pública em uma trajetória de sustentabilidade no longo prazo.

Câmara flexibiliza projeto que cria regras para nomeação de dirigentes de estatais

A Câmara dos Deputados aprovou na noite de terça-feira (14) o texto-base do Projeto de Lei (PL) 4.918/16, que cria regras para nomeação de dirigentes de empresas estatais dos três níveis de governo, normas para licitações e práticas de transparência. Os deputados aprovaram um texto substitutivo do relator, deputado Arthur Maia (PPS-BA), com mudanças que flexibilizam a proposta anterior. Como o texto foi alterado, o projeto voltará ao Senado.
As alterações afrouxam as regras inicialmente previstas para limitar as indicações políticas para cargos de comando nas estatais. O percentual determinado de membros do conselho de administração das estatais independentes (sem vínculo com a empresa) caiu de 25% para 20%.
Os presidentes dos conselhos de administração e diretores das empresas devem comprovar experiência profissional mínima de dez anos no setor de atuação da empresa ou experiência mínima de quatro anos em cargos de direção ou chefia superior. O texto da Câmara abre a possibilidade de profissionais liberais também ocuparem esses cargos, mediante tempo mínimo de atuação.
Câmara flexibilizou projeto que cria regras para nomeação de dirigentes de estatais
Câmara flexibilizou projeto que cria regras para nomeação de dirigentes de estatais
A proibição para que  pessoas com atuação em direção partidária ou em eleições nos 36 meses anteriores sejam indicados para o conselho de administração e diretorias das estatais foi derrubada.
O texto ainda amplia a possibilidade de publicidade e patrocínio da empresa pública e da sociedade de economia mista –de 0,5% da receita operacional bruta do exercício anterior para 1%.
Uso político
Segundo o relator, a intenção do projeto é limitar o uso político das indicações de dirigentes dessas empresas. Segundo o texto proposto por Maia, dirigentes partidários ficam excluídos de ocupar cargos nas estatais. Dirigentes sindicais também não poderão participar de conselhos de administração.
A restrição foi criticada por parlamentares por considerarem a medida discriminatória e inócua. “Os ex-diretores da Petrobras, por exemplo, Renato Duque, Jorge Zelada, Nestor Cerveró, todos tinham mais de dez anos de experiência profissional e fizeram o que fizeram. Ou seja, experiência mínima não assegura grandeza de caráter”, criticou o deputado Hildo Rocha (PMDB-MA).
Para o líder do PCdoB na Câmara, deputado Daniel Almeida (BA), a medida visa mais a atender a pressão do mercado sobre as estatais. “Isso é discriminação com aqueles que, muitas vezes, defendem os interesses das estatais ao lado dos trabalhadores”, disse.
A deputada Erika Kokay (PT-DF) disse que a medida vai favorecer a influência do mercado e de empresas concorrentes nas estatais. “Ele [o projeto] impõe a presença de 25% de representantes do mercado – ditos independentes – no conselho de administração das estatais. Isso quer dizer que nós teremos representantes de concorrentes do mercado compondo uma parte do conselho de administração das estatais”.
Para o deputado Carlos Zarattini (PT-SP), o objetivo da proposta é favorecer a influência do mercado na administração das estatais. “Um dirigente de um banco privado, com experiência, pode integrar o conselho de administração da estatal, mas um ex-dirigente sindical não pode?”.
Competitividade
Favorável ao projeto, o deputado Fábio Sousa (PSDB-GO) argumentou que a medida vai aumentar a competividade das empresas “Após todos esses escândalos de corrupção envolvendo estatais e as nomeações feitas para suas diretorias, eu penso que é esse o momento de discutirmos sobre a participação de pessoas com envolvimento político nos conselhos das estatais”, disse.
Maia também rebateu as críticas. Segundo o deputado, a ideia é valorizar a adoção de critérios de excelência, de experiência e de aptidão na indicação de cargos públicos. Maia também justificou o trecho do projeto que prevê a nomeação de pessoas de fora do quadro para os cargos de direção.
"Seria o caso, por exemplo, de um engenheiro ou de um notável arquiteto, como Oscar Niemeyer. Ele nunca foi funcionário público e nunca foi funcionário de empresa estatal, mas, pela sua genialidade, poderia naturalmente ter sido diretor, presidente de qualquer estatal que tivesse vinculação com arquitetura”, disse.
Nomeações
A aprovação do projeto foi apontada como prioritária pelo governo do presidente interino Michel Temer. Na semana passada, Temer mandou paralisar todas as nomeações para diretorias e presidências de empresas estatais e de fundos de pensão enquanto a Câmara dos Deputados não aprovasse a proposta.
Diante disso o governo articulou a entrada da proposta e do projeto que modifica as nomeações na pauta e a aprovação da urgência dos projetos na semana passada. Além desse projeto, o governo também quer aprovar o projeto que cria novas regras para escolha e atuação de diretores executivos e conselheiros de fundos fechados de previdência complementar vinculados a entes públicos e suas empresas, fundações ou autarquias. A votação da proposta deve ocorrer na próxima semana.

Plano Estadual de Educação de SP é aprovado na Assembleia Legislativa

Os deputados da Assembleia Legislativa de São Paulo votaram e aprovaram terça-feira (14) o Plano Estadual de Educação, que estabelece metas e estratégias para a educação do estado de São Paulo para os próximos dez anos. A votação foi acompanhada no plenário por professores e estudantes. Agora o texto segue para sanção do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin.
A proposta que foi aprovada terça-feira foi possível por meio de uma emenda aglutinativa, um acordo entre a proposta que foi apresentada pelo governo paulista em agosto do ano passado e uma que foi construída pelo Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) com dezenas de entidades no Fórum Estadual de Educação, órgão participativo criado em 2013 pela Secretaria Estadual de Educação. As ONGs, sindicatos e movimentos educacionais que compõem o fórum elaboraram uma proposta com 20 metas e estratégias, que foi apresentada na Alesp pelo PT.
Uma terceira proposta, apresentada pelo deputado Carlos Giannazi (PSOL) e elaborado pela Associação dos Docentes da USP (Adusp) com apoio de mais oito organizações da área, acabou ficando de fora do plano que foi aprovado terça-feira.
Para Maria Izabel Azevedo Noronha, presidenta da Apeoesp, o plano aprovado terça-feira “ficou mais próximo do que era”, ou seja, mais próximo ao que tinha sido construído pelo sindicato e demais entidades no Fórum Estadual de Educação. “Está incutido na emenda aglutinativa os principais pontos, as emendas que a gente defendia para recuperar uma boa parte que estava no Plano Estadual da Educação do Fórum Estadual da Educação, que foi produzido com 75 entidades”, disse.
Entre as emendas, destacou Maria Izabel, estão a criação de um Sistema Estadual de Educação, a gestão democrática em vez da meritocracia, a valorização dos professores, o estabelecimento de um limite para o número de alunos por salas de aula e a garantia de uma comissão para monitorar, acompanhar e avaliar a implementação do plano.
Recursos
Segundo Maria Izabel, ficou de fora a definição sobre o valor dos recursos que serão investidos na educação paulista nos próximos anos. “Para mim seria importante, mas como nem tudo é assim, tem que ter a lei própria depois. Vamos lutar pela lei própria”, disse.
Sobre a questão de igualdade de gênero, um dos pontos mais polêmicos da proposta, Bebel foi evasiva. Ela disse que esse foi um ponto difícil de ser discutido mas que, no plano que foi aprovado, eles resgataram um artigo previsto nas metas e que prevê, por exemplo, a "superação das desigualdades educacionais, com ênfase na promoção da cidadania e na erradicação de todas as formas de discriminação".  Segundo a presidenta, esse artigo permitiria a possibilidade de se discutir a questão da igualdade de gênero nas escolas. "Tem as diretrizes e, dentro das diretrizes, os princípios humanísticos, da diversidade”.
Os professores Lisete Arelaro [que dá aula na Faculdade de Educação na Universidade de São Paulo] e João Zanetic [professor senior do Instituto de Física da USP], que ajudaram a construir a proposta da Adusp, que foi apresentada pelo deputado Carlos Giannazi, lamentaram que o plano aprovado não tenha estabelecido o quanto será investido na educação de São Paulo.
“Neste momento, não contemplar efetivamente, com percentual, de quanto do PIB [Produto Interno Bruto] o estado de São Paulo vai colocar de dinheiro para melhorar a educação paulista, para nós é um pouco de demagogia”, disse Lisete.
Zanetic disse que o projeto de lei que a Adusp apresentou na Alesp em 24 de junho de 2015 apontava um gasto de 9,5% do PIB do estado. “Como se chegou a isso? Fazendo diagnóstico das necessidades de incluir, por exemplo, as creches, a educação infantil, diminuindo o número de alunos na sala de aula, aumentando o salário dos professores para que a média salarial seja igual de profissionais de nível superior e que trabalham 40 anos e que desempenhem a função para a qual se formaram. Para atingir tudo isso, fizemos um somatório dos gastos em creche, educação infantil, ensino fundamental, ensino médio, ensino médio tecnológico e o custo nas universidades”, disse. Segundo ele, o governo paulista gasta hoje 3,7% do seu PIB na educação em todo o estado.
Plano Nacional de Educação
O Plano Nacional de Educação foi instituído em 25 de junho de 2014 e tem vigência de dez anos. De acordo com ele, os estados e municípios devem elaborar seus correspondentes planos de educação no prazo de um ano após a sua implementação. De acordo com o Ministério da Educação, o prazo venceu em 26 de junho de 2015, quando terminou o primeiro ano do Plano Nacional de Educação. São Paulo é um dos poucos estados que ainda não sancionaram o plano.

Deputado diz que Câmara não conseguirá cumprir integralmente o PNE

Em um cenário de crise política e econômica, a educação perde espaço na Câmara dos Deputados. Na avaliação do deputado Glauber Braga (PSOL-RJ), a Casa não conseguirá cumprir integralmente a parte que lhe cabe do Plano Nacional de Educação (PNE), dentro do prazo estabelecido na lei: "Estamos vivenciando um gravíssimo problema em relação ao PNE. Em várias metas  não estamos conseguindo  a aprovação daquilo que foi pactuado em 2014".
O PNE, lei sancionada em 2014, prevê metas e estratégias para a educação até 2024. As metas vão desde a ampliação do ensino infantil a pós-graduação. Incluem a melhoria na qualidade da educação, a formação de professores e a ampliação do financiamento dos atuais 6,6% do Produto Interno Bruto (PIB) para 10% por ano, até o final da vigência.
O PNE estabelece metas e estratégias intermediárias. Até o segundo ano de vigência, que se completam no próximo dia 24, o Congresso deveria aprovar o Sistema Nacional de Educação (SNE), que vai definir o papel da União, estados e municípios na oferta educacional, bem como a cooperação financeira para viabilizar essa oferta. Braga é relator na Comissão de Educação da Câmara do Projeto de Lei Complementar (PLP) 413/2014, que trata do SNE. Na tramitação, o projeto ainda deverá ser aprovado em três comissões antes de seguir para plenário.
"O relatório foi apresentado ainda em 2015, mas as comissões temáticas só começaram o funcionamento este ano, muito depois  daquilo que estava pactuado", diz o deputado, que acredita que a pauta enfrentará dificuldades para ser aprovada. "Tem uma correlação de forças negativa, que vai ganhando força dentro da própria Comissão de Educação. Tem aqui uma bancada da guerra, uma bancada fundamentalista que nem conhecendo o texto, a priori, se coloca contrariamente àquilo que está sendo proposto, porque observações que alguns deles fizeram nem estão no relatório que foi apresentado". Glauber Braga tentará acelerar a tramitação levando o PLP diretamente a plenário, após aprovada na Comissão de Educação.
Falta clareza
O PLC do SNE foi discutido terça-feira (14), em audiência pública na Comissão de Educação convocada pela deputada Professora Dorinha Seabra (DEM-TO). O relatório recebeu críticas de representantes de estados e municípios e de especialistas, que acreditam que o projeto precisa de mais clareza. "Fica complicado para o gestor, na ponta, se entender nessa legislação. Houve pouco avanço na melhor definição das atribuições, sobretudo no conflito e sobreposição de funções de estados e municípios", diz a consultora em educação da Confederação Nacional dos Municípios, Mariza Abreu.
Segundo Mariza, atualmente, apesar de a União ter a função  supletiva e de redistribuição de recursos para estados e municípios, isso não ocorre na prática em alguns âmbitos, como no complemento ao piso salarial dos professores. Sem conseguir cumprir o pagamento mínimo, estados e municípios enfrentam greves dos docentes ano após ano.
Financiamento
Segundo o secretário de Educação Básica do Ministério da Educação (MEC), Rossieli Soares da Silva, que participou da audiência pública, o setor da educação precisa de novas fontes de financiamento e sem isso as metas do PNE não sairão do papel. Ele diz, no entanto, que o MEC ainda não tem uma definição de quais seriam essas fontes e que isso deverá ser debatido com outras pastas.
"Os royalties, até agora, não deram certo. Na primeira crise pesada que se apresentou, essa fonte nitidamente se mostrou muito frágil e a educação é um processo que não pode ter um sistema de financiamento com uma fragilidade", diz o secretário. Em 2013, foi sancionda a chamada Lei dos Royalties, que destina 75% dos royalties do petróleo e 50% do Fundo Social do Pré-Sal para educação.
“Acho que esse debate fica mais claro com o que aconteceu com os royalties: até agora, na prática, para os sistemas de educação, nada chegou”, acrescenta Silva. No ano passado, o MEC apresentou uma proposta inicial de SNE. Segundo o secretário, a nova gestão revisará o documento e apresentará uma nova versão à Câmara dos Deputados.
Na próxima semana, devem ser entregues à Comissão de Educação "algumas considerações, talvez não a proposta completa", diz o secretário. “O ponto positivo é que há uma visível posição de fortalecer os estados e municípios; inclusive, pelo MEC, há um entendimento de que o SNE é importante e acho que é questão de um ajuste fino para se chegar no meio termo”.

Ex-secretário argentino é preso tentando esconder dólares em convento

Um ex-funcionário do governo argentino, responsável pela execução de obras públicas no país nos últimos 12 anos, durante os governos Kircher, foi preso terça-feira (14) enquanto tentava esconder mais de US$ 8 milhões em um convento. José López foi acusado de porte ilegal de arma e será investigado por lavagem de dinheiro.
Secretário de Obras Públicas dos ex-presidentes Néstor Kirchner (2003-2007) e Cristina Kirchner (2007-2015), López era homem de confiança do casal. Atualmente, é deputado argentino do Parlasul – o Parlamento do Mercosul.
Na madrugada desta terça-feira, López foi visto por um vizinho jogando sacolas de dinheiro sobre o muro de um convento na cidade de General Rodriguez, a cerca de 60 quilômetros de Buenos Aires. Por achar o comportamento estranho, o homem ligou para a polícia. López tentou evitar a prisão pedindo as freiras que abrissem o portão, alegando que queria fazer uma doação à Igreja, mas acabou sendo preso por porte ilegal de armas: além de fardos de dólares, euros, ienes e moeda do Catar, ele levava joias e um rifle semiautomático.
Segundo o chefe de segurança da província de Buenos Aires, Cristian Ritondo, no total foram encontradas 160 sacolas com dinheiro. A imprensa argentina diz que a quantia chega a um valor entre US$ 8 milhões e US$ 10 milhões.
López será investigado por lavagem de dinheiro. “Não estamos falando de um personagem menor”, disse o chefe de gabinete do presidente Mauricio Macri, Marcos Pena, ao lembrar que López era o responsável por obras públicas nos governos Kirchner e que muitas delas estão sendo questionadas por falta de transparência e corrupção.
Em abril, os argentinos assistiram a outra cena cinematográfica ligada a suspeitas de corrupção: a Justiça mandou vasculhar as terras do empreiteiro Lázaro Báez com escavadeiras, em busca de dólares que ele supostamente teria enterrado e encontrou uma mala com US$ 90 mil.
Báez enriqueceu com a realização de obras públicas durante os governos Kirchner. Amigo do casal, ele é suspeito de ser testa de ferro da família e foi preso, acusado de lavagem de dinheiro. A Justiça argentina também investiga Cristina Kirchner por enriquecimento ilícito.

Ministério da Justiça quer criar núcleo de combate à criminalidade e corrupção

O ministro da Justiça e Cidadania, Alexandre de Moraes, anunciou terça-feira (14) a criação de um núcleo permanente de combate à criminalidade e corrupção em parceria com os ministérios públicos estaduais. A medida foi divulgada após reunião de cerca de duas horas com procuradores-gerais de todo o país.
De acordo com Moraes, a iniciativa tem início imediato e será composta por gestores indicados pelo Ministério da Justiça e quatro membros do ministério público estadual. Na proposta apresentada, haverá integração de bancos de dados de todos os ministérios públicos estaduais com a base de informações do Ministério da Justiça para atuar no combate ao crime organizado.
"O primeiro ponto de imediato é que os bancos de dados sejam integrados. Hoje a criminalidade no mundo moderno se combate com inteligência e inteligência é troca de informação. Cada estado tem a sua informação, não há uma troca de informação. O Ministério da Justiça não fornece dados a esses estados e eles não fornecem dados ao Ministério da Justiça. Nós vamos fazer um grande banco de dados criminal", disse o ministro. Segundo Moraes, atualmente apenas nove estados têm  laboratório contra lavagem de dinheiro. A estrutura deverá ser estendida a todos os outros estados que ainda não têm o instrumento.
Combate a homicídios
Moraes sinalizou ainda a criação de uma política nacional de combate aos homicídios e ao tráfico de armas. "Não é razoável que um país como o Brasil tenha quase 60 mil mortos por homicídio por ano", disse. "Quem atua junto à polícia de cada estado, quem é o titular da ação penal, quem atua nos homicídios é o Ministério Público e vamos aproximar o Ministério Público da polícia e auxiliar nessa cooperação para que nós possamos ter prioridade nos processos em relação a homicídio assim como também, e os procuradores-gerais concordaram, a necessidade de se priorizar as ações relacionadas à corrupção no âmbito dos estados – ação de corrupção, de improbidade administrativa não podem ter o mesmo trâmite e a mesma demora, entrar na fila comum como uma locação, um mandado de segurança".
O ministro falou sobre o suporte à atuação da pasta à Operação Lava Jato. "[É] apoio total aos delegados, aos agentes, aos policiais [da Polícia Federal] que estão atuando principalmente em Curitiba, mas também aqueles que estão dando apoio logístico à Lava Jato", disse. "Todos os recursos humanos e financeiros necessários para que a Lava Jato continue e vá até a fundo no combate à corrupção e à criminalidade estarão garantidos pelo Ministério da Justiça e pelo presidente Temer".dicta voluptas nam possimus sed ullam suscipit labore officia maiores quo alias tenetur illo

'El País': Dilma e Marina são dois símbolos quebrados?

A edição desta quarta-feira (15) do jornal espanhol El País, traz uma análise sobre duas mulheres importantes no cenário político brasileiro: Dilma Rousseff e Marina Silva.
Em seu artigo, Juan Arias, diz que Dilma Rousseff e Marina Silva são duas mulheres-símbolo da política brasileira que se veem atualmente arrastadas pelo turbilhão das suspeitas de corrupção. Rousseff foi a primeira mulher a alcançar a Presidência da República, depois de ter dirigido nos governos Lula dois ministérios de prestígio, o de Minas e Energia e o da Casa Civil. vale destacar que durante seu primeiro mandato, as revistas internacionais a colocaram entre as mulheres “mais poderosas do mundo”, lembra o colunista de El País.
Marina Lima
Marina Lima
De acordo com o periódico, Marina Silva, a ecologista, foi a primeira mulher ministra de Meio Ambiente no Brasil. Lula a escolheu em seu primeiro Governo como símbolo da defesa da Terra. Mais tarde, deixou o Governo alegando que seus projetos eram boicotados e se lançou sozinha à conquista da Presidência. É a política que mais prêmios internacionais acumula por seu empenho em prol do meio ambiente.
El País lembra que, ambas as políticas, Dilma e Marina, se enfrentaram duas vezes na corrida pela Presidência. Nas duas ocasiões, Dilma venceu a disputa. Em 2014, o duelo entre as duas políticas-símbolo foi feroz. Dilma, aconselhada por seu marqueteiro João Santana, hoje preso por corrupção, acusou a rival de querer acabar com as conquistas sociais, arrancando a comida do prato dos pobres, caso chegasse à Presidência. Dilma ganhou essa eleição que acabou sendo um sinal de discórdia e que a levou a um julgamento político sob a acusação de crime fiscal.
El País analisa que é provável que Dilma não recupere o mandato do qual foi afastada por até seis meses. E é possível que Marina, que hoje aparece nas pesquisas empatada com o carismático Lula, volte a tentar ganhar o Planalto.
As duas mulheres-símbolo, Dilma e Marina, sempre alegaram que são limpas, que nunca enriqueceram pessoalmente, como outros políticos: “Não tenho contas na Suíça”, proclama Dilma, enquanto Marina foi o símbolo da política que não admite compromissos e que sempre viveu com austeridade.
É provável que sejam duas mulheres que nunca enriqueceram ilegalmente. Entretanto, na política, isso não basta, comenta El País.
Usar, por exemplo, dinheiro ilegal, proveniente da corrupção, para financiar uma reeleição mancha igualmente sua biografia. Segundo a reportagem, Dilma jura de pés juntos que suas campanhas foram feitas com dinheiro legalmente declarado à Justiça Eleitoral, embora, segundo várias acusações de implicados na trama, seus colaboradores mais próximos tenham pedido e até exigido dinheiro de vários empresários hoje detidos por corrupção. Dilma se defende dizendo que nunca autorizou ninguém a receber dinheiro ilegalmente. Os tribunais terão a última palavra. Enquanto isso, o mito de Dilma, a mulher poderosa – de quem Lula dizia a um amigo ministro: “É mais homem que nós dois juntos” –, rompeu-se.
A reportagem fala que o problema de Marina é mais grave, se é que isso é possível, já que ela se apresentou como o emblema da limpeza política e da alternativa ética. Segundo as informações, que Marina desmente, ela teria aceitado ajuda financeira da empreiteira OAS, mas sem que figurasse oficialmente, já que ela e seu grupo político se posicionavam naquele momento contra o financiamento empresarial das campanhas. Se for verdade, será ainda pior, por se tratar de uma dissimulação para manter uma aparência ética que não existia.
Dilma Rousseff
Dilma Rousseff
No texto, o aviso de que é importante e urgente que ambas, Dilma e Marina, que eram um símbolo da novidade e da ética da presença feminina na política, sejam capazes de dissipar todas as nuvens de possíveis desvios éticos em suas condutas não só pessoais, mas também políticas.
Temer, o presidente da República interino, foi acusado de ter se esquecido de incluir mulheres entre seus ministros. É urgente, portanto, que as duas mulheres de maiorpeso na política deste país demonstrem que a presença feminina acrescenta um plus à envelhecida política masculina ou não? - finaliza Juan Arias para El País.
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Carf pretende apresentar plano de ação ao TCU em 90 dias

Nos próximos 90 dias, o Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) encaminhará ao Tribunal de Contas da União (TCU) um plano de ação e de metas para cumprir as recomendações feitas em estudo divulgado ontem (14) pelo Ministério da Transparência, Fiscalização e Controle. Entre as sugestões, está a revisão do modelo paritário de indicação dos conselheiros, que destina metade das vagas ao Fisco e metade ao setor privado.
Órgão responsável por julgar multas aplicadas a contribuintes, o Carf está no centro da Operação Zelotes, da Polícia Federal (PF). Deflagrada em março do ano passado, a operação investiga um esquema de tráfico de influência para anular ou rebaixar multas dentro do conselho. Inicialmente, a PF identificou prejuízo de cerca de R$ 6 bilhões, mas o valor das fraudes pode chegar a R$ 19 bilhões.
Em nota, o Ministério da Fazenda, responsável pelo Carf, informou que o órgão passa por amplo processo de reestruturação para sanar e superar fragilidades institucionais. O comunicado ressaltou que o estudo do Ministério da Transparência, feito pela antiga Controladoria-Geral da União em parceria com o TCU, teve colaboração “intensa” dos técnicos do conselho.
Realizado no ano passado, o estudo analisou decisões e procedimentos internos do Carf entre 2009 e meados do ano passado. O levantamento, no entanto, não analisou os impactos da reforma no regimento do órgão, que entrou em vigor no segundo semestre do ano passado, modernizando a tramitação de processos e reduzindo o número de conselheiros.
De acordo com a Fazenda, desde a realização do estudo, diversas medidas sugeridas pela CGU e pelo TCU foram implementadas. O ministério cita a regulamentação do sorteio eletrônico na distribuição dos processos, a criação de uma área de auditoria interna e de gestão de riscos e a divulgação dos currículos dos conselheiros na página do Carf na internet.
O comunicado destaca que o Carf implementou um sistema de ouvidoria para ampliar a comunicação com a sociedade e adotou medidas para reduzir a influência de interesses privados nas decisões. A nota menciona o pagamento de remuneração aos conselheiros que representam os contribuintes, para permitir a proibição de que os integrantes do órgão exerçam a advocacia privada. Além disso, o Comitê de Seleção de Conselheiros do Carf passou a contar com a participação de representantes da Ordem dos Advogados do Brasil.

TCU analisa hoje contas de Dilma Rousseff de 2015

O Tribunal de Contas da União (TCU) vai analisar hoje (15) o parecer prévio sobre as contas da presidenta afastada Dilma Rousseff, referentes ao exercício de 2015. A avaliação será feita em reunião extraordinária do colegiado, marcada para as 10h30.
O relator do processo é o ministro José Múcio. Se o plenário do tribunal rejeitar as contas do ano passado, deverá ser dado um prazo de 30 dias para que Dilma apresente defesa aos ministros.
O TCU analisa todos os anos o relatório sobre os orçamentos e a atuação governamental, elaborado por diversos órgãos e consolidado pela Controladoria-Geral da União, atual Ministério da Transparência, Fiscalização e Controle. Após a conclusão, o parecer será enviado ao Congresso Nacional, que vai fazer o julgamento das contas, subsidiado pela análise do TCU.
No ano passado, o TCU recomendou a rejeição das contas de Dilma Rousseff de 2014, especialmente por causa das operações de crédito do governo federal com bancos públicos, as chamadas pedaladas fiscais. Além do atraso no repasse de recursos para a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil, referentes a despesas com programas sociais do governo, o que configuraria operação de crédito, o TCU apontou a existência de decretos envolvendo créditos suplementares assinados por Dilma Rousseff, sem autorização do Congresso Nacional.

À Sua Saúde e Informação

A importância da reposição hormonal

O estrogênio e a  progesterona são os hormônios produzidos pelos ovários femininos.
O estrogênio engrossa o forro do útero, preparando o mesmo para uma possível implantação de um ovo fertilizado.
Ele também influencia o metabolismo do cálcio, mantem níveis seguros do colesterol no sangue e ajuda a manter a integridade da vagina.
Quando a menopausa se aproxima, os ovários reduzem a produção desses hormônios. Níveis baixos de estrogênios podem causar sintomas como picos de calor e condições médicas como a osteoporose.
A reposição hormonal é um tratamento que repõe o estrogênio e progesterona no organismo quando os ovários não os produzem mais.
Durante a reposição a progesterona é usada por mulheres que ainda possuem útero. Se a progesterona não for usada nessas mulheres , durante o tratamento,  o risco de câncer do endométrio aumenta.
As mulheres que tiveram seus úteros removidos geralmente não precisam tomar progesterona.
A terapia de hormônios tem como objetivos principais aliviar os picos de calor, aridez vaginal e outros sintomas como suor noturno e pele seca.
Outros benefícios da terapia são a redução do risco de osteoporose, melhora do humor,  diminuição de risco do câncer de cólon e diabetes e diminuição do índice de mortalidade nas mulheres com 50 anos.

Os riscos da terapia podem em sua maioria ser controlados, são eles:


-O risco de câncer do endométrio (aparece quando, a mulher que ainda possui o útero, faz a terapia tomando somente o estrogênio sem a progesterona).
-Aumenta o risco de complicações na vesícula biliar.
-Coágulos no sangue e derrame ( Porém não existem estatísticas de complicações em mulheres com apenas 5 anos de menopausa).
-O risco de demência ( se a mulher que começou a terapia já esta a mais de 10 anos na menopausa).
-Doenças do coração ( se a terapia começar após os 60 anos de idade).
-Câncer de mama ( se a terapia com estrogênio e progesterona durar mais de 3 anos).

O tratamento não deve ser feito em mulheres que tiveram:


-Câncer de mama.
-Câncer do endométrio.
-Sangramento vaginal anormal.
-Histórico de derrame.
-Coágulos no sangue recorrentes.
-Doença no fígado.
-E que tenham suspeita de gravidez.
Os efeitos colaterais incluem manchas irregulares no corpo, sensibilidade na mama, menstruação, retenção de água, descoloração e irritação da pele.
A terapia de hormônios é muito importante!

Procure o seu médico para mais informações!


POSTADO POR JOAOFLAVIO ÀS 13:13
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É necessário interromper o anticoagulante para a cirurgia dentária?

Antes de qualquer tratamento dentário , o profissional da área odontológica costuma solicitar a interrupção dos medicamentos em uso , em geral de maneira desnecessária.
Dentre eles um que gera sempre polêmica seria a interrupção ou não de medicamentos que alteram a coagulação do sangue.
O anticoagulante é um medicamento que dificulta  a formação de coágulos, diminuindo a intensidade de coagulação do sangue. São usados por milhões de pacientes para prevenir infartos, derrames e outras complicações.
Antes de qualquer tipo de cirurgia é necessário decidir por continuar ou interromper o tratamento de medicamentos anticoagulantes avaliando os riscos de hemorragias pós cirúrgicas e os riscos da ausência dos medicamentos.
Sangramentos após cirurgias dentárias quase nunca representam risco de morte mesmo com o uso de anticoagulantes, enquanto a interrupção dos mesmos pode causar complicações graves.
Dessa maneira não  há necessidade de interrupção desses medicamentos para cirurgias dentárias.
Existem muitos relatos de embolia em pacientes que interromperam para cirurgias dentarias. Em um estudo no ano 2000, 5 dos 526 pacientes que interromperam o uso de anticoagulantes para cirurgias dentárias tiveram sérias embolias sendo que 4 morreram.
O sangramento após a cirurgia dentária pode ocorrer com ou sem a interrupção dos anticoagulantes.

Para saber mais consulte seu médico.



Câncer de próstata, cirurgia robótica é a melhor?

O que é a prostatectomia radical?


É um tratamento cirúrgico para câncer de próstata, aonde a mesma é removida.
Agora esse procedimento pode ser feito com técnicas robóticas.
A grande vantagem da cirurgia robótica é que ela possibilita o exame da área e a remoção da próstata sem que sejam necessárias grandes incisões abdominais.

O que é a cirurgia robótica?


A cirurgia robótica prostática é um procedimento cirúrgico minimamente invasivo aonde são feitas pequenas incisões, resultando em uma recuperação mais rápida, menos complicações e tempo reduzido de internação.
Esse tipo de cirurgia combina o procedimento minimamente invasivo com tecnologia robótica avançada.

As vantagens:


- Incisões menores sem o corte de músculos.
- Menor perda de sangue .
- Não é necessário o uso de analgésicos.
- Remoção mais rápida do cateter.
- Recuperação mais rápida.
- Retorno as atividades diárias e ao trabalho em menor período de tempo.

Efeitos colaterais sexuais:


A cirurgia robótica é extremamente precisa e poupa os feixes  nervosos responsáveis pela ereção.
O qualidade da atividade sexual após a cirurgia é determinada por diversos fatores. Dentre eles estão a idade do paciente e o desempenho sexual  antes do procedimento.
A maioria dos pacientes sofre de problemas temporários de ereção após a cirurgia.

Após a cirurgia:


- O procedimento tem duração de 2 a 4 horas.
- O tempo de internação é de 1 a 2 dias.
- É necessário ficar 7 dias sem dirigir.