Web Radio Jesus Cristo Gospel: 2016-05-08

sexta-feira, 13 de maio de 2016

Equipe de Temer divulga lista de ministros que integrarão o governo

Equipe de Temer divulga lista de ministros que integrarão o governo @temer/Divulgação
Mais enxuto, porém com número maior de políticos do que de notáveis, o ministério de Michel Temer foi empossado na quarta-feira, horas depois da despedida de Dilma Rousseff. Cinco gaúchos ficaram no primeiro escalão, três como ministros: Eliseu Padilha (PMDB) na Casa Civil, Osmar Terra (PMDB) no Desenvolvimento Social e Agrário e Ronaldo Nogueira (PTB-RS) no Trabalho.
Ainda no quinteto sulista, o general Sérgio Etchegoyen assumiu o Gabinete de Segurança Institucional (GSI), que retomou status de ministério, e o advogado Fábio Medina Osório responde pela Advocacia-Geral da União, agora sem o selo ministerial.
A redução de 32 para 23 pastas, viabilizada por fusões e perda do status de áreas, exigiu de Temer negociações com partidos até o meio da tarde. Os ministros de Minas e Energia, Fernando Bezerra Coelho Filho (PSB-PE), e da Integração, Helder Barbalho (PMDB-PA), só foram confirmados pouco antes do início da solenidade de posse.
O "nomão" da Esplanada é Henrique Meirelles. Presidente do Banco Central na era Lula, o novo ministro da Fazenda assume com a missão de vencer a recessão. A equipe responsável por destravar a economia deve ter Ilan Goldfajn no BC e Moreira Franco, outro próximo de Temer, na Secretaria Especial de Investimento, que cuidará das concessões.
Conheça a equipe completa:
Ex-deputado federal e ex-prefeito de Tramandaí, Eliseu Padilha assume como ministro do terceiro governo diferente: Fernando Henrique (Transportes), Dilma (Aviação Civil) e Temer (Casa Civil). Braço direito do presidente interino, o gaúcho comandará o coração do governo. A Casa Civil, que coordena as ações entre os ministérios, fará um pente-fino nos projetos e ações do governo Dilma Rousseff.
Experiente no mapeamento de votos no Congresso, Padilha também auxiliará em negociações com as bancadas. Ele estará no núcleo duro de Temer, ao lado de Romero Jucá (Planejamento) e Geddel Vieira Lima (Secretaria de Governo). Hoje, Padilha participa da primeira reunião ministerial.
— A começar pelo ministro Meirelles, vamos começar a ter a indicação das primeiras providências — disse. 
No quinto mandato de deputado federal, ex-secretário de Saúde do Estado e ex-prefeito de Santa Rosa, Osmar Terra foi indicado pelo PMDB da Câmara. O parlamentar foi o nome da ala do partido que liderou a rebelião em favor do impeachment e rompeu com o antigo líder Leonardo Picciani (RJ), novo ministro do Esporte. Terra tratará da fusão do Desenvolvimento Social com Agrário. Ele garante preservação de programas sociais, com aperfeiçoamentos no Bolsa Família:
— Vamos trabalhar para que a área seja preservada dos cortes do orçamento, que ocorreram por necessidade, para adequar despesa e receita.
No Trabalho, que teve a Previdência tirada de suas atribuições, Ronaldo Nogueira virou ministro com chancela do PTB. Nome indicado pelo líder Jovair Arantes (GO), relator do impeachment na Câmara, venceu a queda de braço com Roberto Jefferson, que preferia Benito Gama (BA). Pastor da Assembleia de Deus, natural de Carazinho, ex-vereador, Nogueira está no segundo mandato de deputado.
Entre os ministros com um pé no Rio Grande do Sul há o senador Blairo Maggi (PP), nascido em Torres, mas que fez carreira política como parlamentar e governador do Mato Grosso. Outro nome que deixou o Senado foi José Serra, novo titular das Relações Exteriores — os tucanos ainda levaram Cidades e Justiça.
A lista
Casa Civil - Eliseu Padilha (PMDB)
Secretaria de Governo - Geddel Vieira Lima (PMDB)
Fazenda e Previdência Social - Henrique Meirelles (ligado ao PSD)
Planejamento - Romero Jucá (PMDB)
Justiça e Cidadania - Alexandre de Moraes (ligado ao PSDB)
Ciência e Tecnologia e Comunicações - Gilberto Kasssab (PSD)
Relações Exteriores - José Serra (PSDB)
Esporte - Leonardo Picciani (PMDB)
Agricultura - Blairo Maggi (PP)
Saúde - Ricardo Barros (PP)
Desenvolvimento Social e Agrário - Osmar Terra (PMDB)
Transportes, Portos e Aviação Civil - Maurício Quintella Lessa (PR)
Educação e Cultura - Mendonça Filho (DEM)
Meio ambiente - Sarney Filho (PV)
Turismo - Henrique Eduardo Alves (PMDB)
Secretaria de Segurança Institucional - Sérgio Etchegoyen
Trabalho - Ronaldo Nogueira (PTB)
Cidades - Bruno Araújo (PSDB)
Advocacia-Geral da União (AGU) - Fabio Medina Osório
Fiscalização, Transparência e Controle - Fabiano Augusto Martins Silveira
Defesa - Raul Jungmann (PPS)
Indústria e Comércio - Marcos Pereira (PRB)
Minas e Energia - Fernando Bezerra Coelho Filho (PSB)
Integração Nacional - Helder Barbalho (PMDB)

quinta-feira, 12 de maio de 2016

Dilma deixará Planalto pela porta da frente com Lula e fará discurso para manifestantes






A presidente Dilma Rousseff deixará o Palácio do Planalto pela porta da frente, acompanhada de ministros e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, logo depois de receber a notificação do Senado sobre seu afastamento, e discursará para os manifestantes e movimentos sociais diante do Planalto, disse à Reuters uma fonte palaciana nesta quarta-feira.
Convencida por Lula, a presidente desistiu de descer a rampa do Palácio do Planalto para não dar a ideia de que, de alguma forma, concordava com seu afastamento e chancelava a decisão do Senado de abrir o processo de impeachment. Tradicionalmente, um presidente sobe a rampa ao ser eleito e só desce por ela ao entregar seu mandato a um sucessor.
A presidente chegou a gravar, nesta tarde, um pronunciamento à nação, mas a opção do Planalto foi que ela faça um discurso,pois sua fala pode atingir a base social do PT, o que não aconteceria com a divulgação de um vídeo nas redes sociais.
Na reunião desta manhã, dos 30 ministros presentes, a maioria afirmou que sairia com a presidente do Planalto. Alguns, como o ministro da Chefia de Gabinete da Presidência, Jaques Wagner, pretendem fazer a caminhada de quase cinco quilômetros entre o Planalto e o Palácio da Alvorada, acompanhando os manifestantes. Dilma, no entanto, deve ir de carro
A previsão é que Dilma receba a notificação, 
entregue pelo primeiro secretário do Senado, 
senador Vicentinho Alves (PT-TO), entre 9h e 10h da quinta-feira. 
Em seguida, enquanto o senador vai à vice-presidência notificar Michel Temer,
 Dilma sai do Planalto ao encontro dos manifestantes.  
Antes disso, parlamentares que ainda apoiam o governo pretendem 
ir para o Planalto esperar a notificação com a presidente, 
para acompanhá-la na saída.
EXONERAÇÃO
Na reunião desta manhã, 
ficou decidido que todos os ministros 
e assessores especiais serão exonerados 
a partir da quinta-feira, depois que 
a votação pela admissibilidade do impeachment 
se encerrar no plenário do Senado.
As exceções serão o ministro interino do Esporte, Ricardo Leyser, 
para não interromper os preparativos para a Olimpíada, 
e o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, 
que alegou, durante o encontro, ser mais prudente que ficasse para 
“não travar o sistema financeiro”. 
Também ficam nos cargos os presidentes das estatais.
“A presidente não quer submeter seus auxiliares 
a perspectiva de serem demitidos por Michel Temer”, disse a fonte.
Os ministros não esperarão seus sucessores para fazer uma transição. 
A decisão é negar qualquer coisa além das informações técnicas 
necessárias para o governo continuar
 funcionando, o que deve ser feito por 
um servidor de segundo ou terceiro 
escalão designado para isso. 
“A intenção é fazer um gesto mostrando que não vão compactuar com o golpe”, 
explicou a fonte.
Nesta quarta, os ministros da Justiça,
 Eugênio Aragão, da Fazenda, 
Nelson Barbosa, e do Desenvolvimento Social, 
Tereza Campello, 
já reuniram os servidores para informar que não fariam transição. 
A presidente da Caixa, 
Miriam Belchior, informou que irá gravar uma mensagem 
para ser distribuída aos funcionários do banco antes da sua saída.
TEMER
O vice-presidente será notificado logo após a presidente e irá imediatamente para o Planalto, reunindo sua nova equipe e dando posse aos novos ministros.
Temer deverá fazer também um pronunciamento à imprensa ainda na manhã de quinta-feira, ou à tarde, a depender do horário em que a sessão no Senado se encerra e o momento em que for notificado de que assumirá a Presidência.