Web Radio Jesus Cristo Gospel: 2016-04-17

segunda-feira, 18 de abril de 2016

Saúde e os Cuidados com H1N1

Imagem de bebê com microcefalia (Foto: Diego Nigro / JC Imagem)


Os bebês com menos de 6 meses não podem tomar a vacina contra os vírus da gripe. Mas há uma boa notícia: as gestantes, ao se vacinarem, contam com a chance de proteger o filho contra a infecção pelos vírus da influenza (entre eles, o H1N1) nos primeiros seis meses de vida após o nascimento – época em que o imunizante não pode ser aplicado no bebê.
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“Durante a gestação, as mulheres passam para o feto anticorpos, que têm duração máxima de nove meses. A vacina pode ser aplicada em qualquer fase da gravidez, especialmente de março a julho, quando há maior circulação dos vírus da gripe”, ressalta o presidente da Sociedade de Pediatria de Pernambuco, Eduardo Jorge da Fonseca Lima.
Na campanha de vacinação contra gripe deste ano, o Estado de Pernambuco volta os olhos para o universo de 107.588 gestantes. “A meta é vacinar, no mínimo, 80% delas. Ao atingir esse percentual, sabemos que há proteção coletiva, mas os outros 20% ficam individualmente desprotegidos. Por isso, é importante que cada mulher grávida procure se imunizar”, esclarece a coordenadora do Programa Estadual de Imunização da Secretaria Estadual de Saúde (PEI/SES), Ana Catarina de Melo.

Pernambuco tem doses de vacinAulão de meditação e respiração para a família conta com a participação da bailarina e coreógrafa carioca Bia Gaspar (Foto: Divulgação)a contra gripe para imunizar 107.588 gestantes em 2016 (Foto: Miva Filho/Divulgação)
Em 2015, o Estado conseguiu vacinar 94.925 gestantes e, dessa maneira, conseguiu atingir a meta para esse grupo prioritário. “O objetivo sempre é fazer com que a cobertura vacinal para influenza chegue a 80%. E no ano passado, esse percentual foi de 89% entre as mulheres grávidas.”
A tarefa de sensibilizar gestantes a irem aos postos de saúde não pode perder o ritmo porque elas têm chances aumentadas, em comparação à população em geral, de apresentar complicações pelos vírus da gripe, principalmente pelo H1N1, que se mostra mais agressivo do que o subtipo H3N2 e o influenza B. “Durante a pandemia de 2009, observou-se que, ao adoeceram pelo vírus, elas complicaram e morreram mais pela doença”, salienta Ana Catarina.
Bebê protegido
A literatura médica reconhece o potencial da vacinação para as grávidas e os filhos. “Há um trabalho de 2013 que analisou, nos Estados Unidos, a taxa de internamento, durante a pandemia de 2009, entre crianças com menos de seis meses. Pesquisadores procuraram as mães que tinham se imunizado contra gripe e as que não tinham se vacinado. Entre aquelas que não se protegeram, a taxa de internamento do bebê foi maior”, informa Eduardo Jorge.
O médico ainda chama atenção para a importância de as mães que acabaram de dar à luz uma criança também se imunizarem. “Pelo contato próximo com o bebê, elas são as principais transmissoras dos vírus da gripe quando não vacinadas.” A boa notícia é que, também a partir do dia 25, as puérperas (mulheres que se encontram no período até 45 dias após o parto) podem receber o imunizante nos postos de saúde.
Autismo
Pacientes podem acessar histórico de consultas e receitas, agendar atendimento na clínica e ter acesso a orientações médicas (Foto ilustrativa: Free Images)
Um aplicativo criado por uma clínica especializada em alergia no Recife promete mais agilidade no atendimento e tecnologia para os pacientes. Além de ter acesso ao histórico das consultas e receitas prescritas pelo médico, o paciente pode agendar atendimento pelo smartphone na ferramenta gratuita da Alergo Imuno.
A ferramenta, que leva o mesmo nome da clínica, ainda oferece ao usuário orientações médicas, resultados dos testes alérgicos e controle da aplicação da imunoterapia, o tratamento de doenças pela modificação do sistema imunitário. O paciente também recebe no celular através do aplicativo lembrete do agendamento da sua consulta, um dia antes da marcação e avalia o atendimento. A ferramenta ainda disponibiliza vídeos explicativos com orientações do uso dos medicamentos e outras informações para o tratamento da alergia. É possível também desmarcar a consulta a qualquer momento.
Dados
Segundo a Associação Brasileira de Alergia Imunopalogia (ASBAI), cerca de 30% da população tem algum tipo de alergia, sendo 20% crianças. “As manifestações alérgicas podem aparecer em qualquer fase da vida e até mesmo em pessoas que tenham histórico familiar. A alergia pode surgir quando o organismo tem intolerância a alguma proteína presente no alimento”, comenta o médico Waldemir Antunes, alergologista e membro da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia, em Pernambuco (ASBAI-PE). A Alergo Imuno, responsável pelo aplicativo, tem unidades em Recife, Cabo de Santo Agostinho e Caruaru.
Imagem de vidro com vacina e injeção (Foto: Free Images)
Em 2016, Pernambuco tem como meta vacinar contra H1N1 e outros vírus da gripe, pelo menos, 80% do universo formado por 628.638 crianças de 6 meses a menores de 5 anos (Foto: Guga Matos/JC Imagem)
A vacina contra H1N1 e outros vírus da gripe também é valiosa para oferecer proteção contra pneumonia na infância, segundo mostra a tese de doutorado do pediatra Eduardo Jorge da Fonseca Lima, presidente da Sociedade de Pediatria de Pernambuco. “A conclusão é que a chance de internamento por pneumonia foi 3,7 vezes maior nas crianças menores de 2 anos que não tinham tomado a vacina de gripe, quando comparadas com as que tinham se imunizado”, destaca o pediatra, que é coordenador-geral das residências médicas do Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip), em Pernambuco.
Ele vê o vírus influenza como um agente que pode facilitar a infecção bacteriana. “A infecção pelo influenza destrói a defesa e favorece uma bactéria, especialmente o pneumococo”, ressalta Eduardo Jorge.
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A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que cerca de 1,2 bilhões de pessoas apresentam risco elevado para complicações da influenza (popularmente conhecida como gripe). Dentro desse universo, 140 milhões são crianças. Outros 700 milhões são crianças e adultos com doença crônica mais 385 milhões de idosos acima de 65 anos de idade.
"A infecção pelo influenza destrói a defesa e favorece uma bactéria, especialmente o pneumococo", ressalta o pediatra Eduardo Jorge (Foto: Guga Matos/JC Imagem)
No Brasil, a partir da introdução da vacina contra gripe para crianças de 6 meses a menores de 5 anos, observou-se redução significativa no percentual de casos graves da doença nessa faixa etária, em comparação com o ocorrido durante a pandemia de H1N1, em 2009 (Foto: Clemilson Campos/Acervo JC Imagem)
Até 2 de abril, dos 10 pacientes que apresentaram complicações graves provocadas pelo H1N1 em Pernambuco este ano, nove são crianças. Sete delas têm menos de 2 anos, uma tem 2 anos e outra tem 5 anos. Todas apresentaram a síndrome respiratória aguda grave (SRAG), conhecida como a forma mais grave de gripe. “Ainda há mais um caso de paciente com menos de dois anos que apresentou SRAG, mas a análise laboratorial não conseguiu reconhecer o subtipo do vírus. Verificou-se que era influenza A, mas não deu para identificar o subtipo: H1N1 ou H3N2, por exemplo”, explica a sanitarista Ana Antunes, gerente de Vigilância Epidemiológica das Doenças Imunopreveníveis da Secretaria Estadual de Saúde (SES). “Todos esses casos já tiveram alta hospitalar.”
Esse recorte que evidencia a concentração dos casos graves de gripe em crianças acende o alerta para a importância da prevenção da gripe por meio da vacinação, como também a necessidade de cuidado reforçado e precoce diante de quadros gripais, especialmente na população com menos de 2 anos. Trata-se de um grupo em que o H1N1, em vez de causar síndrome gripal, pode se apresentar de forma mais agressiva. “Isso reforça a importância da vacina nessa população. Crianças que têm complicações por causa da influenza provavelmente não foram imunizadas”, diz Eduardo Jorge.
"A infecção pelo influenza destrói a defesa e favorece uma bactéria, especialmente o pneumococo", ressalta o pediatra Eduardo Jorge (Foto: Guga Matos/JC Imagem)
“A infecção pelo influenza destrói a defesa e favorece uma bactéria, especialmente o pneumococo”, ressalta o pediatra Eduardo Jorge (Foto: Guga Matos/JC Imagem)
No ano passado, o Recife e o Estado atingiram a meta geral da campanha de vacinação contra influenza (para se quebrar a cadeia de transmissão dos vírus da gripe, recomenda-se que 80% do público-alvo sejam vacinados). O detalhe é que, entre as crianças de 6 meses a menores de 5 anos, a cobertura vacinal para influenza só chegou a 68,9%, em 2015, no Recife.
“As crianças realmente são vistas como prioridade para a vacinação, pois podem manter a transmissão dos vírus quando não imunizadas. Os outros grupos também não devem relaxar. Nosso foco agora é sensibilizar essa população a participar da campanha de vacinação”, esclarece Ana Antunes.
Imagem de garota (Foto: Photl.com)

ONG Gestos promove encontros para jovens tirarem dúvidas sobre sexualidade

16 de abril de 2016 | postado por Malu Silveira
Imagem de garota (Foto: Photl.com)
Jovens e adolescentes com idades entre 12 e 24 anos poderão tirar dúvidas sobre sexualidade, gravidez, DSTs e cuidados com a saúde (Foto: Photl.com)
O projeto Espaço Saúde e Sexualidade, idealizado pela ONG Gestos, abriu as portas para jovens e adolescentes com idades entre 12 e 24 anos para tirarem suas dúvidas sobre sexualidade, gravidez, doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) e cuidados com a saúde. Os encontros acontecem na sede da ONG, no bairro da Boa Vista, centro do Recife, e contam com equipe formada por psicólogo, enfermeira e assistente social. O atendimento acontece das 9h às 13h nas segundas, terças e quintas, e das 13h às 17h nas quartas e sextas.
Para ter acesso ao serviço, os interessados devem agendar uma visita através do número (81) 3231.3880. A ONG também está articulando um grupo de ativismo, formado inicialmente por jovens soropositivos com idade entre 18 a 29 anos, que se reunirão semanalmente no Espaço Saúde para conversar sobre ativismo, HIV/Aids, controle social, qualidade de vida, políticas públicas, entre outros assuntos.
O aconselhamento e o apoio psicológico e jurídico relacionado com o HIV/Aids também faz parte da programação da Gestos. A proposta é disponibilizar a este público um espaço acolhedor e amigável onde seja possível compartilhar dúvidas, preocupação ou medos e ser atendido por profissionais totalmente preparados para lidar com adolescentes e jovens. Todas as atividades da ONG são gratuitas.
Sobre o projeto
O Espaço Saúde e Sexualidade para Jovens e Adolescentes desenvolve ações multidisciplinares e interinstitucionais para promover a autonomia de adolescentes e jovens sobre saúde e direitos, focando em direitos sexuais e reprodutivos.
A ação é realizada em parceria com as organizações Coletivo Mangueiras – Jovens Feministas por Direitos Sexuais e Reprodutivos – e Grupo Curumim Gestação e Parto. A Federação Internacional de Paternidade Planejada / Região do Hemisfério Ocidental [IPPF/WHR, siglas em inglês] financia o projeto.
Serviço
Local: Sede da Gestos (Rua dos Médicis, 68, Boa Vista – Recife/PE)
Atendimento: Segundas, terças e quintas: 9h às 13h / Quartas e sextas: 13h às 17h
Informações e agendamento: (81) 3231.3880
Crianças entre 6 meses e menores de 5 anos fazem parte do grupo prioritário para vacinação contra gripe (Foto: Clemilson Campos/Acervo JC Imagem)
Crianças entre 6 meses e menores de 5 anos fazem parte do grupo prioritário para vacinação contra gripe. Creches e escolas começam a ser orientadas sobre prevenção da doença (Foto: Clemilson Campos/Acervo JC Imagem)
Além de anunciar que começa a vacinar, nesta segunda-feira (18), parte da população dos grupos prioritários para a vacinação contra gripe, a Secretaria de Saúde do Recife informa que começou a distribuir, em todas as instituições de ensino (públicas e privadas), um informe com medidas de prevenção do H1N1 e outros vírus da gripe, além de uma lista de cuidados que devem ser tomados no ambiente escolar.
“O documento deve ser fixado em local visível na escola e também enviado aos pais de alunos para que todos tenham conhecimento. Além disso, é importante saber que a lavagem das mãos é uma medida fundamental para evitar a síndrome gripal em todas as idades. Também orientamos a ingestão de líquido e de alimentos saudáveis”, disse a secretária executiva de Vigilância à Saúde, Cristiane Penaforte.
Cuidados em creches ou pré-escolas
» Reforçar com os educadores, crianças e cuidadores a necessidade de lavar as mãos e os brinquedos com água e sabão frequentemente
» Orientar os educadores e os cuidadores sobre lavagem das mãos após contato com secreções nasais e orais das crianças, principalmente quando estiverem com suspeita de gripe ou resfriado
» Orientar os educadores e a família sobre lavagem das mãos antes e após a troca de fraldas das crianças
» Disponibilizar antissépticos à base de álcool em gel a 70% para uso frequente
» Orientar educadores e cuidadores a observarem crianças com tosse, febre e dor de garganta, a fim de recomendar aos pais e/ou responsáveis a permanência delas em casa, a fim de evitar a transmissão dos vírus da gripe
» Notificar a Secretaria de Saúde do Recife caso observe um aumento no número de crianças doentes ou faltosas devido à gripe, utilizando o número da Ouvidoria de Saúde: 0800 2811520


Após recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS), a vacinação contra a poliomieliteteve algumas alterações. Agora, a terceira dose da imunização, aplicada aos 6 meses, deixa de ser oral e passa a ser aplicada de forma injetável. A modificação é mais um passo para o uso exclusivo da vacina inativada (injetável) na prevenção contra a paralisia infantil. As mudanças têm o objetivo de contribuir na erradicação mundial da doença, inexistente no Brasil desde 1989.
Com a mudança, as crianças passam a receber a vacina inativada da poliomielite (VIP – injetável) nas três primeiras doses (2, 4 e 6 meses). A oral (VOP), oferecida aos 15 meses, 4 anos e nas campanhas anuais para meninos e meninas de 1 ano a menores de 5 anos, neste ano, só voltam a ser oferecidas a esse público na campanha nacional no segundo semestre.
“Neste ano, qualquer reforço será feito apenas a partir de agosto, no período da campanha de vacinação em todo o Brasil. Os pais não precisam se preocupar, já que a criança está protegida com as doses anteriores. Quem está com alguma dose atrasada, a indicação é utilizar a vacina injetável”, explica Ana Catarina de Melo, coordenadora do Programa Estadual de Imunização (PNI/PE).
“Apesar da mudança do tipo da vacina, é importante ressaltar que a eficácia contra a doença se mantém. Mesmo estando há mais de 25 anos sem registros de poliomielite no Brasil, precisamos continuar imunizando todas as crianças por causa da circulação do vírus em outros países”, ressalta Ana Catarina.
Crianças entre 6 meses e menores de 5 anos fazem parte do grupo prioritário para vacinação contra gripe (Foto: Clemilson Campos/Acervo JC Imagem)
Idosos acamados com mais de 60 anos, crianças com idade entre seis meses e menores de cinco anos e trabalhadores de saúde devem ser imunizados até dia 29 de abril (Foto ilustrativa: Free Images)
Recife começa na próxima segunda-feira (18) a Pré-campanha de Vacinação contra Influenza. Idosos acamados e residentes em instituições de longa permanência com mais de 60 anos, crianças com idade entre seis meses e menores de cinco anos nas creches e trabalhadores de saúde devem ser imunizados até o dia 29 de abril. A Campanha terá início no dia 30 deste mês e deve se estender até 20 de maio, com meta de vacinar pelo menos 80% da população-alvo, composta por 365.490 pessoas.
As doses estarão disponíveis em todos os postos de rotina da Prefeitura do Recife. Os grupos prioritários – crianças de 6 meses a menores de 5 anos, gestantes, puérperas (até 45 dias após o parto), trabalhadores de saúde, pessoas com mais de 60 anos, jovens de 12 a 21 anos sob medidas socioeducativas, população privada de liberdade e funcionários do sistema prisional e pessoas portadoras de doenças crônicas e outras condições clínicas especiais – poderão receber a dose.
“A Campanha tem o objetivo de reduzir as complicações, as internações e a mortalidade decorrentes das infecções pelo vírus da influenza, na população alvo para a vacinação”, ressalta a coordenadora do Programa Nacional de Imunização (PNI) do Recife, Elizabeth Azoubel. Nos últimos três anos, a cobertura durante a campanha de vacinação alcançou a meta. Em 2013, 87,12% do público-alvo foi vacinado; em 2014, a cobertura foi de 118,71; no ano passado, 81,96% do grupo prioritário receberam a vacina.
A Secretaria de Saúde do Recife começou a distribuir em todas as instituições de ensino (públicas e privadas) um informe com medidas de prevenção da gripe e uma lista de cuidados a serem tomados no ambiente escolar. “O documento deve ser fixado em local visível na escola e também enviado aos pais de alunos, para que todos tenham conhecimento. Além disso, é importante saber que a lavagem das mãos é uma medida fundamental para evitar a síndrome em todas as idades, mas também orientamos a ingestão de líquido e de alimentos saudáveis”, explica secretária executiva de Vigilância à Saúde, Cristiane Penaforte.
A doença
A Influenza é uma infecção viral aguda que afeta o sistema respiratório. É de elevada transmissibilidade e distribuição global, com tendência a se disseminar facilmente em epidemias sazonais. A transmissão ocorre por meio de secreções das vias respiratórias da pessoa contaminada ao falar, tossir, espirrar ou pelas mãos, que após contato com superfícies recém-condicionadas por secreções respiratórias pode levar o agente infeccioso direto a boca, olhos e nariz.