Web Radio Jesus Cristo Gospel: 2016-04-03

sexta-feira, 8 de abril de 2016

Reduzir desperdício de alimento ajuda contra mudança climática, diz estudo

Reduzir o desperdício de alimentos em todo o mundo ajudaria a conter as emissões de gases de efeito estufa, diminuindo parte dos impactos da mudança climática, como os eventos climáticos mais extremos e a elevação do nível dos mares, disseram cientistas nesta quinta-feira (7).
Até 14% das emissões geradas pela agricultura em 2050 poderiam ser evitadas administrando melhor o uso e a distribuição dos alimentos, de acordo com um novo estudo do Instituto Potsdam de Pesquisa de Impacto Climático (PIK, na sigla em inglês).
"A agricultura é um grande indutor da mudança climática, tendo representado mais de 20% o das emissões globais totais de gases de efeito estufa em 2010", disse o co-autor Prajal Pradhan.
"Evitar a perda e o desperdício de alimentos, portanto, evitaria emissões de gases de efeito estufa desnecessárias e ajudaria a mitigar a mudança climática".
Entre 30 e 40% de toda a comida produzida no planeta nunca chega a ser consumida, porque se deteriora depois de ser colhida e durante o transporte ou porque é jogada fora por comerciantes e consumidores.
Mais desperdício em países emergentes
A expectativa é que a parcela de alimentos desperdiçados aumente drasticamente se economias emergentes como China e Índia adotarem hábitos alimentares ocidentais, entre eles um consumo maior de carne, alertaram os pesquisadores.
Países mais ricos tendem a consumir mais alimentos do que é saudável ou simplesmente desperdiçá-los, enfatizaram.
À medida que nações mais pobres se desenvolvem e a população mundial cresce, as emissões associadas ao desperdício de comida poderiam saltar do equivalente a 0,5 gigatonelada de dióxido de carbono por ano para algo entre 1,9 e 2,5 gigatoneladas anuais até a metade do século, mostrou o estudo publicado no periódico científico "Environmental Science & Technology".
Redistribuição
Muitos argumentam que reduzir o desperdício de alimentos e distribuir o excedente onde ele é necessário poderia ajudar no combate à fome em lugares que não têm o suficiente --especialmente levando em conta que as terras para expandir o cultivo são limitadas.
Os pesquisadores analisaram a necessidade de alimentos no passado e para cenários futuros diversos e descobriram que, embora a necessidade média de alimentos por pessoa permaneça quase constante nas últimas cinco décadas, a disponibilidade de alimentos cresceu rapidamente --levando a um aumento de mais de 300% nas emissões relacionadas ao excedente alimentar cada vez maior.

Veja a previsão do tempo para sexta-feira (8) nas capitais do Brasil

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Saúde Gripe A/ H1N1

O que é Influenza A/H1N1 (gripe suína)?

É uma doença transmitida por um novo tipo de vírus da mesma família que transmite a gripe. A partir de agora você vai ouvir na televisão, rádio e ler nos jornais o nome Influenza A/H1N1 e não mais gripe suína.

Como é transmitida a Influenza A/H1N1?

É transmitida de pessoa para pessoa especialmente através de tosse ou espirro. Algumas pessoas podem se infectar entrando em contato com objetos contaminados. Não há registro de transmissão do novo subtipo da Influenza A/H1N1 por meio da ingestão de carne de porco ou produtos derivados.

O que é transmissão sustentada?

Significa que o vírus já circula livremente no Brasil, sendo transmitido de pessoa para pessoa, sem que uma delas tenha viajado para países infectados ou tenha convivido com indivíduos contaminados.

Quais são os sintomas da Influenza A/H1N1?

São sintomas semelhantes aos da gripe comum: febre alta e tosse, mas em alguns casos também podem aparecer: dor de cabeça e no corpo, garganta inflamada, falta de ar, cansaço, diarréia e vômitos.

A Influenza A/H1N1 pode apresentar complicações?

Como qualquer gripe pode evoluir para sinusite ou até para um quadro pulmonar.

Quais são os sinais de agravamento?

Aparecimento de falta de ar, dores no peito, tontura, confusão mental, fraqueza, desidratação (somente um profissional pode identificar). Crianças pequenas podem ter batimento de asa do nariz (dificuldade respiratória) e se recusar a ingerir líquidos.

Qualquer pessoa pode pegar a Influenza A/H1N1?

O mundo está em alerta porque hoje em dia muitas pessoas viajam para diversos países. Se você chegou de uma viagem internacional e nos últimos 10 dias da sua chegada surgirem sintomas como febre alta (maior do que 38°C), tosse, dor de cabeça, dor no corpo, garganta inflamada, procure um serviço de saúde e informe sobre sua viagem. O médico avaliará se você é um caso suspeito ou apenas um caso em que deve ser acompanhada a evolução dos sintomas.

Qual é o tempo de incubação?

3 a 7 dias é o tempo para aparecerem os sintomas depois da infecção. O contágio de outras pessoas aparece até 7 dias após o início da doença.

Se eu pegar a doença, tem tratamento?

Sim, existe remédio por via oral, indicado pela OMS que combate o vírus da Influenza A/H1N1. Outras medidas como repouso, ingestão de líquidos e boa alimentação podem auxiliar na recuperação da sua saúde. Ainda não temos uma vacina contra a Influenza A/H1N1. Os grandes institutos de pesquisa do mundo já estão trabalhando na produção de uma vacina. Os pesquisadores acreditam que será possível ter uma vacina para a Influenza A/H1N1 ainda em 2009.

Qual o critério para receber o medicamento?

O medicamento somente será dado, sob orientação médica, aos pacientes com agravamento do estado de saúde nas primeiras 48 horas desde o início dos sintomas. Também requerem avaliação do médico para indicação de tratamento o chamado grupo de risco, composto por idosos, menores de 2 anos, gestantes, pacientes imunodeprimidos ou com doenças crônicas.

ATENÇÃO: Quem deve fazer o exame para saber se pegou a gripe?

A confirmação por exame laboratorial será feita somente nos casos graves ou em amostras, no caso de surtos localizados. Não serão mais realizados exames em todas as pessoas com sintomas de gripe.

É preciso usar máscaras?

Não. O uso de máscaras é indicado somente para profissionais de saúde que estejam lidando com a Influenza A e outros tipos de virose.

O que eu devo fazer se tiver dúvida sobre ter contraído a Influenza A/H1N1?

Para proteger as pessoas próximas: Cubra sempre o nariz e a boca quando espirrar ou tossir - Lave as mãos com frequência com água e sabão porque você pode ter tocado uma superfície que contenha saliva de uma pessoa infectada e ao levar as mãos à boca ou olhos pode se infectar. - Sempre que possível evite aglomerações ou locais pouco arejados. - Mantenha uma boa alimentação e hábitos saudáveis.

 

Crise no PT pode ser revanche de Marina Silva, diz Le Monde







A ex-ministra do Meio Ambiente é saudada como “a terceira via do Brasil” pela edição do jornal Le Monde que chegou às bancas na tarde desta quinta-feira (7). O jornal, que entrevistou a líder da Rede, destaca que ela lidera as pesquisas eleitorais para presidência e que terá agora a chance de “saborear a revanche” contra o Partido dos Trabalhadores (PT). Le Monde lembra que Marina “nasceu politicamente” no PT, antes de ser “demolida midiaticamente” pelo mesmo partido, em referência à campanha eleitoral de 2014, em que a ex-ministra foi ferozmente atacada nas propagandas de televisão.
Sobre a pesquisa Datafolha que a coloca na frente do ex-presidente Lula e do senador Aécio Neves nas intenções de voto para presidente, Marina diz que “mais importante do que saber quem serão os candidatos é encontrar uma saída para a profunda crise econômica, para a grave crise social e para o descrédito dos partidos e dirigentes políticos”. O jornal também lembra que a ex-ministra tem dúvidas sobre a pertinência do impeachment. “É um processo legal, mas que não se presta para a finalidade desejada: resolver a crise econômica e estabilizar a situação política sem comprometer a luta contra a corrupção”, diz Marina.
Mãos Limpas
Caso prospere o pedido de impeachment de Dilma, a ex-ministra sentencia, fazendo referência ao PMDB: “A sociedade terá que conviver com um partido de pessoas que ela quis tirar do poder”. A ex-candidata à presidência pelo PSB em 2014 diz ao Le Monde que o PMDB “há 12 anos ganha as eleições junto com o PT e é objeto das mesmas acusações no caso Petrobras”. O diário francês também pergunta a Marina Silva sobre os métodos “discutíveis” do juiz Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava Jato, que investiga desmandos na estatal de petróleo. A ex-ministra evoca a operação Mãos Limpas, que combateu a corrupção no sistema político italiano nos anos 90. “Temos a possibilidade de aprender com este caso”, diz Marina. “Os juízes na Itália foram pressionados pelos acusados, que tentaram denegrir o trabalho da Justiça e conseguiram um recuo nas investigações. Não devemos cometer o mesmo erro no Brasil”, defende a líder da Rede.

Gilmar Mendes: Mesmo réu, Cunha pode assumir a presidência do País



O ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, afirmou ao Valor que o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), poderá assumir a presidência do País, mesmo sendo réu na Operação Lava Jato. Esta hipótese leva em conta a possibilidade de impeachment da presidente Dilma Rousseff e a ausência do vice Michel Temer. “Enquanto [Cunha estiver apenas] denunciado, não há esse impedimento. Se condenado, claro [que há]. Inclusive porque há perda de funções. Mas há outras pessoas que já tiveram denúncias recebidas do STF e continuam exercendo o mandato”, disse o ministro, na terça-feira (5), no no 7º Congresso de Pesquisa de Mercado e Opinião Pública, em São Paulo, segundo o Valor.” Cunha é acusado decorrupção passiva e lavagem de dinheiro. Ele é alvo de um pedido de afastamento do comando da Câmara e do cargo de presidente da Casa, protocolado pelo procurador-Geral da República, Rodrigo Janot. O Supremo analisa desde o fim do ano passado o pedido. Ainda não há data para julgamento.

Gilmar Mendes é eleito o novo presidente do TSE

O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) confirmou nesta quinta-feira (7) a eleição do ministro Gilmar Mendes como presidente do tribunal e do colega Luiz Fux como vice-presidente. Os dois, que são ministros do STF (Supremo Tribunal Federal), assumem o comando da Justiça eleitoral em maio. Em uma breve fala, Gilmar disse que o país enfrenta um momento de “tensões exacerbadas” e terá as eleições municipais “mais desafiadoras” por causa do número elevado de candidatos e com peculiaridades da nova legislação. Gilmar-Mendes-1-310x245Essa será a primeira eleição em que empresas estão proibidas de doarem a candidatos e partidos. Gilmar tem dito que isso pode favorecer o caixa dois e que pretende deixar como marca de sua passagem no TSE maior rigor no exame das contas de campanha eleitoral. Segundo dados do TSE, mais de 400 mil candidaturas concorrerão ao pleito municipal, quando serão disputados os cargos de prefeitos, vice-prefeitos e vereadores em todo o país, envolvendo a análise de registro de candidaturas, disputas eleitorais e prestações de contas. Essa será a segunda presidência de Gilmar no TSE, que chefiou a Justiça Eleitoral em 2006. Um dos mais críticos ao governo do PT devido aos escândalos de corrupção, Gilmar também vai comandar no TSE a análise das quatro ações que pedem a cassação da presidente Dilma Rousseff e do vice, Michel Temer. A oposição acusa Dilma e seu vice de abuso de abuso de poder econômico e político e apontam ainda suspeitas de que recursos desviados da Petrobras tenham ajudado a financiar a reeleição. Uol

quinta-feira, 7 de abril de 2016

Assalto na Br 330

hoje as 13:00, na BR 330 que faz a ligação Ubatã Barra do Rocha foram assaltados os Funcionários de Uma Empresa que Presta Serviços de Manutenção das Placas de Sinalização da BR-330, segundos os funcionários chegaram dois Elementos em um carro montana e com uma Arma de Fogo rendeu os Funcionários levando segundo o depoimento das vitimas a Guarnição da Policia Militar do Município da Cidade de Barra do Rocha, os meliantes Subtrairiam todo o Equipamento de Trabalho da  Empresa

Onze anos após ser cassado, Roberto Jefferson 'volta' à Câmara

Onze anos após ter o mandato cassado por sua participação no escândalo do Mensalão, do qual foi delator, o ex-deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ) voltou à Câmara na tarde desta quarta-feira, 6.
Recebido com festa por funcionários da Casa e deputados, ele disse que seu papel em Brasília a partir de agora será convencer os 19 deputados e 2 senadores de seu partido a votar a favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff.
"Vou tentar levar senão todos, a maioria a votar a favor do impeachment", disse em entrevista, enquanto caminhava do plenário para a sala da liderança do PTB, caminho interrompido por abraços, como do líder do DEM na Casa, Pauderney Avelino (AM).
Na liderança da legenda, Jefferson chegou a chorar quando, ao lado da filha, a presidente do PTB e deputada federal, Cristiane Brasil (RJ), recebeu um botom de deputado para que colocasse em seu paletó.
Jefferson disse estar "muito feliz" em retornar à Câmara dos Deputados. Mas fez questão de ponderar que não tem vontade de voltar a ser deputado. "Fui deputado por 23 anos. Acho que meu papel já cumpri", disse.
Na entrevista, o delator voltou a disparar críticas à presidente Dilma Rousseff. Disse ser favorável ao impeachment porque a petista "perdeu as condições de governar" e porque o governo dela acabou "politicamente e moralmente".
Por outro lado, sobram elogios ao vice-presidente Michel Temer, com quem Jefferson se encontrou nesta quarta-feira no Palácio do Jaburu, residência oficial da vice-presidência da República. "Homem sério e equilibrado", disse.
O ex-deputado contou que, na conversa, Temer disse ter uma "preocupação institucional". O vice teria dito ainda, segundo Jefferson, entender que "tem muita gente, numa crise de autoridade que o Brasil está vivendo, querendo fazer o papel um do outro".
"É o Legislativo querendo fazer papel do Judiciário, é o Judiciário fazendo papel do Legislativo, que quer fazer o papel do Executivo. Então ele entende que precisa ter uma liderança nacional que agregue os brasileiros", afirmou Jefferson.
Também não faltaram elogios ao relator do processo de afastamento de Dilma, deputado Jovair Arantes (PTB-GO), seu colega de partido. "Marcou um golaço de rasgar a rede com o parecer (a favor do impeachment)", disse o ex-deputado.
Novas eleições
Roberto Jefferson também disparou críticas à proposta de convocação de novas eleições gerais, que vêm sendo defendida por políticos como o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) e pela líder da Rede, Marina Silva.
Para o ex-deputado, a proposta "enfraquece" o processo de impeachment de Dilma. Segundo ele, Marina, que é pré-candidata à sucessão da petista, defende a ideia porque quer "herdar" parte dos eleitores do PT, sigla à qual já filiada.
Jefferson será conduzido a presidência do PTB no próximo dia 14 de abril, graças a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que perdoou, em março, sua pena de 7 anos e 14 dias por participação no Mensalão.
O político fluminense participou ativamente do processo de impeachment do ex-presidente Fernando Collor, que deixou o PTB recentemente. O ex-deputado era da tropa de choque de defesa de Collor em 1992.

Deputados que votarem contra impeachment serão expulsos do PMDB






O PMDB não vai perdoar os deputados que votarem contra o impeachment ou faltarem à sessão e diz que vai expulsar todos, segundo a coluna Painel, do jornal 'Folha de S. Paulo'. O estatuto da legenda define que os deputados podem ser obrigados a seguir determinada posição se houver maioria Executiva e nas bancadas. Os caciques, contudo, não falam abertamente sobre a medida.
Aproximadamente dez parlamentares do PMDB pretendem se candidatar ao cargo de prefeito e não podem perder a filiação sob nenhuma hipótese, ou podem não conseguir concorrer nas próximas eleições.
Os líderes dos partidos a favor da deposição da presidente já acordaram com o PMDB que não vão indicar representantes para a comissão que analisará o pedido de impeachment do vice-presidente, a fim de proteger Michel Temer. Sem indicar nomes à Câmara, o colegiado não prossegue e o processo contra Temer não vai para frente.

H1N1: Governo dobra pedido e estoca antiviral para tratar 2,5 milhões

Com o surto antecipado de gripe H1N1 no País, o Ministério da Saúde dobrou o pedido de antiviral feito ao laboratório responsável pela produção do medicamento e se prepara para tratar até 2,5 milhões de pessoas infectadas pelo vírus até o fim do ano. Se a demanda chegar ao ápice, será o maior número de pessoas tratadas no País desde a pandemia da doença, em 2009. O recorde de tratamentos oferecidos foi em 2013, com 2 milhões de caixas com dez cápsulas cada de oseltamivir distribuídas pela rede pública.
No início deste ano, o ministério encomendou ao laboratório público Farmanguinhos, da Fiocruz, quantidade de medicamento oseltamivir (Tamiflu) suficiente para tratar 1,5 milhão de pessoas, o dobro do solicitado em 2015, quando 769 mil tratamentos foram pedidos. Além da nova remessa, o ministério conta ainda com 1 milhão de tratamentos em estoque.
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A encomenda de 2016 é a segunda maior em sete anos, inferior apenas ao volume pedido em 2010, quando ainda acontecia a pandemia e o ministério comprou da Farmanguinhos 1,7 milhão de tratamentos, conforme dados do próprio laboratório. Com o fim do surto no mesmo ano, o estoque de medicamentos comprado do laboratório público foi suficiente ainda para abastecer o País nos anos de 2011, 2012 e 2013.
A estimativa do número de pessoas que serão tratadas neste ano pode crescer ainda mais se forem incluídos os lotes do medicamento nas dosagens infantis. Como a Farmanguinhos produz apenas as unidades de 75 miligramas, para adultos, a versão do oseltamivir para crianças é comprada do laboratório Roche. A empresa não informou quantas unidades foram pedidas neste ano, mas afirmou que, no ano passado, foram vendidas ao governo federal 558 mil caixas do Tamiflu nas dosagens de 30 e 45 miligramas.
O ministério informou que a compra de medicamentos no Sistema Único de Saúde (SUS) segue o cronograma e a compra de oseltamivir é uma medida preventiva para evitar o desabastecimento em Estados e municípios. De acordo com o órgão, a distribuição do remédio está regular em todo o País e é feita conforme demanda estadual.
Para a infectologista Nancy Bellei, professora da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e integrante da Sociedade Internacional de Influenza e Doenças Respiratórias, o volume de antiviral encomendado pelo ministério reflete preocupação com o impacto da epidemia neste ano. “Com o que está acontecendo em São Paulo, com casos precoces e óbitos, o ministério talvez esteja com uma preocupação de que esse surto possa ser igual aos de 2009 e 2013”, diz ela. No ano da pandemia, 2.060 pessoas morreram no País por complicações do H1N1. Em 2013, segundo pior surto, foram 768 óbitos. Em 2016, já são 71 vítimas, mas o período de pico de casos costuma ocorrer no inverno.
Sem pânico
A médica diz que, embora a expectativa seja de crescimento de casos, não há razão para pânico na população, pois cerca de 90% dos pacientes infectados evoluem bem espontaneamente. “O medicamento é indicado prioritariamente para pessoas com fatores de risco, para evitar possíveis complicações”, diz.