Web Radio Jesus Cristo Gospel: 2016-03-20

quinta-feira, 24 de março de 2016

Ícone do “Carrossel Holandês”, Johan Cruyff é derrotado pelo câncer aos 68 anos

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Nesta quinta-feira (24), o holandês Hendrik Johannes Cruyff, conhecido no mágico mundo da bola comoJohan Cruyff, um dos maiores ídolos da história do FC Barcelona, do Ajax e da seleção da Holanda, morreu na Espanha, aos 68 anos, depois de travar difícil luta contra um câncer no pulmão.
A informação do falecimento foi anunciada pelo site oficial de Cruyff: “Em 24 de março, Johan Cruyff morreu pacificamente em Barcelona, rodeado por sua família, após uma dura batalha contra o câncer. É com grande tristeza que pedimos respeito à privacidade da família durante seu período de luto”.A batalha do ex-jogador contra o câncer foi rápida e a doença o atingiu de forma fulminante. O holandês revelou estar doente em outubro do ano passado. Não suportou seis meses. O câncer de Cruyff pode ter sido causado pelo tabagismo, já que ele era fumante até precisar passar por uma cirurgia de ponte de safena emergencial em 1991, quando era técnico do Barcelona. De lá para cá, inclusive chegou a participar de campanhas contra o tabagismo.
Cruyff foi revelado nas divisões de base do Ajax na década de 60 e se sagrou tricampeão da Liga dos Campeões com o clube, além de ter conquistado oito vezes o Campeonato Holandês. Negociado com o Barcelona em 1973, faturou o Espanhol de 1973/1974 e a Copa do Rei de 1977/1978. Atuou ainda no futebol dos Estados Unidos, no Levante, da Espanha, e voltou à Holanda para uma nova passagem pelo Ajax e encerrar a carreira no Feyenoord.
Contudo, o ex-atleta ficou marcado mesmo por ser o principal nome da seleção holandesa que trouxe para o futebol a “Laranja Mecânica” e se sagrou vice-campeã da Copa do Mundo de 1974, que ficou com a Alemanha. Ele se aposentou da seleção em 1977, um ano antes de o país ser novamente o segundo colocado de uma Copa, desta vez vencida pela anfitriã Argentina.
Cruyff ainda fez carreira como técnico. Comandou o Ajax, o Barcelona e a seleção da Catalunha, tendo levado o time espanhol ao seu primeiro título da Liga dos Campeões, em 1991/1992. Ele estava afastado de qualquer função no futebol desde que deixou o cargo de consultor do Chivas Guadalajara em 2012.

Estado Islâmico treinou ao menos 400 homens para atacar a Europa

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O grupo terrorista “Estado Islâmico” (EI) treinou pelo menos 400 militantes para executarem atentados na Europa, implantando uma rede de células terroristas como as que atacaram Bruxelas e Paris, informou nesta quinta-feira (24) a agência de notícias AP, baseada em entrevistas com autoridades.
A rede de células ágeis e semiautônomas mostraria o alcance do grupo extremista na Europa, apesar de estar perdendo terreno na Síria e no Iraque. Os terroristas teriam ordem de escolher a hora, lugar e método dos ataques para provocar o máximo de caos.
As fontes da agência incluem autoridades de inteligência europeias e iraquianas, além de um legislador francês que acompanha as atividades das redes jihadistas. Segundo eles, há campos de treinamento da Síria, Iraque e, possivelmente, em áreas do antigo bloco soviético, onde combatentes são treinados para atingir o Ocidente.
Combatentes “em todos os lugares”
Antes de ser morto pela polícia, o líder dos ataques de Paris de 13 de Novembro afirmou que havia entrado na Europa num grupo multinacional de 90 combatentes, que estariam dispersos “mais ou menos em todos os lugares”.
Depois de fugir de Paris imediatamente após os atentados de novembro, Salah Abdeslam, preso na última sexta-feira, forjou uma nova rede no bairro de sua infância, Molenbeek, há muito conhecido como um paraíso para os jihadistas.
“Ele não só conseguiu fugir, mas também organizou outro ataque, com cúmplices em todos os lugares”, afirma a senadora francesa Nathalie Goulet, colíder de uma comissão de acompanhamento de redes jihadistas.
Estimativas variam de 400 a 600 combatentes do “Estado Islâmico” treinados especificamente para ataques externos, de acordo com os especialistas, incluindo Goulet. Cerca de 5 mil europeus foram para a Síria. “A realidade é que se soubéssemos exatamente quantos eles eram, isso tudo não estaria acontecendo”, disse ela.
Mais de quatro fontes com acesso às estatísticas de combatentes encarregados de ataques na Europa corroboram independentemente os números de extremistas treinados para ataques específicos na Europa, incluindo alguns que interrogaram diretamente esses militantes. Outros checaram informações sobre combatentes que chegam e que saem da Europa.
Ao reivindicar a responsabilidade pelo ataque de terça-feira, o “Estado Islâmico” descreveu o grupo como uma “célula secreta de soldados” enviada a Bruxelas para o propósito. As células foram confirmadas pela Europol, que ressaltou num relatório divulgado no final de janeiro que autoridades de inteligência acreditavam que o grupo fora treinado para ataques específicos. (Com agências internacionais)

Casos de H1N1 crescem em SP e hospitais entram em alerta; Prefeitura pode antecipar vacinação

Em março, hospitais da rede privada de São Paulo registram um número crescente de casos da gripe A (H1N1). O índice, que não é comum para o período do ano, fez alguns centros médicos particulares temerem uma epidemia e anteciparem medidas de controle de fluxo de pacientes no atendimento de emergência.
O Hospital Samaritano apontou que tem contabilizado 134 casos confirmados da chamada ‘gripe suína’ em 2016, sendo 104 registrados somente em março, dos quais 19 foram graves. Os dados são baseados nos exames coletados no pronto-socorro e no laboratório externo. Nenhum caso de H1N1 foi registrado durante o ano passado no hospital.
“Pelo aumento do número de casos dentro da instituição, tratamos como situação de alerta. Antecipamos o fluxo dedicado ao atendimento da patologia só quando tem uma incidência alta. Ano passado não precisamos fazer isso. Este ano foi necessário”, ressaltou Bianca Grassi de Miranda, infectologista do Samaritano.
Na rede de hospitais São Luiz foram computados 51 casos notificados e/ou confirmados de H1N1 entre os meses de janeiro a março deste ano. Em 2015, no mesmo período, foram apenas 3. Vale destacar que os casos confirmados no São Luiz são aqueles pacientes que fizeram o exame especifico para diagnosticar a gripe A. Como o procedimento não está dentro da cobertura dos planos de saúde, muitos pacientes optam por não pagar pelo serviço. O centro médico trata como notificados os casos de pacientes que são diagnosticados com a síndrome, mas que não quiseram pagar pelo exame.
O Hospital Albert Einstein notou o crescimento de pacientes com influenza, porém afirma que não há registro específico do número de pessoas infestadas pela gripe influenza. O dado, apesar de genérico, serve de alerta: de 3 de janeiro a 19 de março, o centro médico registrou um aumento de quase 150% em relação ao mesmo período do ano passado. Foram 2.108 casos da gripe. O crescimento foi mais acentuado na última semana, de 13 a 19, quando foram registrados 628 casos, sendo 137 em 2015, um crescimento de 360%.
O H1N1 é um subtipo do vírus A, que causa doença respiratória aguda e altamente contagiosa que, em casos mais graves, pode levar a morte. Em 2009, a Organização Mundial da Saúde (OMS) chegou a emitir um alerta de pandemia, pela gravidade da situação. Só no Brasil, foram 50 mil casos e mais de duas mil pessoas morreram.
Bianca Grassi revela que o hospital Samaritano dispôs uma equipe direcionada ao atendimento de pacientes com sintoma da doença que chegam ao pronto-socorro. “Já temos um olhar diferenciado desde o início de março. Alertamos todo o corpo clínico e acompanhamos esses casos”, explica a infectologista.
O hospital registrou um óbito provocado por H1N1 em janeiro. Segundo a médica, a vítima tinha fator de risco, e havia se deslocado para o exterior.
O Hospital Nove de Julho contabilizou 12 casos, sendo 11 somente este mês. O centro médico também oferece atendimento especializado aos pacientes com a síndrome gripal. “Devido ao elevado número de casos nos últimos dias, pacientes que chegam ao hospital com os sintomas de gripe ou resfriado são levados para uma sala separada e recebem máscaras que devem ser utilizadas até o atendimento médico. Além disso, todo o corpo clínico foi comunicado sobre uma possível epidemia de H1N1 e está alerta para possíveis casos”, explica Regina Tranchesi, infectologista da instituição.
Conforme os especialistas, os dados são preocupantes porque a doença costuma contagiar um número maior de pessoas entre maio e julho, quando a temperatura é mais baixa. “Como houve um aumento considerável de casos confirmados no mês de março, nós consideramos, sim, que a situação pode caminhar para uma epidemia”, aponta Regina.
A Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo afirma que segue protocolo do Ministério da Saúde para notificação dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) causados por Influenza, independente do vírus.
Embora os números pessoas infestadas por H1N1 seja elevado, a notificação só é feita pelos serviços públicos e privados, com base no protocolo, em situações graves (que exigem internação), óbitos, e surtos – quando há registro de dois ou mais pacientes com sintomas similares de influenza com convivência no mesmo espaço e no mesmo período de tempo. Pode ser casa, escola ou trabalho.
Com base nesse critério, a cidade de São Paulo tem, hoje, 35 casos e quatro óbitos provocados por H1N1. No ano passado foram registrados 12 casos e nenhum óbito.
Contudo, a Secretaria não vê a estatística como alarmante, tendo em vista o tamanho do sistema de saúde público e privado oferecido na capital paulista. Mas a pasta afirma que conversa com o governo do Estado sobre a possibilidade de antecipar a campanha de vacinação deste ano, programada para iniciar no dia 30 de abril.
A medida seria para evitar o agravamento de casos nos grupos de risco – crianças de 6 meses a menores de 5 anos, gestantes, puérperas, trabalhador de saúde, povos indígenas, indivíduos com 60 anos ou mais de idade, população privada de liberdade, funcionários do sistema prisional, pessoas portadoras de doenças crônicas não transmissíveis, pessoas portadoras de outras condições clínicas especiais (doença respiratória crônica, doença cardíaca crônica, doença renal crônica, doença hepática crônica, doença neurológica crônica, diabetes, imunossupressão, obesos, transplantados e portadores de trissomias).

Polícia belga busca mais um suspeito de atentados em Bruxelas

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O homem-bomba do metrô de Bruxelas pode não ter agido sozinho. Fontes policiais afirmaram à agência de notícias AFP nesta quinta-feira (24) que imagens de câmeras de segurança mostram um suspeito portando uma grande bolsa ao lado do homem-bomba já identificado, Khalid El Bakraoui.
A emissora pública belga RTBF já havia noticiado anteriormente sobre esse segundo suspeito do ataque ao metrô. Segundo agências de notícias, as autoridades belgas estão à procura do homem. “Os investigadores querem saber quem ele é”, teria dito uma fonte policial.
A explosão ocorrida na terça-feira na estação de metrô de Maelbeek matou 20 pessoas e feriu dezenas. De acordo com investigadores, o ataque foi realizado pelo belga Khalid El Bakraoui, de 27 anos, que supostamente alugou, sob um nome falso, o apartamento que serviu de esconderijo a terroristas dos atentados de Paris.
Seu irmão, de 29 anos, Ibrahim El Bakraoui, era um dos dois homens-bomba que detonou explosivos presos ao corpo no terminal de embarque do aeroporto internacional de Bruxelas.
As explosões no aeroporto mataram 11 pessoas. No total, cerca de 300 pessoas ficaram feridas nos ataques de terça-feira, cuja autoria foi reivindicada pelo grupo “Estado Islâmico” (EI).
Além de Ibrahim El Bakraoui, Najim Laachraoui, que teria confeccionado as bombas, também agiu como homem-bomba, segundo informações divulgadas na quarta-feira pela polícia. Tanto Khalid El Bakraoui como Laachraoui teriam conexão com os ataques em Paris. Após os ataques de novembro passado na capital francesa, traços de DNA de Laachraoui foram descobertos num cinto de explosivos. A polícia procura outro suspeito cuja bomba não detonou no aeroporto de Bruxelas.
Abdeslam quer retornar à França
Preso na Bélgica na última sexta-feita, o principal suspeito dos ataques de Paris, Salah Abdeslam, diz querer ser transferido “o mais rápido possível” para as autoridades francesas, de acordo com o advogado Sven Mary. Até agora, ele rejeitava uma transferência para a França, pedida pelas autoridades em Paris.
Abdeslam é irmão de um dos homens-bomba de Paris e teria levado de carro três dos terroristas ao estádio de futebol parisiense Stade de France. De acordo com investigadores franceses, ele tinha a intenção de detonar um cinto de explosivos em seu corpo, mas desistiu. Abdeslam afirma não ter tido conhecimento dos recentes atentados em Bruxelas.
Enquanto isso, aumentam as críticas aos serviços de segurança belgas. O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, afirmou que Ancara alertou as autoridades belgas no ano passado sobre um dos terroristas envolvidos nos atentados de Bruxelas. Um deles – possivelmente Ibrahim El Bakraoui, segundo fontes ligadas ao governo turco – teria sido preso no sul da Turquia em junho de 2015 como “combatente terrorista estrangeiro” e deportado para seu país de origem através da Holanda. (Com agências internacionais)

Agora complicou – Ameaça de morte ao juiz Sérgio Moro acorda os militares


Desde que destacou-se como figura crucial às investigações da operação Lava Jato, aquela que vem ameaçando cobras e lagartos, o juiz Sérgio Moro recebe ameaças de morte do baixo-clero descontente com sua atuação que desbarata o mundo mafioso que transita pelo poder executivo brasileiro.
Ao ser alçado ao patamar de ‘herói nacional’ pelo povo e mandar buscar Lula em sua humilde residência para uma conversinha entre cavalheiros, as ameaças ao juiz triplicaram.
Os delinquentes já não escondem o rosto atrás de bandeiras partidárias: gritam seu ódio em redes sociais para qualquer um acessar, certos de que a mesma impunidade que blindava os chefões ainda os blindará agora.
E o governo ainda tem o desplante de vir a público dizer que nunca na história do Brasil houve tanto combate à corrupção. Ora, ora, malandragem, dá um tempo ! Quem combate a corrupção é a Polícia Federal.
Se há corrupção no PT, por que a Polícia Federal não pode investigar ?
Se houve corrupção no governo FHC ou qualquer outro, por que não denunciaram ?
Ameaçar o juiz Sérgio Moro é o mesmo que dizer que a luta pela queda do regime militar nunca passou de golpe para tomar o poder. Aliás, alternância de poder não é uma coisa que esteja nos planos petistas, não é mesmo ? –
E há tanta gente viciada em receber ‘benefícios’ que são capazes até de matar para não perderem a boquinha…e falamos aqui não de benefícios sociais, que fique claro, mas de tetas de onde jorram fartas quantias e pouca ideologia, muita falácia e pouca ação.
Para militantes da esquerda radical, o resto do mundo é fascista.
A democracia petista só conhece o ódio de suas milícias, convocadas à plenos pulmões para o ataque à sociedade civil. MST, MTST, CUT e sabe-se lá mais o que (mas podemos imaginar) parecem sempre à postos para a defesa de um sistema autoritário que não tolera a Justiça. Espelham-se em regimes que fuzilam opositores e ainda se dizem democráticos.
Sabendo das manifestações marcadas para o próximo dia 13, os cães de guarda do Lulopetismo já avisaram que vai ter confronto. Pena que se esqueceram de pedir ao Exército para deixá-los agir a vontade.
Pois é. Está sendo noticiado pelo jornalista Ricardo Noblat que os militares não vão tolerar a desordem pública e já teriam avisado aos governadores dos estados de que a paz social deve (e será) mantida a qualquer custo.
Há muito tempo os militares estão sendo convocados pela população para meterem-se em uma ‘intervenção’ contra o governo Dilma, mas, até agora, tinham-se mantido distantes da confusão.
Segundo noticiou Noblat:
“Os generais estão temerosos com a conjugação das crises política e econômica e com o que possa derivar disso. Cobram insistentemente aos seus interlocutores do meio civil para que encontrem uma saída. Não sugerem a solução A, B ou C. Respeitada a Constituição, apoiarão qualquer uma – do entendimento em torno de Dilma ao impeachment ou à realização de novas eleições. Mas pedem pressa.
Por inviável, mas também por convicções democráticas, descartam intenções golpistas. Só não querem se ver convocados a intervir em nome da Garantia da Lei e da Ordem como previsto na Constituição.”
Então, chegamos a um ponto ridículo da história onde um único partido corrompido e infestado por parasitas se acha no direito de ameaçar o povo, provocando até uma reação dos militares (a princípio, um puxão de orelhas, mas que pode evoluir para a porrada).
Não vai ter golpe ! Não vão assassinar Sérgio Moro e passarão passarinhos e cobronas porque nada é eterno, nem o deus vermelho que se achava intocável e percebeu que é mortal e igual a todos perante a Lei.
Ninguém tem medo do Lobo Mau…

A jornais estrangeiros, Dilma repete que não renunciará, informa 'NYT'

A presidente Dilma Rousseff reafirmou na manhã desta quinta-feira (24), em entrevista coletiva a correspondentes de seis jornais estrangeiros, no Palácio do Planalto, que não renunciará ao mandato, informou em sua edição online o diário "New York Times".
Dilma recebeu repórteres do francês "Le Monde", do norte-americano "The New York Times", do argentino "Pagina 12", do espanhol "El País", do inglês "The Guardian" e do alemão "Die Zeit". A entrevista, segundo o "NYT", durou mais de uma hora.
A declaração para a imprensa internacional reproduz o que a presidente já vem dizendo sobre não deixar o governo. Na última terça (22), ela declarou em encontro com juristasno Planalto que "jamais" renunciará. "Não cabem meias palavras: o que está em curso é um golpe contra a democracia. Jamais renunciarei", afirmou, na ocasião.
De acordo com o jornal norte-americano, a presidente disse que o processo de impeachment que tramita na Câmara "não tem fundamentos legais".
Segundo o repórter Thomas Fischermann, do periódico alemão “Die Zeit”, que participou da entrevista, Dilma classificou aos jornalistas estrangeiros de “golpe” a tentativa de tirá-la do poder por meio de um processo de impeachment. "Ela usou essa palavra, golpe. Disse que é um golpe diferente do que ocorreu na ditadura militar, mas é um golpe”, relatou o correspondente do “Die Zeit”.
Segundo o "The New York Times", Dilma criticou o presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e disse que ele colocou o impeachment em andamento para desviar a atenção das acusações contra ele – Cunha é réu na Operação Lava Jato, que apura desvio de dinheiro na Petrobras e em estatais.
O jornal também afirmou que, questionada sobre se aceitaria eventual impeachment, a presidente respondeu que vai apelar a "cada método legal disponível".
O texto do "The New York Times" diz que Dilma "aparentemente está se preparando para uma batalha prolongada". Na entrevista, informou o jornal, ela negou que suas duas campanhas presidenciais tenham recebido recursos ilegais.
Na reportagem, o "NYT" faz um panorama da situação do Brasil. Cita a crise econômica e a nomeação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a Casa Civil – a nomeação está suspensa pelo Supremo Tribunal Federal –, a quem chama de "mentor e predecessor" de Dilma. "Lula é meu parceiro", afirmou a presidente aos jornais, segundo o "NYT".
O jornal também lembra que o processo de imepachment é baseado nas chamadas "pedaladas fiscais" e que Dilma será julgada também no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por acusações de ter usado na campanha de 2014 dinheiro ilícito do esquema da Petrobras.
A reportagem cita ainda as manifestações de rua contra a presidente. "Eu não vou dizer que é agradável ser vaiada", afirmou a presidente, de acordo com o "NYT". "Mas eu não sou uma pessoa deprimida. Eu durmo bem à noite."
'The Guardian'
O jornal britânico "The Guardian", também presente à entrevista, afirmou em reportagem em seu site que Dilma disse que não vai renunciar e não é uma "mulher fraca".
Ainda segudno o jornal, Dilma afirmou que o impeachment, se aprovado, vai deixar “profundas cicatrizes na vida política brasileira”.
Além disso, o “The Guardian” relatou que  Dilma fez uma crítica “velada” ao juiz Sérgio Moro, que conduz as investigações da operação Lava Jato, ao dizer: “um juiz deve ser imparcial. Um juiz não pode julgar com paixões políticas”. Recentemente, Moro quebrou o sigilo telefônico do ex-presidente Lula e divulgou gravações envolvendo Dilma.
Dilma também ataca as escutas, que considera ilegais, feitas pela Polícia Federal. “Violar a privacidade fratura a democracia porque fere o direito de cada cidadão de ter uma vida privada”.
A presidente ressalta que um ministro não está imune a investigações e questiona se a Suprema Corte "não é boa o suficiente para investigar Lula, referindo-se à conquista de foro privilegiado no primeiro escalão. Aos repórteres estrangeiros, Dilma elogiou a capacidade de articulação política de seu padrinho político e, segundo, o talento dele para entender todos os problemas do Brasil.
O periódico também reproduz  uma fala de Dilma sobre as Olimpíadas, em que ela diz que a “paz deverá reinar” no Brasil nos jogos do Rio de Janeiro.
Jaques Wagner
Na última quarta-feira (23), o chefe de gabinete da Presidência, Jaques Wagner, também deu entrevista a correspondentes estrangeiros no Rio de Janeiro. Na conversa, de acordo com o jornal espanhol “El País”, o ex-ministro da Casa Civil criticou a imprensa brasileira e disse que existe uma “cobertura descompassada” da mídia.
Jaques Wagner também voltou a chamar de “golpe”, na entrevista, o processo de impeachment em curso no Congresso Nacional.
Aos jornalistas estrangeiros, o chefe de gabinete de Dilma destacou que se o impeachment prosperar, o sucessor da petista, no caso o vice-presidente da República, Michel Temer, não terá legitimidade popular para governar.
“O impeachment não é solução de nada, é agravamento da crise”, enfatizou Wagner ao jornal espanhol.
Repercurssão internacional
A atual crise política brasileira tem chamado a atenção da imprensa internacional. Nas últimas semanas, o Brasil foi tema de reportagens e editoriais de veículos estrangeiros.
A mais recente edição da revista britânica "The Economist" – uma das mais prestigiadas do mundo – traz um editorial sobre o Brasil com o título Time to Go (Hora de partir), em referência à  situação política de Dilma Rousseff.
A revista é publicada no final da semana, mas a capa da edição latino-americana, estampada pela presidente brasileira, foi divulgada no Twitter nesta quarta.
A revista do Reino Unido diz que a presidente brasileira "perdeu o que lhe sobrava de credibilidade" com a nomeação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para o comando da Casa Civil.

País desperdiça 36,4% da água disponível, afirma ministério

No Brasil, 36,4% da água são desperdiçados e apenas 40,8% do esgoto são tratados, segundo o diretor do Departamento de Recursos Hídricos do Ministério do Meio Ambiente, Sérgio Antônio Gonçalves.

Ele participou hoje (24/3) de seminário promovido pela pasta para fortalecer o intercâmbio de informações sobre a gestão de recursos hídricos e subsidiar ações e políticas públicas no setor.

De acordo com informações do ministério, esse desperdício se refere às perdas no próprio mecanismo de disponibilização de água no abastecimento público, devido a encanamentos velhos, por exemplo. Essas perdas acontecem antes mesmo de a água chegar às casas das pessoas.

Dessa forma, segundo Gonçalves, o desenvolvimento de políticas públicas no setor é fundamental para que o Brasil consiga avançar no uso sustentável dos recursos naturais e na melhoria da disponibilidade de água em qualidade e quantidade para os diversos usos.

“As águas não têm nação ou território único. A maioria transcende os limites de municípios, estados, nações. Temos essa responsabilidade [de cuidar dos recursos hídricos] porque moramos neste planeta”, afirmou Sérgio Gonçalves.
Uma iniciativa de preservação da água é a consulta pública sobre o Plano Nacional de Recursos Hídricos para 2016-2020 (PNRH). O documento trará as diretrizes e prioridades para os próximos quatro anos. Qualquer cidadão interessado em contribuir pode participar da consulta pública  até o dia 1° de maio.

PRF inicia Operação Semana Santa hoje (24)

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) na Bahia inicia a partir de 0h desta quinta-feira (24), a operação Semana Santa. Várias ações de fiscalização nas rodovias federais baianas serão intensificadas pela PRF até 0h de domingo (27).

Durante os quatro dias, em decorrência das romarias, das atividades religiosas e das viagens familiares, a polícia aponta aumento do fluxo de veículos e de ônibus de passageiros nas rodovias federais, fatores que contribuem para aumentar a possibilidade de envolvimento em acidentes de trânsito ou em ocorrências criminais.

A PRF estima acréscimo de cerca de 40% no fluxo de veículos nos dias de maior movimento de saída (sexta-feira, 25) e retorno (domingo, 27), especialmente nos deslocamentos próximos aos grandes centros e para os locais turísticos.

As equipes utilizarão todas as viaturas operacionais, inclusive resgates, postos móveis e motocicletas. Os policiais contam ainda com o auxílio de etilômetros e radares, entre portáteis e fotográficos, para coibir o uso de bebidas alcoólicas e excesso de velocidade dos condutores, respectivamente.

Moro

Após determinação, Moro envia ao supremo investigação sobre Lula

Após determinação, Moro envia ao supremo investigação sobre Lula
O juiz federal Sérgio Moro determinou, na tarde desta quinta-feira (24), o envio ao Supremo Tribunal Federal (STF) de parte da investigação da Operação que envolve o ex-presidente Lula, além de parentes e aliados políticos do petista. O envio foi feito após determinação do ministro Teori Zavascki, que na última terça-feira (22), mandou suspender a apuração e cobrou explicações de Moro sobre a decisão que retirou o sigilo das interceptações envolvendo Lula e a presidente Dilma Rousseff.
˜Não há como conceber, portanto, a divulgação pública das conversações do modo como se operou, especialmente daquelas que sequer têm relação com o objeto da investigação criminal. Contra essa ordenação expressa é descabida a invocação do interesse público da divulgação ou a condição de pessoas públicas dos interlocutores atingidos, como se essas autoridades, ou seus interlocutores, estivessem plenamente desprotegidas em sua intimidade e privacidade”, decidiu o ministro. 
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Governador

Governador diz que não ficou surpreso com divulgação de lista da Odebrecht

Governador diz que não ficou surpreso com divulgação de lista da Odebrecht
Foto: Tácio Moreira / Metropress
Após diversos comentários do cenário político por mais de 200 administradores públicos e partidos serem citados em uma lista de benefícios da empreiteira Odebrecht, o governador da Bahia, Rui Costa falou sobre o assunto.  Em entrevista ao Metro1, na manhã desta quinta-feira (24), o governador disse que, para ele, a situação não é surpresa. 
"Digo sempre que o problema em nosso país era o financiamento privado de campanha, e no decorrer, quem tinha dúvida disso vai ficando explícito. Da letra A a Z todos vão aparecer em uma lista de registro das instituições, não tô dizendo nada novo a vocês, já tinha dito outras vezes, mesmo antes desse processo mais atual de apuração. Acho que o Brasil tem a possibilidade de escrever uma nova história para o país e acho que os políticos deveriam ter serenidade e rapidez para superar a atual crise", afirmou.
Em entrevista ao Bahia Notícias, Rui chegou a elogiar a decisão do Supremo Tribunal Federal de "cortar esse cordão umbilical com a corrupção". "Não adianta hipocrisia, todos os partidos, todos os políticos foram financiados pelas empresas. Todos", reafirmou.
Rui Costa disse também que enquanto o Brasil não superar a crise, nenhum fundo de investimento vai aplicar dinheiro no país. "Eu falo em nome dos americanos que conheço bem. Todo mundo quer investir muito no Brasil, mas neste momento, enquanto não superar a crise ninguém vai botar investimento. Isso significa que os políticos, a sociedade, a imprensa, empresários, precisam colocar o Brasil, os trabalhadores em primeiro lugar". 
O governador ainda culpou e criticou o posicionamento de alguns políticos. "Estamos indo para uma situação de colapso por conta das vaidades pessoais, excesso de interesse partidário, daqui a dois anos estaremos em um novo processo eleitoral. Fui no senado na semana passada e tive a oportunidade de conversar com vários senadores de vários partidos e pedi a todos serenidade para o país voltar a investir. Estamos maltratando a população com discursos falsos que não são verdadeiros", completou.

Desemprego chega a 9,5%

Desemprego chega a 9,5% e é o maior desde 2012, aponta levantamento do IBGE

Desemprego chega a 9,5% e é o maior desde 2012, aponta levantamento do IBGE
Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta quinta-feira (24), indicaram que o desemprego chegou a 9,5% no país. É o maior número desde o ano de 2012, quando foi iniciada a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios – Contínua (Pnad Contínua). No mesmo período do ano passado, o índice havia alcançado a marca de 6,8%. O dado de janeiro também ficou acima do registrado no trimestre encerrado em outubro de 2015 (9%).
Ao atingir 9,6 milhões de pessoas, a população sem emprego registrou aumento de 6% em relação ao trimestre anterior e de 42,3% frente ao mesmo trimestre de 2015. Em outro lado, a população ocupada somou 91,7 milhões de pessoas e registrou queda de 0,7% sobre o trimestre de agosto a outubro e de 1,1% diante do mesmo trimestre de 2015. O número de empregados com carteira assinada não teve alterações em relação ao trimestre de agosto a outubro, mas caiu 3,6% sobre o trimestre encerrado em janeiro do ano passado.
De acordo com o IBGE, a quantidade de empregadores caiu 4% em relação ao trimestre de agosto a outubro de 2015, mas não mudou sobre o mesmo trimestre de 2015. Com o aumento do desemprego, cresceu o número de trabalhadores por conta própria. A alta foi de 2,8% contra o trimestre anterior e de 6,1% frente ao mesmo trimestre do ano passado. Na comparação com o trimestre de agosto a outubro, caiu o número de pessoas empregadas na indústria geral (-4,1%) e em informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias profissionais e administrativas (-4,9%). Por outro lado, o número aumentou no setor de construção (3,3%).

quarta-feira, 23 de março de 2016

Obama diz esperar que Brasil resolva crise política 'de forma eficaz'

Em sua primeira visita à Argentina, o presidente dos EUA, Barack Obama, falou sobre a crise política brasileira durante entrevista coletiva ao lado do presidente argentino, Mauricio Macri, nesta quarta-feira (23).
Precisamos de um Brasil forte e eficiente para nossa própria economia e para a paz mundial"
Barack Obama, presidente dos EUA
Questionado sobre o assunto, Obama disse que não discutiu o tema "extensivamente" com Macri, mas que ambos esperam que o Brasil resolva "de forma eficaz" a questão.
"O Brasil é um país grande, é amigo dos nossos dois países. A boa notícia – e o presidente Macri apontou isso – é que a democracia dele está madura. Acho que os sistemas de leis e estruturas são fortes o suficiente para que isso seja resolvido de forma que o Brasil prospere e seja o líder mundial que é", disse Obama.
"Precisamos de um Brasil forte e eficiente para nossa própria economia e para a paz mundial", acrescentou.
Sócio
Macri disse que acompanha de perto a questão, citando o "afeto dos argentinos pelo povo brasileiro" e o fato de o Brasil ser seu principal sócio estratégico no mundo.
"Estamos convencidos de que o Brasil vai sair fortalecido dessa crise e esperamos que saiam o antes possível. O que acontece no Brasil afeta nosso país", completou o presidente argentino.
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Presidente da Argentina, Mauricio Macri, e presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, participaram de entrevista coletiva na Casa Rosada, em Buenos Aires, nesta quarta-feira (23) (Foto: David Fernandez/ Reuters)Mauricio Macri (dir.), e o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, em entrevista coletiva na Casa Rosada, em Buenos Aires, nesta quarta-feira (23) (Foto: David Fernandez/ Reuters)

Entenda decisão de Teori que manda investigação de Lula ao Supremo


Teori Zavascki decide devolver as investigações sobre Lula para o STF
O ministro Teori Zavascki determinou na noite desta terça-feira (22) que o juiz federal Sérgio Moroenvie, para o Supremo Tribunal Federal, as investigações da Operação Lava Jato  envolvendo o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva sob seu comando na Justiça Federal de Curitiba. A Advocacia Geral da União questionou a competência de Moro após a divulgação de grampo entre a presidente Dilma Rousseff e Lula.
Teori Zavaski é o ministro que analisa os processos de quem tem foro privilegiado na Lava Jato, mas essa decisão não significa que Lula ganhou foro especial —sua nomeação à Casa Civil continua suspensa. O ministro levou em conta a presença de autoridades como Dilma e o ministro Jaques Wagner nas conversas.
O QUE TEORI DECIDIU E SEUS ARGUMENTOS:
1) Moro não poderia analisar validade de escuta contendo autoridade com foro privilegiado
Para o ministro, Moro acabou fazendo uma análise das escutas que não competia a ele, e sim, ao Supremo. Isso porque o juiz autorizou a continuidade dos grampos por diversas vezes quando deveria ter repassado tudo ao STF assim que fosse detectada a primeira autoridade com foro privilegiado.
Teori Zavascki frase decisão Moro (Foto: Reprodução)
2) Supremo deve decidir com quem vai ficar a investigação
Teori cita a jurisprudência do Supremo, que é o conjunto de decisões sobre esse tema já tomadas na Corte, para dizer que cabe apenas ao STF definir sobre um possível desmembramento de investigações envolvendo autoridades com prerrogativa de foro. Assim, Moro deveria enviar todas as interceptações e provas colhidas ao Supremo antes de tirar qualquer conclusão jurídica sobre elas.
Teori Zavascki frase decisão Moro (Foto: Alexandre Durão/G1)
3) A lei e a Constituição proíbem a divulgação de interceptações telefônicas
Teori também considerou que o sigilo das interceptações não poderia ter sido derrubado por Moro alegando interesse público, pois a Constituição garante o direito fundamental ao sigilo. Ele também cita lei que determina a “inutilização das gravações que não interessem à investigação criminal”.
Teori Zavascki frase decisão Moro (Foto: Reprodução)
4) A legalidade das escutas não foi analisada, somente sua divulgação por Moro
Teori enfatizou que sua decisão não analisa a ilegalidade das escutas, mas, sim, sua divulgação pública. Essa análise sobre o mérito das escutas e das investigações deverá ser feita depois pelo próprio Supremo, que pode considerar as provas válidas ou inválidas.
Teori Zavascki frase decisão Moro (Foto: Reprodução)
5) Mesmo que os efeitos da divulgação sejam 'irreversíveis', o sigilo deve ser decretado de agora em diante
O ministro atendeu o pedido da defesa para decretar o sigilo do processo e das escutas enquanto a investigação estiver sob a análise do STF.
Teori Zavascki frase decisão Moro (Foto: Reprodução)
6) Todo o processo deve ser encaminhado ao Supremo, que decidirá sobre: desmembramento e legalidade dos atos até agora
O ministro determinou também o encaminhamento de todos os dados da investigação para que o Supremo decida o que ficará sob sua guarda e o que será devolvido a Curitiba. Os ministros vão analisar os atos, as provas e tudo que compõe as investigações.
Teori Zavascki frase decisão Moro (Foto: Reprodução)
Agora, o juiz Sergio Moro tem dez dias para cumprir a determinação de Teori. Em seguida, haverá um parecer do procurador-geral da República. E depois, o caso volta para Zavascki tomar uma decisão definitiva.
Indícios de crime
O advogado criminalista Rodrigo Felberg explica que “há uma jurisprudência no Supremo de que autoridades com foro especial devem ter seus processos analisados pela Corte”. “A partir do momento em que Teori diz que é preciso analisar isso, é porque ele está pelo menos vislumbrando a ocorrência de crime por quem tem foro. No momento em que alguém que tem foro especial, que é o caso da Dilma, e que há a possibilidade de um crime, por exemplo obstrução da justiça por parte da Presidência, a jurisprudência orienta que deva ser encaminhado para o foro específico, que, no caso, por ser presidente, é o STF", avalia.
Para o especialista, o Supremo deve levar em consideração, se entender que houve crime, casos anteriores como o do mensalão ou o da Eletronuclear, na própria Lava Jato, para decidir se unifica ou desmembra o processo. "O Supremo vai definir o que fica no STF e o que deve ser legado ao primeiro grau. É preciso analisar se há um eventual concurso de agentes com quem tem foro. Se o Supremo entender que o Lula ou terceiros, que por ora não têm foro, eventualmente cometeram crime com quem tem, isso pode ir para o Supremo, mesmo que o Lula não seja ministro", considera.
Na opinião do advogado criminalista Eugênio Pacelli, “não haveria justificativa alguma para que esse processo fosse avocado ao Supremo se não houvesse indício, fundamento de que pessoas com foro privativo ali teriam algum tipo de participação”. Para ele, a jurisprudência do Supremo diz que uma investigação só é levada à Corte quando há “indícios de participação” da autoridade.
“Eu não posso imaginar a avocação de um processo ao Supremo sem que se tenha no campo de visão a possibilidade de participação de alguém que tenha foro privativo. Eu não posso simplesmente trazer para o Supremo porque a Dilma foi colhida num depoimento. Isso não significa nada porque a Dilma não é investigada, e nem o conteúdo do que ela disse dizia respeito à matéria de crime, de investigação em relação a ela”, afirma.
Para o advogado criminalista Nélio Machado, a decisão de Teori Zavascki foi correta. “Não precisava de ter se chegado ao dia fatal em que se fez a divulgação. Bastava que ele tivesse falado, por exemplo, com um senador da República – por exemplo, Jorge Viana, como falou, e Jaques Wagner, ministro da Casa Civil – já a partir dali era adequado e correto que o juiz do Paraná remetesse de imediato ao Supremo Tribunal Federal todo o caso. Porque não cabe ao juiz de primeiro grau aquilatar até que ponto há ou não eventual comprometimento de autoridade submetida ao foro do Supremo Tribunal Federal”, afirmou.