Web Radio Jesus Cristo Gospel: 2016-02-28

sexta-feira, 4 de março de 2016

Greenpeace alerta sobre impacto ambiental nas florestas do Japão

A radiação espalhou-se por uma vasta área e obrigou dezenas de milhares de pessoas a deixarem suas casas, naquele que foi o pior acidente nuclear desde Chernobyl, na Ucrânia, em 1986. Com a aproximação do quinto aniversário do desastre, o Greenpeace alerta para sinais de mutação nas árvores e o surgimento de vermes com ADN danificado, enquanto “vastas reservas de radiação” impedem que a floresta seja descontaminada.
Num relatório, o Greenpeace aponta para o “aparente aumento de mutações em abetos (…), mutações hereditárias nas populações de borboletas azuis”, bem como “vermes de ADN danificado em zonas altamente contaminadas”. O relatório surge no momento em que o governo pretende levantar várias ordens de evacuação para vilas em torno da central de Fukushima até março de 2017. Atualmente, apenas as zonas residenciais estão sendo limpas por recomendação da Agência de Energia Atômica Internacional
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PF faz operação na casa do ex-presidente Lula, na Grande SP 24ª fase da Lava Jato também cumpre mandados na casa de Lulinha, no Instituto Lula e na sede da Odebrecht em SP

Avener Prado - 4.mar.16/Folhapress
Polícia Federal realiza buscas no sítio frequentado por Lula em Atibaia

quinta-feira, 3 de março de 2016

Coreia do Norte lança projéteis no mar do Japão horas após receber novas sanções

As sanções foram aprovadas nesta quarta-feira (2), após sete semanas de negociações entre os EUA e a China

O líder norte-coreano Kim Jong-un já desafiou restrições internacionais duas vezes em 2016
Reprodução/BBC Brasil
O líder norte-coreano Kim Jong-un já desafiou restrições internacionais duas vezes em 2016
A Coreia do Norte lançou seis projéteis de curto alcance nesta quinta-feira (3) no Mar do Japão, segundo o Ministério da Defesa da Coreia do Sul, poucas horas após o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas impor novas sanções ao país. As sanções são as mais duras em 20 anos e foram dadas em resposta ao recente teste nuclear e lançamento do foguete de longo alcance.
Os projéteis foram lançados da cidade de Wonsan às 10h (horário local, 22h de quarta-feira em Brasília). De acordo com agências internacionais, o Ministério da Defesa sul-coreano estava tentando identificar se foram mísseis ou munição de artilharia. O lançamento não causou nenhum incidente.
As sanções foram aprovadas por unanimidade nesta quarta-feira (2), após sete semanas de negociações entre os EUA e a China, aliada da Coreia do Norte. Ela impões restrições ao comércio, como inspeções obrigatórias de cargas que saem e entram no país por mar ou por ar, além de proibir vendas ou transferências de armas leves para Pyongyang e também a expulsão de diplomatas norte-coreanos que se envolverem em "atividades ilícitas".

Aeronáutica abre inscrições para concurso com salário de quase R$ 9 mil

agas são para candidatos com nível superior e no máximo, 36 anos, até o final de 2017; provas serão realizadas em junho

A Força Aérea Brasileira abriu nesta quinta-feira (3) inscrições para concurso público com salário de quase R$ 9 mil. O processo contempla 25 funções, somando, ao todo, 50 vagas disponíveis, para candidatos de nível superior.
Os aprovados farão o curso no Centro de Instrução e Adaptação da Aeronáutica, em Minas Gerais
Divulgação
Os aprovados farão o curso no Centro de Instrução e Adaptação da Aeronáutica, em Minas Gerais
As inscrições podem ser realizadas até às 15 horas do dia 23 de março, no site do Centro de Instrução e Adaptação da Aeronáutica. A taxa de participação custa R$ 120. Podem participar da seleção dentistas, engenheiros e farmacêuticos. Além disso, de acordo com a Aeronáutica, os candidatos deverão ter, no máximo, 36 anos até o fim de 2017.
Os participantes farão provas escritas de língua portuguesa, conhecimentos especializados e redação, além de inspeção de saúde, teste de avaliação física e exame de aptidão psicológica. Também são previstas validação documental, além de prova prático-oral, esta apenas para dentistas e farmacêuticos. As provas escritas serão aplicadas em 5 de junho.
Os aprovados em todas as etapas farão o curso no Centro de Instrução e Adaptação da Aeronáutica, em Belo Horizonte (MG), que tem duração de cerca de 17 semanas.
Ao final do curso, o candidato será nomeado Primeiro-Tenente e receberá salário inicial bruto de R$ 8.877,60.  Mais detalhes sobre o concurso podem ser obtidos no site da Força Aérea Brasileira.

Na recessão, cresce desemprego entre engenheiros e sobram vagas para diaristas

Trabalho doméstico cresce, reforçado por profissionais demitidos da indústria, e engenheiros buscam alternativas

BBC
De um lado, a oferta de domésticas "diaristas" – que trabalham por dia – cresce a passos largos, reforçada por profissionais demitidos da indústria e do comércio. Do outro, engenheiros desempregados procuram alternativas em outras áreas, na contramão do que ocorreu nos últimos anos, quando o cenário era de escassez desses profissionais no mercado.
Alguns pensam em emigrar, e já há até os que tenham se tornado motoristas do Uber, o serviço de transporte privado oferecido pelo aplicativo de mesmo nome. A trajetória recente dessas duas ocupações – domésticas e engenheiros – ilustra como a recessão econômica, registrada pelo IBGE nesta quinta-feira, afeta a vida dos brasileiros e a estrutura da economia como um todo.
Segundo dados do instituto, o PIB (Produto Interno Bruto) do país teve uma retração de 3,8 % em 2015. Trata-se da pior recessão desde 1996. A crise política, a queda do consumo e as paralisações das empresas envolvidas na Operação Lava Jato estão entre as razões apontadas pela recessão.
E entre as vítimas dessa freada estão 9,1 milhões de brasileiros que estão desempregados, segundo dados divulgados pelo IBGE – 2,6 milhões a mais que há um ano. 
São pessoas como a metalúrgica piauiense Aloísa Elvira Reis, de 37 anos, que, após 12 anos trabalhando como metalúrgica na região do ABC paulista, há uma semana entrou na agência Prendas Domésticas, em São Paulo, para procurar uma vaga de diarista. "É a primeira vez que eu venho", se explicou, tímida, ao pedir informações para duas jovens.
Aloísa Reis conta que nunca tinha ficado desempregada por um grande espaço de tempo
BBC
Aloísa Reis conta que nunca tinha ficado desempregada por um grande espaço de tempo


Assista ao relato, em vídeo, da metalúrgica que virou diarista
A metalúrgica conta que nunca havia ficado desempregada por um tempo significativo. "Antigos colegas também estão sem trabalho e não tenho nenhuma esperança em encontrar algo em minha área", diz ela.
"Tenho aluguel, um seguro saúde e minha filha cursa faculdade. Gastos para pagar todo mês. Então pensei que trabalhar como diarista pode ser a solução. Não tenho experiência, mas faço todo o serviço em casa – por que não?"
Às 8h, a Prendas Domésticas já está lotada de mulheres querendo se inscrever para trabalhar como domésticas, babás e cuidadoras. Às 10h, as filas tomam os corredores da agência e já não há cadeiras para todas as candidatas.
Nos últimos meses, de 200 a 250 pessoas têm passado pelo local todos os dias, segundo Fernando Souza, diretor administrativo da agência. O aumento teria sido da ordem de 35% em função da crise.
Algumas, como Aloísa, tentam entrar no setor pela primeira vez. Esse também é o caso da boliviana Luíza Cortez, de 54 anos, que ficou desempregada depois que a fábrica de roupas de bebês em que trabalhava faliu, em 2015.
Luíza diz que chegou ao Brasil há mais de 20 anos e também teve uma pequena lanchonete. A família prosperou e suas duas filhas que estão no Brasil (uma está na Bolívia) entraram na faculdade – uma em administração, outra em jornalismo.
"Nunca tinha visto uma crise tão grave. Meu marido morreu no ano passado e hoje não acho que tenha muitas chances de encontrar trabalho na área em que estava", conta.
Souza diz que, em função da crise, a oferta de trabalho de domésticas "mensalistas", com carteira assinada, caiu 35% no último ano. "Trata-se de um dos primeiros itens do orçamento que uma família de classe média corta quando um de seus membros fica desempregado", explica. "E até por isso tivemos um aumento de 25% na contratação de diaristas, uma opção mais barata." 
Uma das atingidas por esse processo de substituição foi Alessandra Pimenta, de 39 anos, mensalista até 2014. "Com a lei que ampliou nossos direitos (a proposta de emenda à Constituição conhecida como PEC das Domésticas, aprovada em 2013) a gente ganhou mais dignidade, mas teve patroa que não aceitou a mudança no esquema", diz.
"A minha me demitiu e contratou como diarista no ano passado. Hoje, tenho uma renda de R$ 600 mensais com dois filhos pequenos para criar e aluguel de R$ 550. Como é que eu faço?"
Ela conta que já sente o setor mais concorrido. Segundo o IBGE, o número de trabalhadores domésticos avançou 3,8% no trimestre encerrado em novembro, chegando a 6,2 milhões de pessoas.
"Com o avanço da educação e do trabalho nos últimos anos, o contingente dos trabalhadores domésticos vinha reduzindo. Eles migravam para outros setores. Agora, as pessoas retornam a esse grupamento por falta de oportunidades em outras áreas", explicou à imprensa o gerente de Coordenação de Trabalho do IBGE, Cimar Azeredo.
Mas se na Prendas Domesticas a contratação de diaristas aumenta, no Sindicato dos Engenheiros do Estado de São Paulo é o setor de homologações de demissões que está aquecido.
Segundo dados do Ministério do Trabalho, foram demitidos no Brasil 58.808 engenheiros no ano passado. Descontadas as contratações (38.245), o saldo é um adicional de 20.563 engenheiros sem trabalho.
"No último ano, houve paralisações na indústria, no setor da construção civil e no de óleo e gás, todos bastante intensivos no uso de engenheiros", diz Raphael Falcão, diretor da multinacional de recrutamento Hays.
Engenheiro por formação, Falcão lembra que em 2008 foi contratado principalmente para recrutar profissionais dessa área. "Até 2012 houve um boom na contratação de engenheiros. Eu tinha muita dificuldade em encontrar gente com experiência em grandes projetos e algumas áreas específicas", diz ele.
Na esteira dessa demanda, muitas faculdades criaram ou ampliaram seus cursos de engenharia e o número de profissionais formados mais que dobrou em dez anos, chegando a cerca de 50 mil.
"Hoje, porém, você vê bons engenheiros desempregados ou novos engenheiros com um formação sólida sem conseguir uma oportunidade. A questão é que, muitas vezes, se o projeto termina, todos acabam demitidos", diz Falcão.
Segundo ele, o mercado de trabalho da engenharia costuma ser uma espécie de termômetro da economia. É o primeiro que sofre com uma freada, embora também seja o primeiro que se recupera quando a economia volta aos trilhos.
"Muitas vezes os engenheiros acabam indo para outras áreas, ou se reinventando. Eu ajudei na contratação de alguns para trabalhar em Angola recentemente – eles estão querendo sair em função da atual situação econômica e da alta do dólar. Também há os que vão para bancos ou abrem seu próprio negócio", conta o diretor da Hays.
Na década de 1980, uma lanchonete na avenida Paulista, em São Paulo, tornou-se símbolo dos efeitos da crise econômica sobre essa profissão. "O Engenheiro que Virou Suco" era o nome do estabelecimento, aberto pelo engenheiro Odil Filho depois de ficar desempregado em função da recessão.
Já na atual crise, a busca de renda parece estar levando alguns engenheiros para ocupações ainda mais inusitadas: alguns até estão "virando Uber".
É o caso do engenheiro recém-formado Eduardo Ávila, de Belo Horizonte, que procura trabalho há oito meses. Eduardo conta que também é poeta, mas escolheu cursar engenharia por pragmatismo, por considerar que isso lhe garantiria uma carreira relativamente segura. "Achava que ia trabalhar em minha área. Tenho interesse em projetos de tratamento de resíduos, por exemplo", diz.
Engenheiro optou por uma alternativa bastante comum atualmente: virou motorista do Uber
BBC
Engenheiro optou por uma alternativa bastante comum atualmente: virou motorista do Uber
"Mas veio a crise e, pelo que entendi, entramos em um momento de deixar o sonho de lado e lidar com a realidade. E a realidade é que preciso de uma renda – até para ter tranquilidade para continuar a procurar trabalho na engenharia. No Uber, espero ter flexibilidade e conseguir conciliar as duas coisas."
Desempregado há um ano, o engenheiro Daniel Silva* (*ele pediu que seu sobrenome verdadeiro não fosse mencionado), engenheiro com MBA da prestigiada FGV e experiência em produção sucroalcooleira, diz que também tem um colega, engenheiro mecânico, que virou motorista do Uber.
Veja o relato, em vídeo, do engenheiro que virou Uber
"Todo mundo tem de se virar. Eu tenho me dedicado a serviços de intermediação comercial e consultoria", conta.
"Houve uma época em que éramos a mosca branca do mercado – um profissional raro e valorizado que todas as empresas queriam. Nunca imaginei que chegaríamos a isso."
Para José Valter de Almeida, sócio-diretor da consultoria econômica RC Consultores, "não pode ser uma boa coisa para a economia o fato de que o mercado das diaristas cresce enquanto que a contratação de engenheiros encolhe".
"Houve investimento na qualificação dessas pessoas e no médio prazo há o risco de que isso seja perdido."
Murilo Pinheiro, presidente do Sindicato dos Engenheiros paulista e da Federação Nacional dos Engenheiros, porém, é relativamente otimista: "Hoje temos um momento de crise que tem de ser passageiro" diz ele.
"O Brasil é maior que tudo isso e o engenheiro terá um papel essencial para que o país volte a crescer."
Para Pinheiro, essa não é a pior crise pela qual o país passou em suas mais de três décadas acompanhando o setor de engenharia.
"Já tivemos crises econômicas piores e crises políticas mais graves. Mas o que faz dessa uma crise especialmente complicada e preocupante é que temos uma combinação das duas coisas", opina.

Escândalos levam PT a projetar dificuldades nas eleições até no berço do partido

Coordenador do partido no ABC paulista classifica bombardeio crescente contra o partido como delicado, mas ainda aposta na força da imagem do ex-presidente Lula para angariar votos

O presidente do PT, Rui Falcão, ao lado de Lula nas comemorações dos 36 anos do partido
José Lucena/Futura Press - 27.2.16
O presidente do PT, Rui Falcão, ao lado de Lula nas comemorações dos 36 anos do partido
Em 1980, um mar de trabalhadores tomou as ruas de São Bernardo do Campo, no ABC paulista, para pedir a liberdade de um líder sindicalista preso pelo Departamento de Ordem Política e Social (Dops) – o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Mas o cenário é bastante diferente quase 36 anos depois. Hoje, a legenda surgida a partir daquele movimento vê sucessivas acusações colocarem em risco suas pretensões eleitorais mesmo na região que serviu de berço para o petismo.
Nos bairros centrais de São Bernardo, Santo André e São Caetano do Sul, por exemplo, houve registros de panelaços durante os últimos pronunciamentos de Lula e de Dilma Rousseff na TV aberta, situações impensáveis até pouco tempo atrás em uma área dominada pela militância petista.
Conhecido como Claudinho da Geladeira, o coordenador regional do PT no ABC paulista, Cláudio Manoel Melo, reconhece que notícias como a prisão do marqueteiro do PT, João Santana, e as investigações contra o ex-presidente Lula representam dificuldades extras para o partido nas eleições de outubro.
“Estamos sofrendo um bombardeio nacional todo dia. É um cenário delicado em que cada candidato do PT vai precisar ser muito estratégico dentro da sua cidade", avalia ele. "A eleição deste ano será dura, mas muito importante para o partido."
A queda na popularidade da sigla na região já pôde ser notada na última eleição presidencial, quando o candidato tucano Aécio Neves obteve mais votos dos eleitores do ABC do que a petista Dilma Rousseff.
Para o sociólogo Marcelo Buzetto, integrante do Núcleo de Formação Cidadã da Universidade Metodista de São Paulo, os candidatos que disputarão as eleições municipais contra o PT vão usar as notícias negativas que afetam o partido em âmbito nacional para tentar fragilizar a candidatura de seus concorrentes.
“Eles vão explorar esses fatos, apesar de muitos desses candidatos da oposição também terem telhado de vidro por estarem envolvidos em governos que também enfrentam denúncias", analisa Buzetto. "A situação do PT é hoje bastante delicada e isso é agravado pela perda de parte da base social do partido."
O desafio de fazer o PT reconquistar essa base recairá sobre os ombros dos candidatos escolhidos pela legenda para a disputa eleitoral de outubro. O próprio coordenador do PT-ABC concorrerá em Rio Grande da Serra, uma das sete cidades que compõem o ABC paulista – também formado por São Caetano do Sul, Diadema, Ribeirão Pires, Santo André, São Bernardo do Campo e Mauá, essas três últimas atualmente administradas por petistas.
Frente a multidão de trabalhadores, Lula discursa em assembléia de metalúrgicos do ABC, em 1979
CLOVIS CRANCHI/ESTADÃO CONTEÚDO - 13.5.79
Frente a multidão de trabalhadores, Lula discursa em assembléia de metalúrgicos do ABC, em 1979
Desafio na terra de LulaSurpreendentemente, na cidade onde Lula vive em uma luxuosa cobertura, o caminho para o candidato do PT chegar ao Paço Municipal se mostra um dos mais difíceis até o momento. Maior cidade da região, São Bernardo é administrada pelo ex-ministro de Lula Luiz Marinho, que encerra em 2016 o segundo mandato na cidade e tenta agora eleger seu sucessor, o secretário de Serviços Urbanos, Tarcísio Secoli.
As únicas pesquisas disponíveis até o momento, realizadas pelo setor de pesquisas do jornal “Diário do Grande ABC”, colocam o deputado federal Alex Manente (PPS) na liderança da corrida eleitoral na cidade. E a crise petista é celebrada pelo candidato, que a vê como um importante fator para enfrentar o adversário na disputa de outubro, aliada ao fato de já ter promovido seu nome quatro anos atrás, nas eleições municipais de 2012. 
“O candidato do PT ainda é desconhecido da população, mas acho que a margem de crescimento dele é bastante reduzida por tudo isso que ocorre com o partido", afirma Manente. "O PT tinha uma militância muito voluntariosa aqui, mas hoje esse entusiasmo tem diminuído de maneira significativa. Acredito que o partido terá muitas dificuldades na região."
Para o sociólogo Marcelo Buzetto, o encolhimento da ala de apoiadores do PT se dá pela dificuldade que os partidos políticos encontram para renovar os seus quadros como consequência de "a juventude ter atualmente mais interesse em se envolver em questões específicas, como os movimentos contra o aumento das tarifas do transporte pública, do que se juntarem a legendas".  "Mas não podemos atribuir essa crise de representatividade somente ao PT”, ressalta ele.
Curiosamente, se os petistas já não contam com uma militância tão numerosa, um dos trunfos das campanhas do partido no ABC poderá ser a presença do próprio Lula, cada vez mais acuado por investigações da Polícia Federal, como cabo eleitoral. O coordenador Manoel Melo avalia que, apesar de a imagem do ex-presidente ter sido atingida por denúncias a respeito de supostos favorecimentos de construtoras investigadas na Operação Lava Jato, seu apoio ainda pode decidir um pleito a favor do PT na região.
A julgar pelo que ocorreu nas eleições de 2012, a afirmação do coordenador se mostra verdadeira. Lula participou naquele ano de comícios em quatro cidades da região: Santo André, São Bernardo, Mauá e Diadema. O PT saiu derrotado apenas na última.
Ex-presidente é recebido com festa organizada pelo diretório municipal do PT em São Bernardo
ROBSON FERNANDJES/ESTADÃO CONTEÚDO - 1.1.11
Ex-presidente é recebido com festa organizada pelo diretório municipal do PT em São Bernardo

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    Polícia encontra corpo no local onde apareceram pertences de Rian Brito

    A polícia encontrou um corpo em uma praia, em Quissamã, no norte fluminense, na manhã desta quinta-feira, 3, próximo ao local onde foram encontrados os pertences de Rian Brito de Oliveira Paula, de 25 anos, o neto desaparecido do humorista Chico Anysio (1931-2012).
    Filho de Nizo Neto desapareceu no dia 23

    Filho de Nizo Neto desapareceu no dia 23
    Por volta das 11h45, os parentes do jovem que acompanham as buscas estavam indo até o local para fazer o reconhecimento do corpo.
    Rian está desaparecido desde o último dia 23. No dia 28, foram encontrados os documentos pessoais, um cartão bancário, uma camisa e os chinelos de Rian, na Praia do Paulista, em Quissamã.
    O rapaz, que cursa Produção Musical em uma faculdade particular do Rio, foi levado pela mãe até uma autoescola em São Conrado, na zona sul da capital, por volta das 13h30 do dia 23.
    Às 15h30 ele deveria ligar para ela pedindo que fosse buscá-lo, o que não ocorreu. Os pais telefonaram para o celular do estudante, mas descobriram que o aparelho havia ficado em casa.
    A família comunicou o desaparecimento depois de 24 horas sem ter notícias do paradeiro do rapaz. Rian sacou dinheiro em um shopping no mesmo dia em que sumiu e foi de táxi até a Rodoviária Novo Rio. Ali pegou um ônibus para Quissamã.

    Zika vírus pode infectar pernilongo comum, diz estudo da Fiocruz


    O surto do vírus zika no Brasil pode ter um novo vetor além do mosquito Aedes aegypti, segundo revelação feita ontem por pesquisadores do projeto de vetores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em Pernambuco. De acordo com a cientista Constância Ayres, o vírus foi encontrado ativo na glândula salivar e no intestino do mosquito Culex, o pernilongo comum.
    "Isso significa que o atual vírus conseguiu escapar de algumas barreiras no mosquito e chegou à glândula salivar", explicou a pesquisadora durante o workshop A, B, C, D, E do vírus zika. No encontro, ela apresentou resultados preliminares da investigação que levaram à disseminação do vírus para a glândula salivar do mosquito, por onde aconteceria a transmissão da doença para humanos.
    A conclusão se deu após Constância realizar em laboratório três infecções em aproximadamente 200 mosquitos Culex criados em laboratório em dezembro e em fevereiro. No experimento, a pesquisadora alimentou por sete dias os pernilongos com sangue infectado pelo zika e a conclusão foi que o vírus se manteve ativo. Apesar de parcial, a pesquisa levanta forte hipótese de o Culex também transmitir o vírus da zika.
    "Para concluir isso (em definitivo), só falta identificar em campo a espécie de mosquito infectada com o vírus da zika", ressaltou a bióloga que ingressará com a nova fase da pesquisa, partindo para análise do material de campo que está sendo coletado para chegar a uma conclusão - em seis a oito meses.
    "Nas casas e onde acontecem registros do vírus estão sendo coletados mosquitos das duas espécies. Trazemos esse material para o laboratório e fazemos os testes moleculares para detectar o vírus nessas espécies. Tendo realizada uma grande quantidade de amostras, poderemos ter uma ideia se o Aedes é o vetor exclusivo, se existem outros vetores e qual a importância de cada um na transmissão", afirma.
    A presença do Culex em zonas urbanas do País supera em 20 vezes a incidência do Aedes, conforme os especialistas da Fiocruz. Ele também constituiria uma ameaça maior, por estar disseminado quase em todo o mundo, e por ter facilidade de reprodução em água suja - ao contrário do vetor comum de dengue, zika e chikungunya.
    Cautela
    Apesar do achado, especialistas dizem que o fato de o Culex ser "infectável" não indica obrigatoriamente que ele possa transmitir zika. "O experimento ainda é muito preliminar", disse Margareth Capurro, bióloga do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP).
    O assunto também foi discutido ontem nos Estados Unidos. Em debate sobre o combate à zika realizado na sede da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), em Washington, o coordenador do Centro de Relações Internacionais em Saúde da Fiocruz, Paulo Buss, afirmou que será preciso pesquisar mais para descobrir se o vírus pode ser transmitido pelo Culex.
    >> Veja formas de combater o aedes aegypti e evitar o zika vírus:
    A melhor forma de combater o zika vírus é eliminar o mosquito transmissor da doença: o Aedes aegypti. Ou seja, é preciso acabar com todos os possíveis criadouros do Aedes.. Foto: iStock
    As grávidas, mesmo no verão, devem usar roupas compridas, para que o mosquito Aedes aegypti não entre em contato com a pele. Foto: BBC (arquivo)
    É preciso também evitar se expor a grandes áreas, principalmente lugares com jardins e mato, onde o mosquito pode se proliferar mais.. Foto: Divulgação
    Outra forma eficaz de se prevenir contra o Aedes aegypti é passando o repelente. Aqueles que têm Icaridina e DEET são os mais eficientes.. Foto: iStock
    Além disso, fique esperta com o tempo de duração do repelente. É preciso reaplicar algumas vezes ao dia para não ficar desprotegida. Foto: iStock
    O mosquito costuma picar mais no início da manhã e no fim da tarde, então o ideal é ficar dentro de casa nesses períodos do dia.. Foto: Divulgação/CCBM
    Prefira roupas claras. O Aedes aegypti tem fotofobia, ou seja, aversão à luz, então as roupas claras são as mais indicadas para quem quer evitar a picada do mosquito.. Foto: Getty Images
    Também é importante, com a ajuda de uma esponja, limpar os potinhos de água de seus bichos de estimação duas vezes por semana. O Aedes aegypti pode depositar ovos nas suas laterais. . Foto: iStock
    Instale telas de proteção e mosquiteiros na sua casa, para evitar picadas do Aedes aegypti. Foto: iStock
    Fuja de perfumes fortes: odores mais concentrados atraem o mosquito . Foto: Divulgação
    A melhor forma de combater o zika vírus é eliminar o mosquito transmissor da doença: o Aedes aegypti. Ou seja, é preciso acabar com todos os possíveis criadouros do Aedes.. Foto: iStock
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    "A possível transmissão não está descartada, mas ainda precisa ser provada. É uma das questões que ainda não sabemos responder", ressaltou. "Diversos estudos estão sendo levados adiante e as análises ainda estão sendo reunidas por entomologisatas e outros especialistas", afirmou Buss.
    Balanço
    No mesmo evento, a Opas informou que há 134 mil casos suspeitos de zika no continente e 2.765 confirmados. A organização destaca que, pelo fato de 80% das vítimas serem assintomáticas e ainda existir dificuldade de diagnóstico, esses números não representam o surto. (Colaboraram Fabiana Cambricoli e Fábio de Castro)
    As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.