Web Radio Jesus Cristo Gospel: 2015-10-04

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Cunha fechou contas na Suíça um mês após Lava Jato, diz MP do país

Informação está em documento enviado à Procuradoria Geral da República.

Questionado sobre o assunto, presidente da Câmara não quis comentar.


O Ministério Público da Suíça informou que o presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha(PMDB-RJ) fechou duas de quatro contas bancárias no país em abril do ano passado, um mês depois do início da Operação Lava Jato, que investiga desvio de recursos e corrupção naPetrobras.
As contas eram do banco Julius Baer, que informou às autoridades suíças ter bloqueado US$ 2,4 milhões – cerca de R$ 9,3 milhões – que seriam de Cunha e de familiares dele.
As informações, dos jornais "O Globo" e "Folha de S.Paulo", foram confirmadas pela TV Globo.
Os extratos bancários de Cunha foram enviados pelo Ministério Público da Suíça à Procuradoria Geral da República brasileira nesta quarta-feira (7).
Questionado sobre o assunto nesta quinta-feira (8), Cunha respondeu: "Não sei, não sei, eu não, eu não conheço. Só quando eu for notificado que eu posso falar".
Eduardo Cunha é investigado na Operação Lava Jato e, em agosto, foi denunciado pela Procuradoria Geral da República no Supremo Tribunal Federal (STF) sob a acusação de que teria se beneficiado do esquema de corrupção na Petrobras.
As investigações sobre Cunha começaram em abril na Suíça. Os documentos enviados pelo MP suíço mostram ainda que o presidente da Câmara, investigado na Suíça por suspeita de lavagem de dinheiro e corrupção passiva, utilizou empresas "offshore" para movimentar supostas contas secretas no país europeu.
Empresa offshore é aquela situada no exterior, sujeita a regime legal e tributário diferentes do país de origem. Atualmente, a expressão é aplicada mais especificamente a sociedades constituídas em "paraísos fiscais", com impostos reduzidos ou até mesmo isenção de impostos.
De acordo com a reportagem da "Folha de S.Paulo", as informações fornecidas pelo banco às autoridades suíças apontam que os beneficiários finais das contas secretas são o próprio Cunha, a mulher dele e uma das filhas do deputado. Os investigadores suíços ainda não conseguiram confirmar se as movimentações bancárias eram feitas por Cunha ou por procuradores.
Desde que as informações sobre as contas foram divulgadas, Cunha tem se limitado a dizer que não irá falar sobre o assunto.
Em março, ao depor à CPI da Petrobras, o presidente da Câmara afirmou que possui apenas uma conta, no Brasil, que foi declarada àReceita Federal.
Suposto operador do PMDB no esquema de corrupção que atuava na Petrobras, o engenheiro João Augusto Rezende Henriques afirmou em depoimento à Polícia Federal (PF) que fez uma transferência ao exterior para uma conta do presidente da Câmara dos Deputados.
Em julho, o ex-consultor da Toyo Setal Júlio Camargo afirmou em depoimento à Justiça Federal do Paraná que foi pressionado por Cunha a pagar US$ 10 milhões em propina para que um contrato de navios-sonda da Petrobras fosse viabilizado. Do total do suborno, contou o delator, o peemedebista disse que era "merecedor" de US$ 5 milhões.
Além disso, investigadores da Lava Jato informaram que o lobista Fernando Soares, o Fernando Baiano, também disse em sua delação premiada que o presidente da Câmara recebeu, ao menos, US$ 5 milhões em propinas por contratos de locação dos navios-sonda. Baiano é acusado de ser um dos operadores do PMDB no esquema de corrupção que agia na estatal do petróleo.
Nesta quinta, o PSOL informou que decidiu protocolar uma representação no conselho de ética da Câmara pedindo que o colegiado investigue a suposta quebra de decoro parlamentar de Cunha.
O pedido, segundo os deputados da sigla, terá como base a confirmação oficial, por parte da PGR, de que Cunha mantém contas bancárias secretas na Suíça.

Aqui na Farmácia Central Agora tem Farmácia popular a Farmácia do Povo em Ubatã bahia


ncêndio atinge casas em Valparaíso, no Chile

Bombeiros trabalham para conter o fogo, mas acesso é complicado.

Escritório de Emergência declarou alerta vermelho para o local.


Incêndio atinge casas nesta quinta-feira (8) na cidade de Valparaíso, no Chile (Foto: Reprodução/ Twitter/ Claudio Ayala)Incêndio atinge casas nesta quinta-feira (8) na cidade de Valparaíso, no Chile (Foto: Reprodução/ Twitter/ Claudio Ayala)
Um incêndio em um dos morros que formam a cidade portuária de Valparaíso, no Chile, destruiu, nesta quinta-feira (8), cerca de dez casas e forçou o Órgão Nacional de Emergências (Onemi) a decretar o alerta vermelho na área e a ordenarem o esvaziamento das residências próximas. Ao menos 100 pessoas foram retiradas da região.
O fogo começou por volta das 20h30 locais (mesmo horário de Brasília) no morro Arrayán de Valparaíso, que fica a 120 km a oeste de Santiago.
O local é de difícil acesso devido à inclinação do morro e cerca de 20 unidades dos bombeiros, pessoal de apoio da polícia e equipes de emergência estão lutando contra as chamas em condições precárias, pois, além da dificuldade de acesso, venta bastante no local.
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Incêndio de grandes proporções atinge casas em Valparaíso, no Chile/GNews (Foto: Reprodução GloboNews)Incêndio de grandes proporções atinge casas em Valparaíso, no Chile (Foto: Reprodução / GloboNews)
O prefeito da cidade, Jorge Castro, declarou à rádio "Cooperativa" que uma "grande quantidade de famílias foi afetada". "As casas que foram queimadas são de seis a dez. Vamos esperar para fazer um balanço melhor, assim que a intensidade da fumaça diminuir", afirmou Castro.
"Dez residências foram atingidas por um incêndio estrutural que atinge Cerro Artillería, no cruzamento das ruas Carampangue com General Ortúzar, na cidade de Valparaíso", informou o Onemi em um alerta emitido às 22h.
No final da noite, o comandante dos Bombeiros de Valparaíso, Enzo Gallardo, disse à rádio Cooperativa que o "incêndio está em processo de controle", após provocar ferimentos leves em dois bombeiros voluntários e em três moradores da zona atingida.
Em abril de 2014, Valparaíso foi cenário de um gigantesco incêndio que atingiu 12 bairros da cidade, que é formada por encostas e morros que circundam a baía. Naquele acidente, considerado o maior incêndio urbano da história do Chile, 15 pessoas morreram, 500 ficaram feridas, 12.500 foram afetadas e quase 3 mil casas ficaram destruídas.
Em março passado, um grande incêndio florestal matou uma pessoa e destruiu 600 hectares de vegetação na mesma zona
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37,4% dos deputados da base aliada faltaram às duas sessões de vetos

Dos 321 deputados da base aliada, 120 não foram a nenhuma sessão.

27,4% compareceram a ao menos uma das sessões e 35,2% foram às duas.

Levantamento realizado pelo G1, com base nos registros de presença da Câmara, mostra que 120 (37,4%) dos 321 deputados que, em tese, pertencem à base aliada não compareceram nesta semana a nenhuma das duas sessões do Congresso Nacional destinadas à votação dos vetos às chamadas “pautas-bomba” (projetos que aumentam as despesas do governo). Dos 321 deputados governistas, 113 foram às duas sessões.
Nas duas sessões, houve número suficiente de senadores, mas não houve quórum entre os deputados. O presidente do Congresso, Renan Calheiros (PMDB-AL), chegou a dizer que houve "uma decisão deliberada" da Câmara para não haver quórum.
As sessões de terça (6) e quarta (7) foram as duas primeiras realizadas após a reforma administrativa anunciada pela presidente Dilma Rousseff na última semana.
A reforma destinou ministérios a partidos aliados e teve como principal objetivo assegurar a governabilidade, com a formação de uma nova base de apoio partidário no Congresso, a fim de o governo recompor a maioria parlamentar para conseguir a aprovação de matérias de seu interesse na Câmara e no Senado.
Dono da maior bancada na Câmara (66 parlamentares), o PMDB, principal contemplado com a reforma ministerial, teve 18 deputados que se ausentaram nas duas sessões; 25 que faltaram a pelo menos uma; e 23 compareceram às duas.
O PT, partido da presidente Dilma, teve cinco deputados que não compareceram a nenhuma das duas reuniões conjuntas. Outros 10 não foram a uma das duas sessões e 47 não faltaram a nenhuma sessão
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Foi um choque', diz brasileiro que dirigiu hospital afegão bombardeado

Médico trabalhou em 2013 em Kunduz, onde 22 morreram em ataque. 

Ele conhecia profissionais mortos e falou com sobreviventes após ataque.


Médico Alexandre Santos (ao centro) no hospital no Afeganistão, com roupas típicas que ganhou dos colegas (Foto: Aruqivo Pessoal/Alexandre Santos)Médico Alexandre Santos (ao centro) no hospital no Afeganistão com roupas típicas que ganhou dos colegas (Foto: Aruqivo Pessoal/Alexandre Santos)
O médico brasileiro Alexandre Fonseca Santos acordou no último sábado (3) com um telefonema de uma amiga da África do Sul. Do outro lado da linha, uma notícia chocante: o hospital onde os dois haviam trabalhado, em Kunduz, no Afeganistão, acabara de ser bombardeado.
Alexandre é integrante da organização Médicos Sem Fronteiras e foi diretor médico do hospital afegão em 2013. O trabalho durou cerca de nove meses.
Ao menos doze funcionários e dez pacientes foram mortos e vários outros ainda estão desaparecidos após o bombardeio, que foi realizado por um avião americano. O brasileiro diz que conhecia todos os profissionais que morreram.
“Eles eram meus amigos: o farmacêutico, o guarda, os médicos que morreram. Eram pessoas muito alegres, sempre fazíamos brincadeiras entre nós, eu conhecia a família de alguns", diz. Ele relata que mantinha contato com os amigos que fez lá pela internet e por telefone. "Um deles tinha acabado de se casar. Foi um choque. Senti raiva, tristeza. Foi um luto absoluto. Ficou até dificil dormir.”, conta ele.
Relatos do bombardeio
Médico Alexandre Santos (Foto: Médicos Sem Fronteiras/Divulgação)Médico Alexandre Santos (Foto: Médicos Sem Fronteiras/Divulgação)
Alexandre tem se comunicado com os colegas que sobreviveram ao ataque. Um deles contou que, ao ouvir as bombas, foi para a entrada do hospital e encontrou um dos médicos mortos no saguão, além de pacientes em macas com queimaduras decorrentes das bombas.
O ataque continuava – relatos afirmam que seguiu o bombardeio continuou por 30 minutos mesmo após militares dos EUA e afegãos terem sido informados sobre o ataque. “Ele foi até a UTI e correu para debaixo da antiga farmácia do hospital, que fica no porão. O médico que ficou na UTI morreu queimado junto com os pacientes.
Alexandre diz que ficou em choque. “Me senti impotente. Senti muita tristeza pelas vidas perdidas, pela violência do ato contra pessoas que estavam trabalhando”, diz ele.
Pipas e minas terrestres
Entrada do hospital em Kunduz, em foto do médico Alexandre (Foto: Arquivo Pessoal)Entrada do hospital em Kunduz, em foto do médico Alexandre (Foto: Arquivo Pessoal)
Clínico geral, médico do trabalho e especialista em medicina de desastres, Alexandre trabalha com os Médicos sem Fronteiras desde 2009. Já foi para missões na África do Sul, no Zimbábue e na Síria.
No Afeganistão, trabalhou na área de trauma pela primeira vez. Ele conta que o hospital de Kunduz era novo e bem equipado. Tinha um jardim de rosas na entrada. “Era um hospital referência em trauma na região, que atendia a população indiscriminadamente, era respeitado”, diz.
Era um hospital bem equipado, respeitado, referência em trauma, que atendia a população indiscriminadamente"
Alexandre Fonseca Santos, médico
Segundo ele, os pacientes mais comuns eram vítimas de acidentes de carro e motocicleta. Também vinham crianças vítimas de atropelamento ou de queda dos telhados, onde subiam para empinar pipas, um hobby popular por lá.
Na época, não eram muitos os casos relacionados a conflitos entre o governo e o Talibã. “O que tinha às vezes eram vítimas de explosivos não detonados de guerras anteriores. Às vezes as crianças viam artefatos brilhosos e pegavam para brincar, e na verdade eram minas terrestres que acabavam explodindo”, lembra.
Para o brasileiro, a experiência no Afeganistão foi “inigualável”. “Adquiri muito conhecimento técnico e tive contato com uma cultura rica, um povo humilde e muito amistoso”, diz.
Natural de São Paulo, hoje Alexandre faz mestrado em Brasília. Ele afirma que a tragédia motiva ainda mais ele e os colegas a trabalharem em zonas de conflito.
“É claro que temos medo, nossas famílias também. Mas, apesar dos riscos, o sentimento que vem é vontade de ir lá para ajudar. Agora é que eles estão precisando mais, porque a população ficou desassistida”, completa.
'Erro'
Pessoas são vistas em hospital dos Médicos Sem Fronteiras em Kunduz, no Afeganistão, logo após bombardeio atingir o local neste sábado  (Foto: Divulgação/Médicos Sem Fronteiras )Pessoas são vistas em hospital dos Médicos Sem Fronteiras em Kunduz, no Afeganistão, logo após bombardeio atingir o local neste sábado (Foto: Divulgação/Médicos Sem Fronteiras )
Os Estados Unidos admitiram que foram responsáveis pelo bombardeio ao hospital de Kunduz, feito a pedido de forças afegãs. Eles disseram que o ataque foi um erro. "Nunca apontaríamos intencionalmente contra uma instalação médica protegida", afirmou, no último dia 6, o general John Campbell, principal comandante americano no Afeganistão.
No dia do bombardeio, os MSF afirmaram em nota que todas as partes envolvidas no conflito no país foram informadas sobre a localização precisa de seu hospital e de outras instalações do grupo. Segundo a ONG, o bombardeio representou a maior perda de vidas em um ataque aéreo para a organização.
Todos os funcionários foram retirados do hospital após o ataque. “Nossos pacientes queimaram em seus leitos. (...) Nossos colegas tiveram que realizar cirurgias uns nos outros. Um de nossos médicos morreu numa mesa de cirurgia improvisada – uma mesa de escritório – enquanto seus colegas tentavam salvar a sua vida”, relatou, em um discurso enviado à imprensa, a presidente internacional dos MSF, Joanna Liu.
A organização defende uma investigação “independente e imparcial” do episódio, que considera ter sido um crime de guerra. “Nós não podemos depender apenas de investigações militares internas realizadas pelas forças dos Estados Unidos, da Otan e do Afeganist
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Quarteto de diálogo nacional da Tunísia vence Nobel da Paz 2015

Grupos tiveram ação decisiva para democracia na revolução de 2011.

Protestos populares derrubaram regime de Ben Ali, há 23 anos no poder.


Foto de arquivo mostra o secretário geral da União Geral Tunisiana do Trabalho, Houcine Abassi, durante uma conferência em outubro de 2013 (Foto: Zoubeir Souissi/Reuters)Foto de arquivo mostra o secretário geral da União Geral Tunisiana do Trabalho, Houcine Abassi, durante uma conferência em outubro de 2013 (Foto: Zoubeir Souissi/Reuters)
O quarteto de diálogo nacional da Tunísia ganhou nesta sexta-feira (9) o Prêmio Nobel da Paz de 2015, "por sua decisiva contribuição para a construção de uma democracia pluralista no país durante a revolução de 2011", segundo o comitê que entrega o prêmio.
O quarteto foi formado em 2013, quando o processo de redemocratização do país estava correndo risco de colapsar após assassinatos políticos e protestos se espalharem pelo país.
Ele é composto por quatro organizações: a União Geral Tunisiana do Trabalho (UGTT, um sindicato), a União Tunisiana da Indústria, do Comércio e do Artesanato (Utica, patronato), a Ordem Nacional dos Advogados da Tunísia(ONAT) e a Liga Tunisiana dos Direitos Humanos (LTDH).
Durante o anúncio, o comitê do Nobel afirmou que o quarteto “estabeleceu uma alternativa, um processo político pacífico em um período no qual o país estava à beira de uma guerra civil”, e foi “instrumental ao permitir que a Tunísia, em um espaço de alguns anos, estabelecesse um sistema de governo constitucional.”
Segundo o comitê, sua formação garantiu “direitos fundamentais para toda a população, sem distinção de gênero, convicção política ou religião.”
As organizações representam diferentes setores e valores da sociedade tunisiana. “Com essa base, o quarteto exerceu seu papel de mediador e força motriz para promover o desenvolvimento democrático pacífico na Tunísia com grande autoridade moral”, disse o comitê do Nobel. Por isso, o prêmio foi dado ao quarteto em si, e não às quatro organizações individuais.
As organizações dividirão os 8 milhões de coroas suecas (US$ 963 mil) concedidos pelo prêmio.
Revolução de 2011
A Revolução de Jasmim, como ficou conhecido o processo que atingiu a Tunísia entre 2010 e 2011, levou à queda do presidente Ben Ali, que ocupava o cargo desde 1987.
Ela começou com protestos populares após o suicídio de um vendedor ambulante, contra o regime autoritário do presidente. As manifestações foram reprimidas violentamente, e resultaram na derrubada do regime em 14 de janeiro de 2011.
A primeira revolução do tipo no mundo árabe, pegou emprestado o nome da flor branca perfumada símbolo da Tunísia e da pureza, da doçura de viver e da tolerância. A queda do regime de Ben Ali na Tunísia foi detonador da Primavera Árabe em outros países da região, como Egito, Líbia e Síria.
Em muitos destes outros países, a luta pela democracia e os direitos humanos não se desenvolveu e foi reprimida. Na Tunísia, entretanto, foi possível ver uma transição democrática e uma vibrante sociedade civil que busca o respeito pelos direitos humanos.
Kaci Kullmann Five, presidente do comitê do Nobel, disse esperar que o prêmio “inspire pessoas a verem que é possível trabalhar junto, que movimentos políticos islamistas e seculares conseguiram fazer isso na Tunísia, com a ajuda da sociedade civil, e que isso é do melhor interesses de todas as pessoas”.
Em 2014, os vencedores do Nobel da Paz foram o indiano Kailash Satyarthi e a paquistanesa Malala Yousafzay, "pela sua luta contra a supressão das crianças e jovens e pelo direito de todos à educação"
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PGR diz que Cunha tem contas na Suíça; PSOL pedirá cassação


L informou que vai entrar com um pedido de cassação do mandato do presidente na Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (PMDB-RJ) no Conselho de Ética por quebra de decoro parlamentar.
car (RJ), disse hoje (8) que recebeu da Procuradoria-Geral da República (PGR) a confirmação de que Cunha tem contas na Suíça. O pedido foi feito ao procurador-geral, Rodrigo Janot, na semana passada, após Cunha ter silenciado sobre a existência de contas ao ser questionado por Alencar durante uma sessão da Casa.
“Há uma semana diante das denúncias robustas de que o presidente da Câmara teria contas ou seria beneficiário delas oriundas de transações suspeitas, nós indagamos em Plenário sobre essa questão e, como todos sabem, o presidente não respondeu”, disse Alencar.
Com base nas respostas, a legenda fará uma representação no Conselho de Ética contra Cunha na próxima terça-feira (13). Para o partido, Cunha quebrou o decoro ao afirmar em depoimento à CPI da Petrobras, em março deste ano, que não tinha nenhuma conta bancária no exterior.
“Essa resposta dá para nós (PSOL) o elemento fundante de uma representação no Conselho de Ética e decoro parlamentar em desfavor do Eduardo Cunha”, disse. “Com esse documento formal e com a confirmação de tudo que a imprensa tem produzido nós temos condição de fazer essa representação”.
Segundo Alencar, o partido está preparando uma representação robusta contra Cunha e o PSOL vai convidar outros partidos para endossar a peça, uma vez que, no Conselho de Ética só partidos com representação parlamentar podem entrar com representação.
De acordo com o as informações do MP suíço, Cunha e familiares são titulares de contas na Suíça e que o presidente da Câmara é alvo de investigação do Ministério Público Suíço por suspeita de corrupção e lavagem de dinheiro. “No tempo oportuno, a PGR apresentará ao STF (Supremo Tribunal Federal) suas conclusões sobre o caso, sem estar vinculada a qualquer posicionamento anterior adotado pelo Ministério Público Suíço no âmbito do procedimento local”, diz o documento.
O documento diz ainda que as contas foram bloqueadas pelas autoridades suíças. As informações foram pedidas via Lei de Acesso à Informação. No pedido, o PSOL questionou a PGR sobre informações a respeito da investigação do MP suíço, enviadas ao Brasil, para apurar os crimes atribuídos a Cunha, que tem evitado falar sobre o assunto.
Quando questionado sobre o tema, o presidente da Câmara disse que se manifestará se for notificado. “Se for notificado, quando for notificado, no conteúdo que tiver, meus advogados vão falar”, disse.

Grande Noite de Benção e Poder de Deus no Dia dos Evangélicos na Cidade de Barra do Rocha no dia 30 de Outubro as 19:00 horas


Venha Adorar ao Senhor, e se Alegra no Poder do Espirito Santos.
esta e uma Organização da Associação dos  Pastores Evangélicos e Lideres.
Presidente: Pastor Orlando
Vice-Presidente- Pastor Fabio
Colaboradores
Pastor José carlos
Pastor Lourival de Jesus.
e outros colaboradores

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Senado aprova prorrogação de contratos da Chesf no Nordeste

Os contratos, firmados na década de 70, venceriam em junho deste ano, quando foi publicada a MP

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O plenário do Senado aprovou nesta quarta-feira, 7, a Medida Provisória (MP) 677, que autoriza a prorrogação de contratos da Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf), subsidiária da Eletrobras, para fornecimento de energia com indústrias do Nordeste, classificadas como grandes consumidores até 8 de fevereiro de 2037. A matéria agora segue para a sanção presidencial.
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Os contratos, firmados na década de 70, venceriam em junho deste ano, quando foi publicada a MP. Com o fim dos contratos, essas empresas teriam que comprar energia pelo chamado mercado livre, em que os custos chegam a ser três vezes maiores que os estabelecidos na MP 677. O subsídio será mantido depois de muito lobby das empresas, que ameaçavam fechar fábricas e demitir milhares de trabalhadores caso o benefício não fosse estendido.
A MP 677 também autorizou companhia a participar do Fundo de Energia do Nordeste (FEN), com o objetivo de prover recursos para a implantação de empreendimentos de energia elétrica. Segundo o texto, o FEN será criado e administrado por instituição financeira controlada pela União, direta ou indiretamente, e seus recursos deverão ser investidos em empreendimentos de energia elétrica na seguinte proporção: "no mínimo, cinquenta por cento na Região Nordeste; e até cinquenta por cento nas demais regiões do País, desde que em fontes com preços inferiores aos praticados na Região Nordeste".
Em acerto com o governo, o líder do PMDB no Senado e relator da MP, Eunício Oliveira (PMDB-CE), também estendeu a indústrias do Sudeste e do Centro-Oeste de determinados segmentos com o mesmo benefício, com a criação de outro fundo.
No início do ano, a presidente Dilma Rousseff havia vetado dois artigos da Medida Provisória 656 que ampliavam o prazo desses contratos especiais até 2042. Na ocasião, Dilma justificou o veto alegando que "a proposta teria efeitos lesivos à modicidade tarifária do setor elétrico e à concorrência no setor beneficiado". Além disso, transferiria os riscos hidrológicos e eventuais variações nos custos da geração da energia a outros atores, criando possíveis desequilíbrios no mercado".
Em junho, indústrias eletrointensivas de São Paulo e Minas Gerais já haviam se manifestado afirmando que pediriam isonomia ao governo federal para também terem direito à energia barata e de longo prazo que foi concedida a sete indústrias localizadas no Nordeste por meio da Medida Provisória 677.
Desindexação
O relator da MP também permitiu, por meio de uma emenda, que a dívida em dólares da companhia de energia elétrica de Goiás (Celg) em reais, com a cotação de janeiro de 2015. A equipe econômica tem estudado alternativas para que o reajuste dos contratos de energia elétrica passem a ter como base também a inflação futura projetada, ou seja, uma espécie de desindexação dos contratos.
O líder do DEM no Senado e representante de Goiás, Ronaldo Caiado, protestou contra essa alteração específica. Caiado tentou, sem sucesso, votar em separado a inclusão da Celg. Para ele, a articulação tem por objetivo privatizá-la futuramente. "Esse ajeitamento não está sendo feito para resgatar a Celg. É para envelopá-la para ser vendida", criticou.
A senadora Lúcia Vânia (PSB), também parlamentar goiana, saiu em defesa da mudança. "Essa é uma proposta séria que vem resolver um problema pelo qual passa o Estado de Goiás", afirmou, ao destacar que a emenda, ao contrário do que alegava Caiado, não é de uma matéria "estranha" ao corpo da MP por se tratar de renovação de contratos. Com informações do Estadao Conteudo.

Pedido de impeachment de Bicudo e Reale deve ser arquivado

Segundo o parecer dos técnicos da Câmara, o pedido de Bicudo e Reale é bem elaborado juridicamente, mas não traz documentação comprobatória de que Dilma tenha cometido crime de responsabilidade no exercício do mandato

Em um parecer enviado pela área técnica da Câmara dos Deputados ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), foi concluído que, por não apresentar provas, o pedido de impeachment impetrado por Hélio Bicudo e Miguel Reale Jr. contra a presidente Dilma Rousseff deve ser arquivado.
Segundo o parecer dos técnicos da Câmara, elaborado por dois setores distintos da Casa por ordem de Cunha, o pedido de Bicudo e Reale é bem elaborado juridicamente, mas não traz documentação comprobatória de que Dilma tenha cometido crime de responsabilidade no exercício do mandato.
O pedido de Bicudo e Reale citava o escândalo de corrupção na Petrobras e as chamadas "pedaladas fiscais", manobras do governo para adiar pagamentos e usar bancos públicos para cobrir as dívidas, que serão julgadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU).
Os deputados irão recorrer da decisão de arquivamento do pedido de impeachment ao plenário da Câmara, bastando apenas uma maioria simples dos presentes no plenário para que a decisão de arquivamento seja derrotada.
Segundo reportagem da Folha de S.Paulo, Dilma e seus ministros têm trabalhado intensamente nas últimas semanas para reunir os votos necessários para barrar esse processo.