Web Radio Jesus Cristo Gospel: 2015-06-28

terça-feira, 30 de junho de 2015

Justiça Seja Feita

Gol e Infraero são punidas por cadeirante se arrastar em embarque

Aeroporto de Foz do Iguaçu e Gol não dispunham de stair trac e ambulift.
Gol não comentou autos de infração; Infraero já comprou equipamento.

Cadeirante Katya Hemelrijk da Silva fala sobre dificuldades na hora de viajar de avião (Foto: Fábio Tito/G1)
Cadeirante Katya Hemelrijk da Silva fala sobre
dificuldades para viajar (Foto: Flavio Moraes/G1)
A Gol Linhas Aéreas e a Infraero serão multadas pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) em até R$ 230 mil pelo embarque irregular de uma passageira com deficiência física em um voo entre Foz do Iguaçu, no Paraná, e São Paulo. Cabe recurso.

A coordenadora de comunicação Katya Hemelrijk da Silva, que é cadeirante, precisou se arrastar pelas escadas para poder embarcar em dezembro de 2014. Na época, o relato do incidente feito pela cadeirante em uma rede social chamou a atenção dos internautas. A Infraero disse não ter recebido a notificação da Anac.

Em nota, a Gol afirmou tomar as medidas necessárias para evitar que problemas semelhantes voltem a acontecer, mas disse não comentar autos de infração. 
Os 11 autos foram emitidos com base em descumprimentos da Resolução n° 280/2013 da Anac, que dispõe sobre os procedimentos relativos à acessibilidade de passageiros com necessidade de assistência especial no transporte aéreo.
A Infraero poderá pagar até R$ 80 mil em multas relativas a cinco autos. Enquanto a Gol poderá pagar até R$ 150 mil segundo os seis autos emitidos. A Gol e a Infraero terão 20 dias corridos para apresentar defesa, contados a partir do recebimento dos autos. Os valores a pagar, no entanto, serão definidos após análise das defesas.
De acordo com a Infraero, essa resolução determinava, em 2014, que “os procedimentos de embarque e desembarque eram de responsabilidade das empresas aéreas, podendo a Infraero oferecer suporte de infraestrutura quando necessário”.
A partir de 2015, resolução estabelece que a administração do aeroporto ofereça o equipamento para embarque e desembarque de pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida.
Em nota, a Infraero afirmou que adquiriu 15 ambulifts para os aeroportos da rede. Uma das unidades entrou em operação no início de 2015 no aeroporto de Foz de Iguaçu..
Cadeirante Katya Hemelrijk da Silva fala sobre dificuldades na hora de viajar de avião (Foto: Fábio Tito/G1)Katya disse que não quer indenização, mas
melhora em atendimento (Foto: Flavio Moraes/G1)
Constrangimento
Katya Hemelrijk da Silva falou sobre os problemas nos equipamentos stair trac e ambulift - utilizados para o transporte de deficientes até o interior dos aviões- em sua página no Facebook. Segundo ela, no momento do check-in ela escutou dois funcionários dizendo que a stair trac estava desligada. Na época, o aeroporto não contava com um ambulift.
"Na hora de embarcar, a mulher falou que o gerente queria conversar comigo. Ele me deu três alternativas: ou eles me subiam no braço, ou me levavam na própria cadeira, com dois me carregando, ou eu teria que esperar o próximo voo, que daria tempo de carregar o aparelho", contou. Ela então negou as três.
Com mais de 200 fraturas ao longo da vida, Katya optou por se arrastar pela escada por ser o método mais seguro. "Se fosse para alguém me carregar, seria meu marido, mas mesmo assim não é a solução ideal. A escada estava escorregadia com o sereno. E como eu tenho esse problema dos ‘ossos de vidro’, qualquer forma que me peguem, uma forma mais bruta, acaba me machucando", completou.

Na época, Katya afirmou não ter a intenção de ser indenizada, mas de querer uma melhora no atendimento para os deficientes. "Deixei claro desde o começo que não queria nada deles, que dinheiro, passagem de graça, nada resolve o meu problema. O que eu quero é que eles saibam atender, que precisam melhorar a estrutura", contou.
Katya postou na internet a foto em que aparece sentada na escada da aeronave e fala sobre a dificuldade para embarcar (Foto: Reprodução / Internet)Katya postou na internet a foto em que aparece sentada na escada da aeronave (Foto: Reprodução/Internet)

Tragédia

Menina de dois anos morre após ser atacada por pit bull no quintal de casa

Ataque aconteceu em Santos, no litoral de São Paulo, nesta terça-feira (30).
Cachorro foi encaminhado para clínica veterinária após atacar a menin


Criança foi atacada por pitbull em Santos (Foto: Rafaella Mendes/G1)Criança foi atacada por pit bull e morreu em Santos, no litoral de São Paulo (Foto: Rafaella Mendes/G1)
Uma criança com pouco menos de dois anos morreu após ser atacada por um cachorro da raça pit bull no quintal de casa, em Santos, no litoral de São Paulo. A mãe da vítima, que presenciou o ataque, precisou ser internada em estado de choque e acabou sendo sedada pelos médicos.
Segundo testemunhas, o ataque aconteceu no fim da manhã desta terça-feira (30). Os pais da criança, que tinha um ano e nove meses de vida, haviam se mudado há apenas dois meses para a cidade e alugaram a parte dos fundos do sobrado de um policial, localizado no bairro Macuco.
Vizinhos ouvidos pelo G1 relataram que nunca havia acontecido nenhum tipo de problema envolvendo o cachorro da família, que aparentemente era dócil e ficava solto no quintal. Ao ver a filha sendo atacada, a mãe gritou por socorro e conseguiu levar a filha ainda com vida para o hospital, onde a criança morreu.
Assustado após o ataque, o cachorro fugiu pelo portão e só foi encontrado algum tempo depois. O animal foi encaminhado para uma clínica veterinária e depois, segundo o Boletim de Ocorrência, registrado no 3º Distrito Policial (DP) de Santos, será levado para o Centro de Zoonoses da cidade.

proíbe aplicativo Uber

Câmara de SP aprova projeto que proíbe aplicativo Uber

Taxistas fizeram manifestação e pressionaram pela aprovação.
Projeto ainda precisa passar por uma 2ª votação e sanção do prefeito.



 Câmara Municipal de São Paulo aprovou na noite desta terça-feira (30) o projeto de lei 349/2014, que proíbe o uso de carros particulares cadastrados em aplicativos para transporte remunerado de pessoas. O alvo do projeto é o aplicativo Uber, que conecta motoristas autônomos e usuários em busca de transporte. O projeto precisa ainda passar por uma segunda votação e ser sancionado pelo prefeito Fernando Haddad (PT).
Os vereadores aprovaram o projeto por 48 votos a favor e um contra. De acordo com o projeto do vereador Adilson Amadeu (PTB), a associação entre empresas administradoras desses aplicativos e estabelecimentos comerciais também será proibida. Se a medida entrar em vigor, quem descumprir a regra pagará multa de R$ 1,7 mil, terá o veículo apreendido e poderá sofrer outras sanções.

Por volta das 19h, os vereadores discursavam a favor e contra o projeto no plenário da Câmara. Um grupo de taxistas assistia nas galerias e em telões nos auditórios e no primeiro andar do prédio. Vereadores que se posicionavam a favor dos aplicativos ou por reformas no sistema de táxi eram vaiados pelos manifestantes. Em frente ao prédio da Câmara, dezenas de táxis estacionados interditavam parte do Viaduto Jacareí.

A assessoria da Uber afirma que o serviço continuará funcionando normalmente, uma vez que o projeto de lei ainda não é válido. A Uber diz ainda que começou nesta segunda-feira uma campanha para pedir à população "que compartilhasse sua opinião sobre a Uber com os vereadores de São Paulo". Segundo a empresa, foram mais de 200 mil e-mails enviados.
Em nota, a assessoria do aplicativo informou que "a Uber defende que os usuários têm o direito de escolher o modo que desejam se movimentar pela cidade". Diz também que o modelo de negócio da ferramenta cria oportunidades de geração de renda, enquanto oferece uma opção segura e eficiente de transporte urbano.
 Contra o aplicativo
Taxistas de São Paulo estão mobilizados contra o aplicativo. Em maio, a Justiça de São Paulo derrubou a liminar que determinava a suspensão das atividades do Uber no Brasil sob pena de multa diária de R$ 100 mil. O serviço voltou a ser regular.
A juíza Fernanda Gomes Camacho, da 19ª Vara Cível, reexaminou o pedido de liminar e decidiu pela manutenção do Uber. Para ela, a ação civil pública em si não pode determinar se o aplicativo é regular ou irregular. “Caberia ao sindicato de forma fundada representar ao Ministério Público para que este, se entender pertinente, instaure o competente inquérito civil para apuração da irregularidade do aplicativo.”
A liminar em favor do sindicato de taxistas do estado (Sintetaxi-SP) foi proferida em abril pelo juiz Roberto Luiz Corcioli Filho, da 12ª Vara Cível. Ela determinava também que Google, Apple, Microsoft e Samsung deixassem de fornecer o aplicativo em suas lojas online e que suspendessem "remotamente os aplicativos Uber dos usuários que já o possuam instalado em seus aparelhos celulares".
Taxistas fazem protesto ocupando completamente a via em frente à Câmara Municipal de São Paulo (Foto: Rogerio Cavalheiro/Futura Press/Estadão Conteúdo)Taxistas fazem protesto ocupando completamente a via em frente à Câmara Municipal de São Paulo (Foto: Rogerio Cavalheiro/Futura Press/Estadão Conteúdo)
Protestos
Taxistas de várias cidades do país fizeram uma grande manifestação no início de abril contra o Uber. Na ocasião, a empresa norte-americana afirmou que "os brasileiros devem ter assegurado seu direito de escolha para se movimentar pelas cidades".

EUA

Seis resultados da visita de Dilma aos EUA

Viagem marcou novo capítulo no relacionamento entre o país e o Brasil, com acordos e compromissos em diferentes áreas.


Depois de crise, relações entre Brasil e Estados Unidos entram em novo capítulo, segundo seus presidentes (Foto: AP Photo/Carolyn Kaster)
Depois de crise, relações entre Brasil e Estados Unidos entram em novo capítulo, segundo seus presidentes (Foto: AP Photo/Carolyn Kaster)
A visita que a presidente Dilma Rousseff encerra nesta quarta-feira aos Estados Unidos foi saudada por ambos os países como uma retomada nas relações bilaterais.
Depois de um período de esfriamento, provocado pelas revelações, em 2013, de que Dilma era alvo de espionagem americana, a viagem marcou um novo capítulo no relacionamento entre as duas nações.
"Nosso foco está no futuro", disse o presidente Barack Obama, em entrevista ao lado de Dilma, após reunião na Casa Branca. "Acredito que esta visita marca mais um passo em um novo e mais ambicioso capítulo na relação entre nossos países."
A viagem ocorre em um momento delicado noBrasil, em meio a uma crise econômica e política, e, se a retomada das relações foi o tema principal, outras questões também ganharam destaque. Confira os principais resultados da visita em diferentes áreas.
1) Meio ambiente
Brasil e Estados Unidos se comprometeram a ampliar a participação de fontes renováveis em suas matrizes elétricas. O objetivo é este índice, sem contar a geração hidráulica, chegue a mais de 20% até 2030.
Segundo os dados mais recentes disponíveis, de 2012, atualmente essa participação é de 12,9% nos Estados Unidos e de 7,8% no Brasil, sem incluir hidrelétricas.
Na declaração conjunta, o Brasil também se comprometeu a atingir, até 2030, participação de 28% a 33% de fontes renováveis em sua matriz energética, incluindo biocombustíveis e sem contar a geração hidráulica, além da eliminação do desmatamento ilegal, com a restauração e reflorestamento de 12 milhões de hectares.
2) Comércio
Ambos os governos anunciaram a intenção de assinar um memorando para harmonizar normas técnicas, o que deve facilitar a entrada de produtos brasileiros no mercado americano.
No setor pecuário, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos publicou a chamado "decisão final", um comunicado que reconhece o estatus sanitário do rebanho bovino brasileiro.
Isso potencialmente abre as portas do mercado do país à carne in natura do Brasil, encerrando uma negociação de mais de 15 anos.
3) Concessão de vistos
A tão desejada isenção de visto para turistas brasileiros ainda não foi alcançada.
Mas ambos os governos se comprometeram a tomar as medidas necessárias para que o Brasil entre no programa "Global Entry" até a primeira metade de 2016.
Este programa dispensa viajantes frequentes de entrar em filas ao passar pelos postos de imigração na chegada aos Estados Unidos.
4) Defesa
Dois acordos foram destaque nesta área, um de Cooperação em Defesa e outro de Segurança de Informações Militares, com foco no fluxo de informações, bens, serviços e tecnologias entre ambos os países.
Estes acordos já haviam sido assinados e, nesta semana, foram ratificados pelo Congresso Brasileiro.
5) Previdência Social
A assinatura de um acordo de previdência social vai permitir que cidadãos brasileiros que trabalham nos Estados Unidos (e vice-versa) tenham suas contribuições à previdência reconhecidas em ambos os países, evitando dupla contribuição.
A expectativa é de que empresas dos dois países economizem mais US$ 900 milhões nos primeiros seis anos em que o acordo estiver em vigor.
6) Educação
Brasil e Estados Unidos assinaram um memorando de entendimento para cooperar em educação técnica e profissionalizante, com aumento da colaboração entre instituições educacionais dos dois países.

Maioridade

Maioridade gera protesto na Câmara, e deputado é derrubado em tumulto

Heráclito Fortes (PSB-PI) foi cercado por manifestantes no Anexo 2.
Grupo de estudantes criticava limitação de acesso às galerias do plenário.

 deputado Heráclito Fortes (PSB-PI) foi derrubado nesta terça-feira (30) em um dos acessos ao salão verde da Câmara durante uma manifestação contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz de 18 para 16 anos a maioridade penal em casos de crimes graves. No momento do tumulto, dezenas de estudantes criticavam as limitações de acesso às galerias do plenário da Casa. Siga em tempo real.
Fortes foi cercado pelos manifestantes no saguão do Anexo 2, prédio que tem ligação com o corredor que dá acesso ao plenário principal da Câmara. Policiais legislativos tentaram garantir o acesso do parlamentar do PSB. Porém, em meio à confusão, um dos estudantes o empurrou. O deputado caiu no chão e ficou estirado por alguns segundos, mas, com o auxílio de seguranças, se levantou e cruzou rapidamente a porta que dá acesso ao corredor.
Policiais legislativos chegaram a utilizar spray de pimenta para conter um grupo de manifestantes ligado à União Nacional dos Estudantes (UNE) e à União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes) que tentou forçar a entrada na Câmara pela portaria do Anexo 2. Após o princípio de confronto, a área foi isolada por brigadistas.
Os manifestantes protestavam contra a ordem do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), de controlar mediante distribuição de senhas aos partidos políticos a entrada do público às galerias do plenário. Segundo o peemedebista, as senhas foram entregues de forma proporcional ao tamanho das bancadas. Assim, os blocos partidários com mais deputados ficaram com mais tíquetes de acesso para distribuir.
No dia 22, a ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou aexpedição de um salvo-conduto para garantir a 19 diretores da UNE e da Ubes o direito de acompanhar, na Câmara, as discussões da PEC que reduz para 16 anos a maioridade penal.
Cunha afirmou que a decisão da ministra do STF não obriga a liberação total das galerias do plenário da Câmara e manteve o acesso restrito aos portadores de senha.
Pela proposta dos deputados, jovens entre 16 e 18 anos cumprirão eventuais penas em estabelecimento separado dos maiores de 18 anos e dos adolescentes menores de 16 anos. Para ir ao Senado, a proposta precisa ser aprovada em dois turnos com o voto de, pelo menos, 308 deputados
Com cópias da decisão do STF em mãos, dirigentes da UNE que conseguiram acessar o Salão Verde tentaram pressionar a direção da Câmara com gritos e palavras de ordem, como "Ô, Cunha, presta atenção, tem liminar do STF", e "A casa é do povo".
Vários integrantes do protesto portavam senhas de acesso, mas os seguranças avisaram que eles serão autorizados a entrar depois que se organizarem. O objetivo é evitar tumultos como os ocorridos nas reuniões da comissão especial que elaborou e aprovou a PEC da maioridade penal.
"Temos decisão do Supremo autorizando a entrada de 60 integrantes da UNE e da UBES, mas estamos sendo barrados em todos os locais com segurança", disse o diretor de comunicação da UNE, Mateus Weber.
Defensores da PEC que reduz a maioridade penal também receberam senhas entregues por parlamentares. Os grupos a favor e contra a redução chegaram a bater-boca ao longo da tarde, porém, não houve confronto.
Duas mulheres que usavam camisas com mensagens em defesa da PEC foram cercadas por estudantes quando caminhavam em direção às galerias do plenário.
"Burguesas! Seu filho vai para a cadeia", gritaram os estudantes que participavam do protesto. Em tom irônico, as duas mulheres mandaram beijos aos manifestantes e bateram palmas.
Pressão
No último fim de semana, centenas de manifestantes acamparam na Esplanada dos Ministérios para pressionar os deputados federais a rejeitarem a redução da maioridade penal. Os estudantes permaneceram nos gramados do trecho que concentra os ministérios até esta terça-feira.
Além do acampamento de frente para o Congresso Nacional, outro grupo de manifestantes se concentrou na manhã desta terça em frente ao Museu Nacional com um trio elétrico. Eles marcharam em direção ao Congresso. As seis faixas da Esplanada chegaram a ser fechadas por cerca de 20 minutos.
Em meio ao protesto, o ministro da Cultura, Juca Ferreira, declarou apoio aos estudantescontrários à redução da maioridade penal. Ao G1, Ferreira disse ser “absolutamente” contra a PEC que deverá ser votada nesta terça pela Câmara dos Deputados.

Ideologia de Gênero: A ambiguidade que contraria a natureza da criação

Roberto de Lucena - É animador saber que grande parte da sociedade tem posicionado firmemente contra esta proposta, que atenta contra um direito exclusivo das famílias.
Fonte: Guiame, Roberto de Lucena
Roberto de Lucena é pastor da Igreja O Brasil para Cristo, deputado federal licenciado, Secretário de Turismo do Estado de São Paulo e da Frente Parlamentar Mista para Refugiados e Ajuda Humanitária.
Nos últimos dias, temos visto parlamentares, pastores, famílias, psicólogos e até mesmo educadores - cristãos ou não - dando suas opiniões sobre a popularmente chamada 'ideologia de gênero' e sua inclusão nas escolas do país.
Em seu texto, ela apresenta conceitos um tanto ambíguos sobre questões ligadas à sexualidade e afirma que tem o objetivo de 'orientar' as instituições educacionais - inclusive de ensino fundamental - com relação a como se deve abordar o assunto com os alunos.
A ambiguidade a que me refiro encontra-se em trechos da proposta, que afirmam que a 'identidade sexual' da criança deve ser desenvolvida por ela mesma, apesar de já te-la definida desde sua formação, no ventre de sua mãe. Em suma: 'caberia à criança decidir se ela quer ser homem, mulher ou de qualquer outro gênero'.
A proposta que já havia sido derrubada em uma votação na Comissão Especial da Câmara dos Deputados, em abril de 2014 voltou agora em 2015, integrando os Planos Municipais de Educação (PMEs), em todo o país.
Apesar de haver um apoio de diversos movimentos a esta 'ideologia', é animador saber que grande parte da sociedade tem posicionado firmemente contra esta proposta, que atenta contra um direito exclusivo das famílias. Vemos o que tem acontecido em estados como São Paulo e Paraná, onde já decidiu-se em votação que o termo 'gênero' deve ser retirado dos (PMEs), o que significa que as escolas não poderão interferir no conceito de sexualidade aprendido pelas crianças.
Vale lembrar também que, além do absurdo de invadir o direito dos pais de educar seus próprios filhos com relação a temas como sexualidade, transferir à criança, o direito de decidir por ela mesma sobre 'qual gênero deveria seguir', seria o mesmo que desprezar a natureza da criação.
Creio que não vamos encontrar conceito mais claro e atual sobre este assunto que os próprios ensinamentos bíblicos (Gn. 1:27). O desenvolvimento da própria humanidade depende da união física entre homem e mulher. Faz-se claro que este 'conceito' instalado pela 'ideologia de gênero' é fruto de uma constante insatisfação humana, que se baseia em valores efêmeros, sem qualquer base sólida.
Encorajo a todas as famílias, aos psicólogos e educadores que acompanhem as notícias sobre o andamento desta proposta nas câmaras municipais e se posicionem com relação ao assunto, exigindo que o direito de ensinar valores e princípios aos seus filhos não seja violado por um projeto como este, que quer invadir os nossos lares de forma tão agressiva.
*Roberto de Lucena é pastor da Igreja O Brasil para Cristo, deputado federal licenciado, Secretário de Turismo do Estado de São Paulo e da Frente Parlamentar Mista para Refugiados e Ajuda Humanitária.