Web Radio Jesus Cristo Gospel: 2015-03-22

quarta-feira, 25 de março de 2015

Aprovada lei que dá à mãe o direito de registrar filho recém-nascido

Aprovada lei que dá à mãe o direito de registrar filho recém-nascido

Antes as mães precisavam esperar 15 dias para fazer o registro.
Texto ainda espera sanção presidencial para entrar em vigor.

Atualmente cabe ao pai providenciar o registro das crianças. A mãe deve cumprir a tarefa quando o pai é desconhecido ou quando não puder ser encontrado. Mas ela tem que esperar 15 dias para registrar o filho. As primeiras duas semanas são o prazo para o pai reconhecer o filho.
A lei de registros públicos em vigor é de 1973, e se baseia no Código Civil de 1916, quando prevalecia o pátrio poder. Quer dizer, o pai era o chefe da família. Mas o Código Civil de 2002 diz que o casal tem o poder igual. Nesse sentido, o Senado aprovou uma lei que dá à mãe o direito de registrar a criança assim que ela nasce.
“A mãe tinha que esperar esses 15 dias, se o pai não providenciasse o registro, ou se ela de fato não soubesse quem é esse pai ou não soubesse onde ele estava. Então a criança ficava 15 dias sem ter direito. Hoje a mãe e o pai vão poder registrar em igualdade de direitos”, diz a defensora pública Ana Paula Meireles Lewin.
“O documento é o que dá o nome a essa criança, que vai garantir os direitos. Ela deixa de ser um simples nasceaturo por ser um sujeito de direitos. Garantir qualquer direito fundamental que uma pessoa tem”, diz Ana Paula.
O texto ainda espera sanção presidencial para entrar em vigor em todo o país. Mas em São Paulo, as mães já conseguem fazer o registro logo nos primeiros dias depois de dar à luz.
Isso porque os cartórios do estado seguem uma orientação da Corregedoria Geral de Justiça de São Paulo que estabelece que a obrigação de fazer a declaração de nascimento é do pai e da mãe.
A analista Paula Renata Pereira Vinha vai registrar o filho Miguel sozinha e já vai sair da maternidade com a certidão de nascimento dele.
“Vou registrar ele sozinha e sair daqui com ele registrado. É bem importante, não tem que esperar 15 dias para poder registrar, esperar saber se o pai vai querer ou não registrar, então agora é bem mais prático. Já saio daqui com o registro na mão e pronto. Dá bastante tranquilidade porque antigamente demorava para poder pegar o registro e agora está bem mais prático, mais sossegado até pra gente”.

Serra Grande (BA) tem praias paradisíacas e cachoeiras escondidas

Serra Grande (BA) tem praias paradisíacas e cachoeiras escondidas

Destino fica no litoral sul da Bahia, a 420 km de Salvador.
A principal rota para chegar ao local é um imenso corredor verde, a BA-001.

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Um dos pontos turísticos mais visitados do sul da Bahia fica em Serra Grande, na cidade deUruçuca, a 420 quilômetros de Salvador, entre as badaladas praias de Ilhéus e Itacaré. Por lá, o verão tem céu azul e sol forte, com temperatura ultrapassando os 30ºC.
 
A principal rota para chegar à Serra Grande é um imenso corredor verde, a BA-001. Chegando na cidade, do mirante, se tem um visual fantástico, dá para ver as praias de Pé de Serra e Sargi e o litoral norte de Ilhéus.
Os mais aventureiros podem apreciar a vista de outro ângulo, em um voo inesquecível: do alto da serra é possível saltar de parapente. O voo duplo de instrução custa R$ 200.
Outra opção é visitar a Praia do Pé de Serra. O nome já diz onde ela fica. Logo depois, tem a Praia do Sargi, onde o turista também encontra areia fina, boas ondas e restaurantes.
 
“Ao chegar aqui nesse lugar maravilhoso e lindo por naturezas, com muita mata, muito verde, eu prometi que um dia eu ainda ia morar aqui e essa promessa foi cumprida", conta o empresário Dimitri Viana.
 
Para chegar a uma das belas praias, o visitante precisa encarar uma trilha de aproximadamente 20 minutos. O esforço vale a pena e parece uma praia particular.
 
Depois da praia, há a opção de um banho de água doce para refrescar. A vila de Serra Grande é cortada pelo Rio Pancadinha, uma fonte inesgotável de lazer. Ainda em Serra Grande, só que em uma fazenda, a cerca de três quilômetros da vila, fica uma outra maravilha em meio à Mata Atlântica: a Cachoeira do Tijuípe. São quatro metros de altura e 15 metros de largura.
Com a ajuda de uma corda, os visitantes conseguem resistir à correnteza e chegam até a cachoeira para tomar uma massagem natural. “Tira a gente do stress da cidade grande e nos remete a este paraíso natural”, relata o turista Adilson Pereira.
 
Um pouco mais acima, o Rio Tijuípe é mais calmo e cristalino. A luz do sol penetra na água e revela o tom dourado no fundo. O turista pode navegar pelo leito de caiaque, pagando R$ 5 por pessoa.

Escutas mostram que tráfico interferiu no sorteio dos beneficiados pelo ‘Minha casa, minha vida’ na Cidade de Deus

Escutas mostram que tráfico interferiu no sorteio 


dos beneficiados pelo ‘Minha casa, minha vida’ 


na Cidade de Deus

Inscrição assinada pelo tráfico pode ser vista em todos os prédios do 'Minha casa, minha vida' na Cidade de Deus
Inscrição assinada pelo tráfico pode ser vista em todos os prédios do 'Minha casa, minha vida' na Cidade de Deus Foto: Rafael Soares / Soares
Luã Marinatto e Rafael Soares
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Na Cidade de Deus, Zona Oeste do Rio, a construção de quase mil apartamentos do programa “Minha casa, minha vida” tinha como objetivo, segundo o governo do estado, a realocação de famílias que viviam “em áreas de risco e condições insalubres”. O sorteio, no entanto, pode ter beneficiado o crime. Segundo uma investigação da Polícia Civil, bandidos interferiram na escolha dos agraciados. No quarto capítulo da série “Minha casa, minha sina”, o EXTRA mostra diferentes formas de influência exercidas pelo tráfico de drogas na vida dos moradores.
Numa escuta feita pela 32ª DP (Taquara), uma mulher, identificada pela polícia como “uma das pessoas responsáveis pela triagem dos beneficiados” pelo projeto na Cidade de Deus, convence um gerente do tráfico da favela a cadastrar uma pessoa morta entre os postulantes a um apartamento no Residencial Itamar Franco. A ligação, gravada em 18 de julho do ano passado, faz parte de um inquérito que culminou com a prisão de dez traficantes em janeiro deste ano.


“Você tinha que pegar o nome dela que já tá pronto (...) e, depois que tiver morando, trocar pro nome dele”, diz a mulher. Segundo funcionárias da 23ª Região Administrativa da prefeitura que trabalham na Cidade de Deus, o cadastro foi feito por associações de moradores da favela. O governo do estado entregou as unidades.
“Mas não daria problema não?”, responde Deilson Ribeiro da Silva, o Deidei, preso desde 21 de agosto de 2014 na Penitenciária Gabriel Ferreira Castilho, em Bangu. “Não dá problema não, eu falei com sua cunhada que depois eu quero mostrar o óbito e transferir, entendeu?”, argumenta a mulher.
Ao fim do inquérito, Deidei foi denunciado pelo promotor Eduardo Paes Fernandes como o “responsável pela ingerência do tráfico no ‘Minha casa, minha vida’”. A mulher não foi identificada, e as investigações sobre a fraude no cadastro não avançaram. Um morador, entretanto, procurou a 32ª DP no ano passado para denunciar que “pessoas da associação de moradores, a mando de traficantes, estão cobrando o valor de R$5 mil para moradores conseguirem o benefício”.
Deidei: segundo MP, ele fraudou sorteio do
Deidei: segundo MP, ele fraudou sorteio do "Minha casa, minha vida" Foto: Reprodução
A Cidade de Deus tem uma UPP desde fevereiro de 2009. A presença do crime no Itamar Franco, contudo, não é discreta. Em todos os prédios, há uma inscrição assinada pela facção que controla o tráfico no Caratê, localidade mais conflagrada da favela: “Quem for pego roubando vai morrer”.
— A venda de drogas acontece nas garagens. Quando a polícia chega, os bandidos fogem para os condomínios — diz Francisco*, dono de um imóvel no conjunto.
Confira a nota da Coordenadoria de Polícia Pacificadora:
O policiamento nessas comunidades é planejado a partir de informações do Setor de Inteligência da Coordenadoria de Polícia Pacificadora (CPP), Disque-Denúncia e também com base nas manchas criminais de cada região. Além do policiamento diário, operações são planejadas estrategicamente, inclusive com o apoio do Comando de Operações Especiais (COE).
Os comandos das Unidades de Polícia Pacificadoras (UPPs) citados não foram informados oficialmente sobre denúncias de tráfico de drogas nessas comunidades. No entanto, ações já estão planejadas nessas áreas em parceria com a Polícia Civil.
As UPPs possuem um canal para receber denúncias, que é a "Ouvidoria Paz com Voz". O telefone para contato é o 2334-7599 ou pelo sitewww.ouvidoriaupp.com.br. Os dados também podem ser repassados para o Disque-Denúncia (2253-1177). O anonimato, em todos os canais, é garantido.
‘Minha casa, minha sina’
Após três meses de apuração, o EXTRA constatou que todos, absolutamente todos, os 64 condomínios do “Minha casa, minha vida” destinados aos beneficiários mais pobres — a chamada faixa 1 de financiamento — no município do Rio são alvo da ação de grupos criminosos. Neles, moram 18.834 famílias submetidas a situações como expulsões, reuniões de condomínio feitas por bandidos, bocas de fumo em apartamentos, interferência do tráfico no sorteio dos novos moradores, espancamentos e homicídios.
Mais de 200 pessoas foram ouvidas, entre moradores, síndicos, policiais civis e militares, promotores, funcionários públicos e terceirizados, pesquisadores e autoridades. Além disso, foram analisados documentos da Polícia Civil, do Ministério Público, da Secretaria de Habitação, do Disque-Denúncia, da Caixa Econômica e do Ministério das Cidades, parte deles obtidos por meio da Lei de Acesso à Informação. O material deu origem à série “Minha casa, minha sina”.


Britânicos se mobilizam para ajudar menino com Síndrome de Down refugiado da Síria


Ahmed Abdel Karim tem cinco anos e é refugiado da guerra da Síria
Ahmed Abdel Karim tem cinco anos e é refugiado da guerra da Síria 
Extra
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Ser um refugiado de guerra já é uma situação difícil, mas a vida do pequeno Ahmed Abdel Karim, de cinco anos, tem desafios ainda maiores. Quando nasceu, a mãe decidiu que não ficaria com o pequeno, diagnosticado com Síndrome de Down. Médicos e enfermeiras receberam proprina para trocar o bebê, e o menino foi parar sob os cuidados da mulher que teve o filho verdadeiro roubado. Agora ele vive num campo de refugiados no Líbano, fugido da guerra da Síria.
O Culture Device Dance Project, em Londres, na Inglaterra, que trabalha com bailarinos portadores da Síndrome de Down, está arrecadando dinheiro, pela internet, para ajudá-lo a ter uma vida melhor. Um voluntário do centro está no campo de refugiados, e afirma que garantirá que o dinheiro seja usado para ajudar Ahmed Abdel Karim a ficar seguro e com saúde.
A meta inicial dos voluntários é conseguir 4 mil libras (aproximadamente R$ 20 mil), e quase metade do valor já foi arrecadado. Segundo o site criado para receber essas doações, o dinheiro servirá para alimentar e vestir o menino, e também para enviá-lo para uma escola especial. “A principal coisa agora é arrecadar fundos suficientes para mantê-lo seguro e sob uma rigorosa vigilância médica. Por favor, dê o máximo que puder para que possamos garantir que o menino receba um tratamento de emergência e fique longe do perigo”, escreveram os responsáveis pelas doações.
A voluntária Lynn Tabbara contou ao jornal inglês “Telegraph” que encontrou o menino há dez dias num acampamento localizado a 90 minutos ao norte de Beirute, capital do Líbano. “Ele tem febres e convulsões regulares e precisa de cuidados médicos urgentes”, contou. Ela também explicou que o menino foi dado a uma mulher, Halbiya Ali, cujo filho verdadeiro foi roubado durante o parto.
O diretor do centro de dança que está engajado nas doações, Daniel Vais, contou que os bailarinos desejam levá-lo a um especialista, e dar condições melhores de vida. “Nós sabemos que seu passado é trágico, mas estamos mais preocupados com o futuro de Ahmed. Ele precisa ser cuidado por especialistas que entendem a síndrome de Down e as condições associadas a ela”, disse ao “Telegraph”.


Câmara aprova aplicação imediata de lei das dívidas estaduais e municipais

Câmara aprova aplicação imediata de lei das dívidas estaduais e municipais

Lei reduz juros das dívidas de estados e municípios com o governo federal.
Projeto dá 30 dias para contratos serem renegociados. Governo é contra.

Câmara dos Deputados aprovou na noite desta terça-feira, por 389 votos a favor e duas abstenções, projeto que permite a aplicação da lei da renegociação das dívidas de estados e municípios sem necessidade de regulamentação. A proposta, que sofre resistência do Palácio do Planalto, terá agora de ser votada no Senado.
No ano passado, o Congresso Nacional aprovou projeto de lei que permite ao Executivo federal aplicar um novo indexador aos contratos assinados pela União na década de 1990 que renegociaram as dívidas de estados e municípios. Com isso, o governo federal poderia, por meio de contratos aditivos, definir um índice mais favorável para estados e municípios do que o atualmente em vigor.

A lei, sancionada pela presidente Dilma Rousseff, mas ainda não regulamentada, prevê que as dívidas estaduais e municipais possam ser corrigidas pela taxa Selic ou pelo IPCA – o que for menor – mais 4% ao ano. Atualmente, os débitos de prefeituras e governos estaduais com a União são corrigidos pelo IGP-DI mais 6% a 9% ao ano, índice mais oneroso.
O texto do projeto aprovado pelos deputados estabelece prazo de 30 dias para o governo federal aplicar os novos indexadores aos contratos aditivos, a partir da manifestação do devedor.
A decisão da Câmara nesta terça contraria o interesse do governo. A presidente Dilma Rousseff afirmou que não há "espaço fiscal"para que as dívidas de estados e municípios sejam renegociadas neste momento.

“O governo federal não pode dizer para vocês – o que seria uma forma absolutamente inconsequente da nossa parte – que nós temos espaço fiscal para resolver este problema [da renegociação da dívida]. Mas nós estamos dentro da lei, procurando resolver esta questão com acordo com os estados, até porque isso é um problema momentâneo, e com todos estes estados nós temos uma parceria estratégica”, disse a presidente nesta terça.
A insatisfação com o governo federal em relação à renegociação da dívida levou nesta terça o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PMDB), aliado da presidente, a ingressar na Justiçacom uma ação para assegurar a aplicação à dívida do município com a União dos termos da lei sancionada no ano passado por Dilma.

"O Tesouro Nacional e o Ministério da Fazenda têm que entender que essa lei foi sancionada sem vetos pela presidenta da República e não podem achar que têm o direito de não cumprir a lei. O que eu espero neste momento do governo é o cumprimento da lei", afirmou o prefeito.
'Imediata aplicação'
Na justificativa do projeto aprovado nesta terça pela Câmara, o autor da proposta, deputado Leonardo Picciani (PMDB-RJ), líder do PMDB na Casa, afirmou que a lei aprovada no ano passado é um “diploma legal de imediata aplicação” que, portanto, “independe de regulamentação”.
“A União não tem cumprido a citada norma legal. Em consequência, os demais entes federados têm recorrido ao Poder Judiciário para pleitear seus direitos. Por oportuno, entendo que a aprovação da proposta evitará inúmeras demandas judiciais e consistirá em importante contribuição para o país”, diz a justificativa.

Avião com 150 pessoas cai na França

Arte completa - mapa da queda, raio-x do avião Airbus A320 e altitude (Foto: Arte/G1)
Pessoas chorando chegam ao aeroporto de Düsseldorf, na Alemanha. Um avião da companhia Germanwings com destino à Düsseldorf caiu no sul da França com 150 pessoas a bordo (Foto: Frank Augstein/AP)
Um avião Airbus da companhia Germanwings, empresa da Lufthansa, caiu no sul da França nesta terça-feira (24). A aeronave ia de Barcelona, na Espanha, para Düsseldorf, na Alemanha, segundo autoridades aéreas. O voo 4U9525 viajava com 150 pessoas a bordo – 144 passageiros, dois pilotos e quatro tripulantes.
O QUE SE SABE ATÉ AGORA:
– Um avião Airbus A320, da companhia Germanwings, caiu na manhã desta terça-feira (24), no sul da França;
– O voo 4U9525 fazia a rota Barcelona, na Espanha, a Düsseldorf, na Alemanha;
– O avião decolou com meia hora de atraso, mas a companhia ainda não sabe informar o motivo;
– A aeronave levava 144 passageiros, 2 pilotos e 4 tripulantes;
– Não há sobreviventes, disse o governo francês;
– A aeronave descolou às 9h55 locais (5h55 de Brasília);
– Segundo a empresa, a queda durou oito minutos;
– Destroços foram localizados em uma região de 2 mil metros de altitude;
– Segundo o ministro do Interior francês, uma caixa-preta do avião foi encontrada;
– A Direção Geral de Aviação Civil da França negou que um pedido de socorro teria sido emitido pelo avião antes da queda;
– A aeronave passou por manutenção de rotina um dia antes do acidente;
– Ainda não se sabe o que causou o desastre.
Logo após a notícia do acidente, o Ministério do Interior francês informou que destroços foram localizados em uma região de 2 mil metros de altitude, segundo a agência Associated Press.
Um helicóptero que pousou no local constatou que não havia sobreviventes, disse o primeiro-ministro da França, Manuel Valls, segundo a agência France Presse.
Pouco antes da confirmação, o presidente francês, François Hollande, já havia comentado que eram poucas as chances de ter sobreviventes.
“Havia 148 pessoas a bordo [número posteriormente confirmado para 150] e as condições do acidente, que ainda precisam ser determinadas com precisão, sugerem que não haveria sobreviventes”, disse Hollande.
Em seu perfil do Twitter, o presidente da França expressou "solidariedade às famílias das vítimas" e disse que a queda do avião é uma "tragédia".
Atraso
O voo decolou de Barcelona com 30 minutos de atraso. Questionada sobre o motivo, a vice-presidente da Lufthansa, Heike Birlenbach, disse ainda não ter informação a respeito.
Em entrevista coletiva, uma porta-voz da companhia disse que, a princípio, a empresa não pode dar nenhum motivo para a queda e que não irá comentar especulações sobre a tragédia.

A Germawings afirmou que o piloto voava pela empresa havia dez anos e que o avião foi verificado por técnicos, em uma manutenção de rotina, um dia antes do voo.
O ministro de Interior francês, Bernard Cazeneuve, confirmou ao jornal "Le Figaro" que uma das caixas-pretas do avião foi encontrada. Esse instrumento registra as informações do voo e pode dar indicações sobre a causa do acidente.
"A caixa-preta estará sujeita a uso imediato nas próximas horas para permitir que a investigação se mova rapidamente", disse Cazeneuve. "Foram tomadas medidas para garantir a segurança na zona de queda para a investigação a ser realizada nas melhores condições”.
Buscas
Segundo o ministro do Interior francês, 300 bombeiros, 300 policiais, dez helicópteros militares e aviões participam das buscas pelos destroços e vítimas.
Segundo o jornal francês "L'Express", os trabalhos foram suspensos ao anoitecer, por volta das 20h locais (16h em Brasília).
Serviços de emergêcia da França são vistos em Seyne, no sudeste do país, perto do local onde um Airbus A320 da companhia alemã Germanwings caiu com 150 pessoas a bordo (Foto: Boris Horvat/AFP)Equipes de resgate perto do local onde o avisão caiu, em Seyne, no sul da França (Foto: Boris Horvat/AFP)
A investigação e as buscas serão retomadas entre 5h30 e 6h desta quarta (25), e a Germanwings disse que até lá não divulgará novas informações sobre o acidente.
Cinco policiais vão passar a noite no local do acidente. Na quarta, 10 médicos forenses e representantes de três associações de ajuda às vítimas estarão no local. Peritos de Paris também estão a caminho para fazer a identificação dos corpos.
Pelo que se sabe até agora, estariam entre as vítimas 67 alemães, 45 espanhóis, dois marroquinos, dois colombianos, dois australianos, uma holandesa, um belga e um número não confirmado de turcos. Não haveria franceses. Ainda não foi divulgada a lista dos passageiros que embarcaram.
O baixo-barítono Oleg Bryjak e o contralto Maria Radner, que se apresentaram no teatro Liceu em Barcelona, estariam entre as vítimas da queda do avião da Germanwings (Foto: Reprodução/ Twitter/ Gran Teatre Liceu)Os cantores líricos Oleg Bryjak e Maria Radner
estariam no avião que caiu
(Foto: Reprodução/ Twitter/ Gran Teatre Liceu)
Vítimas
Mesmo sem a lista, já foram identificadasalgumas pessoas que estariam no avião.
O diretor da escola Joseph-Koenig, que fica na cidade alemã de Haltern am See, confirmou que 16 estudantes e dois professores da instituição estavam a bordo da aeronave que caiu.
“Nesta manhã, os nossos alunos voltavam de Barcelona depois de um intercâmbio com estudantes espanhóis", disse.
A Ópera de Düsseldorf anunciou que o baixo-barítono Oleg Bryjak é uma das vítimas do acidente, de acordo com a agência Associated Press.
No Twitter, o teatro Liceu de Barcelona lamentou a morte de Bryjak e de Maria Radner, também cantora lírica, que se apresentaram no local. Segundo o jornal espanhol "El Mundo", Maria estaria com o marido e o filho bebê.
Além do filho de Maria, estava no avião mais uma criança de colo, acompanhada da mãe espanhola. Outra vítima espanhola é Ariadna Falguera, mulher do chefe de gabinete do presidente do partido catalão ERC, Oriol Junqueras. O partido divulgou no Twitter: "Entre os passageiros do voo Bcn-Düsseldorf estava Ariadna, companheira do ERC. Todo o nosso carinho e solidariedade à família e aos amigos".
De acordo com o governo brasileiro, até o momento não há informações da presença de nenhum brasileiro no avião. O Itamaraty diz que o consulado brasileiro em Barcelona  está checando a lista de passageiros com as autoridades europeias.
As famílias das vítimas estão sendo recebidas nos aeroportos de Barcelona e Dürsseldorf.
Sinal de alerta
A Germanwings disse que a queda do avião durou oito minutos. A Direção Geral de Aviação Civil da França negou uma informação divulgada no início da manhã, de que o avião teria emitido um sinal de emergência.
Destroço que parece ser parte da lateral do Airbus acidentado é vista em encosta nos Alpes Franceses (Foto: Denis Bois/Gripmedia/AFP)Imagem do que seria um destroço do avião no local
da queda (Foto: Denis Bois/Gripmedia/AFP)
Segundo o órgão, foi o controle de tráfego aéreo que decidiu emitir o sinal porque perdeu o contato com a tripulação e o avião.
"A aeronave não emitiu um sinal de emergência, mas foi uma combinação da perda do contato de rádio e a variação da altura do avião que levou o controlador a implementar a fase de emergência", disse o porta-voz da autoridade francesa.
O Secretário de Estado dos Transportes francês, Alain Vidal, havia divulgado a informação de que “houve um pedido de socorro registrado às 10h47. Esse sinal de socorro mostrou que a aeronave estava a 5 mil pés, em uma situação anormal”. Vidal havia dito que o acidente ocorreu pouco após este sinal.
Ao "Le Figaro", ele falou que o avião caiu nas montanhas de Estrop, uma área coberta de neve e inacessível por terra. Segundo ele, as condições meteorológicas não eram particularmente ruins no momento do acidente.
Familiares de vítimas do acidente com o voo 4U9525, da companhia alemã Germanwings, chegam ao aeroporto El Prat, em Barcelona, na Espanha (Foto: Albert Gea/Reuters)Familiares de vítimas do acidente chegam ao aeroporto El Prat, em Barcelona (Foto: Albert Gea/Reuters)
Luto
O presidente da França expressou apoio à chanceler alemã, Angela Merkel, em uma ligação telefônica depois da notícia da queda do avião, informou o palácio do Eliseu. Merkel disse, em pronunciamento, que Alemanha, Espanha e França estão em luto profundo pelas vítimas do acidente. 
A chanceler disse ainda que os três países vão trabalhar em conjunto para descobrir as causas do desastre e que irá ao local do acidente nesta quarta. Irão com ela Hollande e o presidente de governo da Espanha, Mariano Rajoy.
A vice-presidente de governo da Espanha, Soraya Sáenz de Santamaría, disse que o país decretou luto oficial de três dias a partir da meia-noite e que os órgãos públicos farão um minuto de silêncio pelas vítimas do acidente ao meio-dia desta quarta.
O Papa Francisco e o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, também prestaram suas condolências às famílias dos mortos no acidente. A Germanwings mudou a cor do logo de seu perfil no Twitter para preto, em uma demonstração de luto.
Pessoas colocam velas em homenagem aos estudantes da escola Joseph-Koenig em Haltern, oeste da Alemanha, que morreram no acidente aéreo na França (Foto: Sascha Schuermann/AFP)Pessoas colocam velas em homenagem aos estudantes da escola Joseph-Koenig em Haltern, na Alemanha, que morreram no acidente aéreo na França (Foto: Sascha Schuermann/AFP)
Carsten Spohr, presidente da Lufthansa, postou uma mensagem em seu perfil do Twitter, dizendo: "Não sabemos ainda o que aconteceu com o voo 4U9525. Meus profundos sentimentos para os familiares e amigos de nossos passageiros e tripulantes. Se nossos medos forem confirmados, será um dia obscuro para a Lufthansa. Esperamos encontrar sobreviventes."
A queda
Segundo o jornal francês "Le Monde", a aeronave desapareceu dos radares por volta das 10h53 locais. Segundo o site que monitora o sistema aéreo Flightradar, o avião decolou 9h55 de Barcelona, horário local (5h55 de Brasília).
De acordo com o site da Airbus, a capacidade máxima da aeronave é de 180 passageiros. A empresa disse em sua página no Facebook que está ciente dos relatos da queda de um avião fabricado pela companhia e informou que todos os seus esforços foram direcionados para avaliar a situação. Segundo o “Le Figaro”, o Airbus A320 que caiu estava em uso havia 24 anos.
O maior sindicato de controladores aéreos da França, o SNCTA, anunciou a suspensão de sua convocação de greve para os dias 25, 26 e 27 de março.
“Nessas circunstâncias dramáticas e considerando a emoção que esse acidente levanta, especialmente entre os controladores aéreos, o sindicato decidiu suspender o seu aviso de greve”, informou em seu site.
A Germanwings precisou cancelar 30 voos nesta terça porque funcionários se recusaram a trabalhar alegando questões emocionais diante da tragédia.
Pessoas chorando chegam ao aeroporto de Düsseldorf, na Alemanha. Um avião da companhia Germanwings com destino à Düsseldorf caiu no sul da França com 150 pessoas a bordo (Foto: Frank Augstein/AP)Familiares de passageiros do voo chegam chorando ao aeroporto de Düsseldorf (Foto: Frank Augstein/AP)