Web Radio Jesus Cristo Gospel: 2015-03-08

terça-feira, 10 de março de 2015

Dilma é vaiada em feira de construção em São Paulo


Trabalhadores da feira vaiaram a petista 


em evento que ocorre no Anhembi, na zona norte da capital paulistaPresidente Dilma é vaiada em feira de construção em SP

A presidente Dilma Rousseff (PT) foi recebida com uma maciça vaia de trabalhadores da construção civil, nesta terça-feira, durante evento do setor na zona norte de São Paulo. Dilma participa da abertura do Salão Internacional da Construção Civil (Feicon), no Cento de Convenções do Anhembi.
Antes mesmo de a petista aparecer diante da área reservada à imprensa, um grupo com cerca de 200 trabalhadores dos estandes iniciou a vaia. Ninguém, entretanto, havia sequer avistado a presidente. Por volta das 11h, quando a comitiva presidencial – na qual estavam ministros Thomas Traumann (Comunicação Social) e Gilberto Kassab (Cidades) - chegou, as vaias recomeçaram.

Entre os participantes da vaia estavam o marceneiro Paulo Sérgio da Silva, 34 anos, natural da Paraíba e o serralheiro Marcos Sena, 34 anos Foto: Janaína Garcia / Terra


 
Indagado se tinha conhecimento de quem assumiria a presidência em caso de um eventual impeachment, o marceneiro não titubeou: “o segundo lugar na eleição, né?”. Nisso, Sena o corrigiu.
Na sequência, Dilma Rousseff seguiu para a abertura da solenidade da feira em outro pavilhão do Anhembi Foto: Janaína Garcia / Terra

“Não. É o vice, Michel Temer. Não estou gostando do PT há tempos, nosso setor tem tido perdas atrás de perdas”, completou.
Já a consultora de vendas Patrícia Jablkowicz, 39 anos, resumiu: “sou contra tudo o que está acontecendo; quero derrubem ela”.
Após as vaias, a área reservada aos profissionais de imagem da imprensa foi afastada do local onde estavam os trabalhadores. Na sequência, Dilma seguiu para a abertura da solenidade da feira em outro pavilhão do Anhembi.



Barusco diz que Graça Foster nunca participou de esquema de corrupção

Barusco diz que Graça Foster nunca participou de esquema de corrupção

(Foto: Estadão Conteúdo)(Foto: Estadão Conteúdo)
O ex-gerente executivo da Diretoria de Serviços da Petrobras, Pedro Barusco, isentou Graça Foster, ex-presidente da estatal, de participação ou conhecimento sobre o esquema de corrupção instalado na estatal. "A presidente Graça nunca participou desse tipo de atividade. Se sabia, nunca externou", afirmou.

O depoimento de Barusco já dura quase cinco horas. Ele explicou que 1% do pagamento de propina era dado a ele e ao ex-diretor da Petrobrás Renato Duque e outro 1% era do tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, que operava pelo PT. Ele evitou dizer diretamente se a gestão petista na petroleira prejudicou a empresa.

"Não quero fazer julgamento se a gestão do PT foi boa ou ruim", respondeu. O ex-gerente admitiu, no entanto, que a má gestão e o pagamento de propinas são ruins para a Petrobras.

PT pode ter recebido de US$ 150 mi a US$ 200 mi, diz Barusco

  

O ex-gerente-executivo da Petrobras Pedro Barusco disse em depoimento à CPI criada na Câmara para investigar o esquema de corrupção na estatal que existia uma reserva destinada ao PT no valor que recebia de propina de empreiteiras.

"Existia uma reserva para o PT receber. Não sei como o Vaccari recebeu", afirmou Barusco, mencionando João Vaccari Neto, tesoureiro do PT, e afirmando não saber para quem no partido a verba era repassada.

Barusco estima que o PT tenha recebido de US$ 150 milhões a US$ 200 milhões. Questionado se seria o "pai" da propina na Petrobras, o ex-gerente riu e negou.

No depoimento que presta desde o final da manhã desta terça-feira, 10, Barusco também afirmou que as empresas já apresentaram preços altos no primeiro momento. "Sentimos a ação forte de cartel", afirmou. "Na minha avaliação não houve superfaturamento no Comperj. O que teve foi preço elevado".

Contudo, Barusco isentou a diretoria executiva da estatal de ter conhecimento do esquema de corrupção "institucionalizada" que começou a funcionar em 2004.

Questionado pelo deputado Carlos Sampaio, líder do PSDB, se o presidente da Petrobras à época, José Eduardo Dutra, e os demais diretores tinham conhecimento da distribuição de propina, o delator afirmou que "era impossível o presidente saber se tinha ou não esquema em todos os contratos".

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Com imagensO depoimento do ex-gerente está sendo acompanhado por profissionais de imagem (fotógrafos e cinegrafistas). O vice-presidente da comissão, Antonio Imbassahy (PSDB-BA), convenceu Barusco e sua advogada, Beatriz Catta Preta, a voltarem atrás na decisão inicial que era manter a sessão fechada para o acompanhamento desses profissionais.

Panelaço e xingamentos: é esta gente sem educação que quer assumir o poder?

A presidente Dilma Roussef durante o pronunciamento deste domingo, 8 de março.A presidente Dilma Roussef durante o pronunciamento deste domingo, 8 de março.

Não foi o ajuste fiscal e seus efeitos deletérios sobre a população mais pobre o que levou os bairros ricos de 12 capitais, Higienópolis e Leblon como símbolos, a uivar de suas varandas gourmet impropérios contra a presidente eleita do Brasil.
Também não foi a corrupção, ou teriam sido ouvidos apupos endereçados aos peemedebistas Renan Calheiros e Eduardo Cunha, respectivamente presidentes do Senado e da Câmara dos Deputados. Os dois apareceram na lista do Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, como suspeitos de envolvimento no desvio de recursos da Petrobras.
(Ninguém lembrou deles.)
Era Dilma Rousseff o alvo do protesto ululante de desrespeito, má educação, machismo, covardia.
Em pleno Dia Internacional da Mulher, os ricos resolveram que tinham de desconstruir aos berros a imagem de Dilma, cobrindo-a com o mais abjeto rol de xingamentos a traduzir o preconceito de gênero.

Isso não é “divergência política” –é boçalidade fascista achando que, assim, pavimenta o caminho para o impeachment a jato da presidente.
Não pavimenta.
O linchamento moral de Dilma Rousseff faz lembrar que quem arreganha os dentes contra ela é a mesma parcela da elite hidrófoba que atacou a ascensão social dos pobres; que se opôs à regulamentação da profissão de empregada doméstica; que “denunciou” os aeroportos apinhados de gente que antes nem podia sonhar com uma viagem de avião; que, tendo acesso aos consultórios mais caros do país, vociferou contra o “Mais Médicos”; que se opôs ao ingresso dos negros nas universidades —pela primeira vez em 500 anos.
E que não aceita o resultado das urnas por ódio de classe.
Sejamos francos: a Dilma do segundo mandato ainda tem de provar que fará um governo socialmente justo —até agora, todas as pancadas do ajuste fiscal foram dadas do lado mais fraco…
Mas eu estou entre aquelas pessoas que nunca acreditaram que se possa construir um país melhor apelando para o ultraje baixo e feroz contra uma mulher.
Por tudo isso —hoje— sou Dilma e não abro.