Web Radio Jesus Cristo Gospel: 2012-12-09

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Noticias do País

A Polícia Federal informou na tarde desta quinta-feira que 51 pessoas foram presas na Operação Calouro, que desmantelou quadrilhas que fraudavam vestibulares de medicina em faculdades de 10 Estados do País e do Distrito Federal. A PF divulgou também que havia sete grupos atuando no esquema, sendo dois deles em ação há mais de 15 anos.
Do total de presos acusados de participar das quadrilhas em nove Estados, 18 eram de Goiás, nove de Minas Gerais, cinco do Rio de Janeiro e de São Paulo, quatro do Distrito Federal e do Rio Grande do Sul, três no Tocantins, dois do Espírito Santo e um no Acre.
Segundo a nota oficial da PF, mais de 40 instituições de ensino superior foram vítimas da atuação das quadrilhas. Esses grupos se concentravam em faculdades particulares de Goiás e Minas Gerais, pois, diz a PF, as "federais possuem grande segurança em seus processos seletivos". A PF informou ainda que não tem elementos para precisar quantas pessoas foram beneficiadas pelo esquema.
De acordo com a PF, ainda é difícil precisar o lucro que as quadrilhas obtiveram com o esquema. "A quantificação do lucro das quadrilhas é difícil de precisar, visto que cada uma delas cobra preços variados conforme o tipo de fraude", relata a nota. O valor por aluno, no entanto, chegava a R$ 80 mil.
O comunicado da PF afirma que, no primeiro momento da ação policial, serão investigadas as quadrilhas e, depois, o objetivo será identificar os beneficiados pelo esquema. "Os que forem identificados serão indiciados e posteriormente responderão ao processo criminal pelo ato que cometeram e os alunos podem ser excluídos administrativamente ou judicialmente", completa a nota.

Justiça Eleitoral cobra PT por contrato com empresa citada por Marcos Valério

com empresa citada por Marcos Valério

Diretório paulistano do PT teve contas rejeitadas pela Justiça Eleitoral porque serviços que empresa de Freud Godoy diz ter prestado não constam de lista de despesas

A Justiça Eleitoral rejeitou nesta quarta-feira, 12, a prestação de contas do diretório municipal do PT de São Paulo relativa às eleições municipais. Entre as “graves irregularidades” apontadas pelo juiz da 6.ª Zona Eleitoral de São Paulo, Paulo Furtado de Oliveira Filho, está a omissão de despesa com serviço de segurança patrimonial prestado pela empresa Caso Sistema de Segurança, de Freud Godoy, ex-assessor do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Freud foi citado pelo empresário Marcos Valério em novo depoimento à Procuradoria-Geral da República, cujo teor foi revelado pelo Estado, como beneficiário de R$ 100 mil do esquema do mensalão.
A despesa omitida no balanço do PT paulistano, segundo o TRE, foi de R$ 30.655,11. O diretório municipal do PT afirmou que a Caso foi contratada em janeiro deste ano para realizar a segurança patrimonial da sede do diretório, no centro da capital, e que “em nenhum momento” trabalhou na campanha eleitoral. No entanto, segundo Oliveira Filho, o PT não juntou documentos que comprovassem essa afirmação, “revelando, com isso, omissão de receita”.
Fernando Neisser, advogado da campanha de Haddad, afirmou que a Caso teria cometido “um equívoco” ao declarar, à Justiça Eleitoral, o serviço prestado como relacionado às eleições. “Vamos apresentar o contrato e as notas ficais à Justiça”, afirmou. Neisser criticou o procedimento da Justiça Eleitoral chamado circularização, por meio do qual empresas que prestam serviços a partidos são notificadas a informarem, por meio eletrônico, o trabalho realizado e os valores recebidos.
Segundo ele, “falta orientação” às empresas sobre como preencher os formulários, o que teria levado a Caso ao erro. “A Justiça está indo atrás de informações, é importantíssimo, mas falta orientação e ela (a Justiça) acaba recebendo informações que a confundem”, disse. Freud não foi localizado para comentar.
A Justiça Eleitoral também apontou a ausência de declaração de R$ 132 mil doados pela empresa Jofege Pavimentação e Construção Ltda., que representam 11,12% do valor total arrecadado. O PT afirma que a doação teria sido feita ao diretório nacional do partido e que apresentará a documentação à Justiça. Contudo, Oliveira Filho diz não ter achado o lançamento da doação nas contas do diretório nacional.
Na decisão, o juiz suspendeu os repasses do Fundo Partidário das direções nacional e municipal do PT pelo período de quatro meses. A prestação de contas do comitê financeiro municipal único do partido foi aprovada.


 

Dilma chega à Rússia para 'reforçar a família dos Brics'

 

A estadia da presidente Dilma Rousseff na Rússia, até o próximo sábado, deverá ser uma oportunidade para que brasileiros e russos possam não apenas estreitar laços econômicos, como também reforçar a estrutura dos Brics - o bloco de economias emergentes formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.
É essa a opinião de analistas ouvidos pela BBC Brasil em relação à estadia da presidente à Rússia. Ela chegou ao país na madrugada desta quinta-feira. É a primeira visita de Dilma à Rússia, que era a única nação a integrar os Brics que ela ainda não havia visitado.
Para o americano Riordan Roett, cientista político da Universidade Johns Hopkins e brasilianista, que lançou no ano passado o livro The New Brazil (O Novo Brasil), a visita visa ''reforçar a família dos Brics'', no que diz ser um momento de dificuldade para todos os países do bloco.
''O conceito dos Brics vem sofrendo ataques'', comenta Roett, já que, em contraste com a imagem dinamismo de anos atrás, ''o Brasil enfrenta crescimento lento, a Índia padece de paralisia política, a África do Sul já mostrou que não deveria pertencer ao bloco e Rússia e China enfrentam transições políticas lentas e previsíveis''.
Banco dos Brics
Os Brics deverão ser um tema central da agenda bilateral de Brasil e Rússia em Moscou, avalia Adriana Abdenur, coordenadora geral do instituto BRICS Policy Center e professora do Instituto de Relações Internacionais da PUC-Rio.
Um dos motivos, diz ela, é que a próxima reunião do bloco está prevista para ocorrer em breve, mais especificamente em março do ano que vem, em Durban, na África do Sul.
E o próximo encontro poderá referendar uma proposta feita recentemente, a de criar um banco comum de investimentos, uma proposta feita pelos indianos e que os anfitriões sul-africanos desejam ver se materializar ainda durante a cúpula.